1 de maio de 2012

O paciente inglês - Michael Ondaatje


Livro: O paciente inglês
Autor: Michael Ondaatje
Editora: 34
Ano: 1997

Sinopse:
No final da Segunda Guerra Mundial, numa vila abandonada na Itália, quatro pessoas vivem um encontro inusitado - uma jovem enfermeira cuja vida foi devastada pela guerra - um inglês desconhecido e moribundo, sobrevivente de um desastre de avião - um ladrão cujas 'habilidades' acabaram por fazer dele um herói de guerra - e um soldado indiano especialista em desmonte de bombas, a quem três anos de guerra ensinaram que 'a única segurança está em si mesmo'.

Comentários:
O Paciente Inglês foi o livro do desafio literário do mês de abril (sim atrasei um dia rs) e que se demonstrou realmente um desafio de leitura (demorei muito e a leitura não fluía) mas venci e consegui terminar.
O livro vai contar a história de quatro pessoas que se vêem unidas não por suas histórias de vida ou por qualquer afinidade ou pequenos pontos que geram coincidências em suas vidas, mas sim por um evento maior, pela Segunda Guerra e todo o sofrimento que ela infringiu a eles: Hanna, uma enfermeira está em uma Villa italiana abandonada cuidando de um paciente que possui o corpo todo queimado e uma das poucas coisas que ele diz se lembrar sobre sua identidade é de ser inglês.  Caravaggio, um ladrão que conhecia Hanna desde sua infância chega a Villa e, por fim, Kip o sapador (um soldado que entre outras coisas desarma minas) indiano que chega a Villa para desarmar as minas do local. E assim os personagens vão se entrosando e se aprofundando em suas vidas, histórias e sentimentos.
Como comentei no inicio, esse livro foi realmente um desafio para mim. A forma da narrativa se mostra mais complexa, misturando o fluxo de consciência dos personagens, os diálogos e as linhas temporais sem nenhum tipo de indicação, dificulta o entendimento de todos os acontecimentos. O inicio do livro é mais complexo, pois os personagens são apresentados aos poucos (inclusive seus nomes) e com essa narrativa sem ordem fica complicado saber em qual personagem a história está focada. Por ser uma narrativa intimista, mais centrada nos conflitos internos dos personagens, o ritmo é mais lento, mas em alguns (em muitos) momentos a lentidão acaba tornando a leitura cansativa. 
Como nem tudo é uma crítica, ressalto que uma das coisas que me agradaram nesse livro foi poder perceber como a guerra interferiu e afetou os personagens, e isso ficou nítido no final do livro (que foi o que mais me agradou na narrativa). Depois do livro não fiquei curiosa, pelo menos por enquanto, para assistir ao filme, quem sabe no futuro.

“Sou uma pessoa que, se for deixada sozinha na casa de alguém, vai até a estante de livros, apanha um volume e inala o seu conteúdo.” p. 19

“Tinha uma certa vaguidão, uma incerteza que lhe dava um encanto hesitante. Era diferente da maioria dos homens.” p. 66

“Sabe que o único jeito de aceitar perdê-la está em continuar ampará-la ou ser amparado por ela. Em cuidarem um do outro para, de algum modo, se livrarem disso tudo. Nada de muro.” p. 108


3 comentários:

  1. a vantagem desse livro é que o final dele é tão anti-climático, que acaba te deixando num estado de surpresa tão grande que quase não dá pra lembrar do quão pé no saco é o começo. haha. =X

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    1. Ah com certeza rs.... é uma das vantagens desse livro te deixar meio de boca aberta no final rs

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  2. Eu costumo dizer que é um dos poucos casos de adaptações literárias onde o filme se torna melhor do que o livro.
    Sugiro que o assista.
    Bela resenha.

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