10 de dezembro de 2013

[Livro] Corações Feridos – Louisa Reid

Livro: Corações Feridos
Titulo Original: Black heart blue
Autor: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade? (Fonte: Skoob)


Comentários:  
Um livro denso, pesado e que aborda um tema que a maioria das pessoas não gosta de tratar, abuso familiar. 
Antes de iniciar a leitura eu já tinha visto algumas resenhas e ouvido comentários de amigos que já tinham lido o que me fez achar estar preparada para o que iria encontrar, mas alguns aspectos me foram uma surpresa e um choque ao pensar que um ambiente familiar, onde por definição se esperaria que fosse seguro poderia se tornar algo tão diverso. 
O livro começa sendo narrado por Rebecca que está no velório de sua irmã gêmea Hephzibah e com a personagem afirmando que as duas eram bem diferentes, enquanto Hephzi era linda, extrovertida e chama atenção Rebecca possui uma deformação facial grave causada por uma síndrome, é fechada e reservada e que sua irmã morreu devido a algum aspecto sombrio da vida das duas. 
A partir deste ponto a narrativa segue dividida entre os relatos de Rebecca após a morte de sua irmã e os da própria Hephzi antes de sua morte e com isso o leitor pode ter todo o panorama da história terrível das duas que viviam um terror pessoal, uma família de pais abusadores e fanáticos religiosos. As cenas de violência são descritas por elas e talvez isso gere mais impacto do que se fosse um terceiro ponto de vista, pois é possível perceber além de toda a dor e humilhação que as duas sofrem a confusão de não entenderem o porque passam por isso, o que leva seus pais, figuras que deveriam protegê-las, as tratarem com tanta raiva e violência. 
Das duas irmãs me comovi mais com Rebecca, pois a personagem era a que mais sofria com seus pais que a agrediam tanto física quanto psicologicamente, ela protegia a irmã mesmo sabendo que iria sofrer bem mais. Porém ao fim do livro pensei um pouco sobre Hephzi e pude entender suas atitudes em certo nível, muitas vezes a achei um tanto quanto superficial, mas ao pensar no ambiente em que ela foi criada é fácil entender a sua grande necessidade de uma “normalidade”e que qualquer rota de fuga pode ser válida. 
Apesar de ser um tema pesado a narrativa é fluída e rápida, os capítulos não são longos e as histórias tanto do antes como do depois são tão cheias de tensão que a leitura ganha grande velocidade. Muitos dos questionamentos de indignação abordados no livro foram coisas que fiquei me perguntando, como ninguém interfere? Como elas não contaram a alguém? E mais tantas outras dúvidas, mas foi só pensar que muitos casos como esses acontecem na vida real e como a própria personagem comenta muitas pessoas não querem ter que sair de sua zona de conforto e enfrentar esse tipo de horror dos outros, mas também mostra que há gente disposta a mudar isso. 

2 comentários:

  1. Meu coração ficava pequeno e apertado em cada página virada deste livro. Ao mesmo tempo em que eu queria saber o que iria acontecer, tinha medo pelas meninas. Apesar de ser uma estória fictícia, saber que isso acontece e muito na vida real, deixava meu estômago revirado.
    Bjs, Rose.

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  2. Nem fala Rose, o que mais me impactava nesse livro foi pensar que isso realmente acontece em certas famílias.

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