20 de fevereiro de 2014

[Filme] A Menina que Roubava Livros


Título original: The Book Thief
Duração: 131 min.
Direção: Brian Percival
Roteiro: Michael Petroni
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2014
Avaliação: 5/5
Sinopse: 
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade. (Fonte: Cinemark)


Comentários: 
Essa era uma das adaptações que mais fiquei empolgada em saber que iria ser filmada, mas estava com medo, pois tenho um carinho especial por esse livro, e fiquei receosa de que o filme não conseguisse demonstrar tudo o que as páginas me fizeram sentir. Meu medo foi em vão. 
O filme ficou lindo, assisti na durante a noite e fui dormir com meu coração apertado, fiquei tão emocionada quanto quando terminei a leitura, na verdade a emoção foi um pouco maior, pois o filme conseguiu representar tão bem vários personagens que eu imaginava (amei o Max). 

Um dos pontos essenciais da história original que fiquei com medo de se perder, mas que a adaptação soube usar bem, foi o narrador. Sim, no filme também há um narrador, que é o mesmo, a morte. 
Tratando agora da história em si, tudo começa na época da dominação nazista na Alemanha e os fatos que irão se suceder são narrados pela morte (essa é uma das sacadas sobre narrador mais legais que já vi) e ela irá contar a história de Liesel que foi entregue por sua mãe para uma nova família e, além disso, tem que enfrentar a morte de seu irmão. Em sua nova família ela encontra um refugio em seu pai e sua mãe, como descrito por ela mesmo, é um trovão que vive e resmungar e reclamar, Liesel também encontrará um novo amigo Rudy e mais adiante Max, um judeu. O plano de fundo é a ascensão nazista na Alemanha e todas as suas consequências. 

A escolha dos atores para mim foi muito boa, adorei todo o elenco e suas interpretações, mas faço menções honrosas para Geoffrey Rush e Emily Watson (os pais de Liesel) e para Ben Schnetzer que trouxeram tão bem os personagens que tinha em minha imaginação. 

Apesar do ambiente e do enredo pesado o filme conseguiu manter a doçura e a leveza do livro, pois ainda manteve um grande enfoque no ponto de vista de Liesel mesmo podendo explorar outros personagens (uma das vantagens do recurso do cinema), o ponto de vista de Liesel e até de Gus são os mais ingênuos de todos os acontecimentos e isso se transporta nas telas e na história. 

Amei o filme. 

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