18 de junho de 2014

[Filme] Malévola



Título original: Maleficent.
Duração: 97 min.
Direção: Robert Stromberg.
Roteiro: Linda Woolverton.
Distribuidora: Walt Disney.
Ano: 2014
Avaliação: 4,5/5
Sinopse: Esta nova versão do conto da Bela Adormecida concentra-se na história da vilã Malévola, contando os fatos de sua vida que fizeram dela uma mulher amargurada e vingativa, capaz de amaldiçoar a jovem Aurora.

Estava muito, muito ansiosa mesmo para assistir esse filme. Sou obcecada por contos de fadas desde sempre e, de uns anos para cá, fascinada pela representação de bruxas e feiticeiras em narrativas fantásticas. Assim, Malévola era um filme que me causava grande expectativa.

E não me decepcionei, apesar de não chegar a ser tudo aquilo que esperei.

Aqui, Malévola é a grande protagonista. Acompanhamos a sua história desde a sua juventude, quando conhece Stefan e acaba construindo um relacionamento que se inicia com uma amizade improvável. Após ser traída, Malévola torna-se a pessoa amarga que conhecemos na animação clássica, quando amaldiçoa a princesa Aurora. E o momento em que essa traição ocorre, quando a protagonista perde aquilo que a caracteriza tão bem, que a destacava dentre as outra fadas, é de partir o coração.

Todos os elementos icônicos da tão conhecida história da Bela Adormecida vão sendo apresentados aos poucos, enquanto a personalidade de Malévola vai sendo mostrada gradativamente, com uma complexidade impar.





Em algum lugar li que o arquétipo da feiticeira, dentro da psicanálise, era a anti-idealização feminina. A feiticeira e a figura da madrasta eram sempre associadas, sendo o contraponto da figura da mãe boa. E a complexidade toda de Malévola reside nessa tensão: ora amargurada por causa do seu passado com Stefan, ora com um sentimento de proteção maternal muito forte em relação à princesa Aurora. E as cenas entre as duas são adoráveis, uma delícia de se assistir. Sem contar o quanto amei a presença de Diaval, o corvo de Malévola.





Se o filme não recebeu nota máxima, para mim, foi por causa do clímax da história. Apesar de ter gostado muito de como foi solucionada a problemática da maldição lançada por Malévola, senti que o tom de urgência que deveria ser imposto na fatídica cena em que Aurora espeta o dedo na agulha na roca não ficou bom. Faltou algo. E honestamente, a presença do príncipe Philip para mim foi quase dispensável.





Mas é um filme muito bom, com uma fotografia lindíssima e personagens femininas que me vão ser marcantes. Agora, por favor, alguém faça um filme com a Úrsula?






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