2 de setembro de 2014

[Evento] Relatos de uma bienal – Parte Final


Só de escrever o título deste post já fiquei triste, logo no primeiro dia sem a bienal e já senti os sintomas da depressão ao ficar longe dos amigos, das pessoas que conheci, das conversas, dos livros, dos estandes, das palestras, de tudo o que define esse evento e o torna tão importante na vida daqueles que amam os livros, mas como não posso mudar esse fato, vou contar como foram meus três últimos dias do envento. 

Sexta-feira (29/8)

Esse foi o primeiro dia em que eu realmente tinha uma programação para cumprir, cheguei cedo e fiz um pequeno estrago de compras enquanto estava esperando a Jéssica chegar (falei pra não me deixar sozinha rs), mas assim que ela me encontrou fomos para a primeira palestra que falava sobre Editor de Texto, Preparador e Revisor - O papel de cada um no processo do livro, com Márcia Lígia Guidin. Posso dizer que essa foi uma das palestras que mais gostei, com muita experiência no mercado editorial Márcia Lígia Guidin apresentou a função de cada um durante o processo do livro com várias curiosidades e pontos para que aqueles que queiram entrar na área fiquem atentos. Logo depois demos uma volta e fomos para a segunda palestra sobre o roteiro em quadrinhos com David Mairowitz, Marcello Quintanilha, Gabriel Bá e Fábio Moon, sendo mediados por André Conti, essa foi uma palestra bem interessante e me deixou curiosa com o trabalho de cada um deles. Logo após esse evento passei na Panini para fazer uma das compras que mais me deixou feliz nessa bienal, consegui adquirir o meu tão esperado Sandman vol. 1 e ainda de quebra comprei o Daytripper e ainda consegui autógrafo dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon. Fechando o dia aconteceu um encontro de blogueiros da Geração Editorial que apresentou o lançamentos de autores nacionais e foi mediado pela minha querida amiga Milena Cherubim. Voltei pra casa cansada e com os braços doendo, mas extremamente feliz. 


Sábado (30/8)

Esse foi um dia de bienal curto para mim e quase todo dedicado a apenas uma coisa: Ken Follett. Como vocês podem ver pelas resenhas aqui do blog, Follett é um dos autores que mais gosto e quando eu soube que ele viria para o Brasil eu nem pensei duas vezes, eu queria um autógrafo dele. Acordei cedo e às 7h30 da manhã já estava na fila para conseguir a senha dos autógrafos, depois esperei a bienal abrir e já fui para a palestra que teria com o Follett e isso só fez com que eu gostasse cada vez mais do autor, ele contou sobre seu próximo livro, sobre seu processo de escrita e pesquisa, seu personagem preferido e os próximos projetos. Logo depois começou  a sessão de autógrafos e apesar de ter sido um pouco corrido ele foi um amor.  Fiquei pouco tempo na bienal depois disso. 


Domingo (31/8)
Esse foi um dia feliz e triste ao mesmo tempo, posso dizer que foi uma dificuldade levantar da cama para ir para bienal, estava cansada e com dores nas costas, mas por ser o último dia me arrumei e fui. Apesar de ser um domingo o pavilhão estava incrivelmente tranquilo. Não fiz grandes programações, comprei os últimos livros que queria e fiquei batendo papo com os amigos, porém na hora de ir embora bateu aquela tristeza de me despedir das pessoas que conheci, daquelas que já conhecia, mas que não costumo ver sempre, dos amigos que me acompanharam nesses dias e de todo o clima que me animou e motivou, mas tenho que dizer que tudo valeu a pena, a conta bancária um pouco desfalcada, as pernas e as costas doendo, o sono atrasado e a correria, e faria cada detalhe de novo só pela felicidade que senti. Não sei se ano que vem estarei na bienal do Rio, porém já estou contando os dias para a próxima bienal em São Paulo.  
Algumas considerações que queria fazer sobre a bienal: 
  • O Anhembi já não comporta um evento desse tamanho, não sei se há um local melhor, mas é algo que os organizadores deveriam pensar. 
  • Alguns estandes me surpreenderam com sua criatividade, recepção, promoções e atendimento, enquanto outros estavam desorganizados ou com preços que não valiam a pena (mas isso acontece em toda a bienal) 
  • Os alimentos estavam caros, a praça de alimentação cheia, mas nada que um bom lanche na bolsa não resolva. 
  • Gostei bastante da montagem do pavilhão, com maiores e mais numerosas áreas de descanso era possível achar um refúgio quando se precisava. 

Enfim, como todos os eventos há pontos positivos e negativos, e tudo isso faz parte do conjunto da bienal e nem o pior dia ou problema tiraram o brilho do evento para mim, que venha 2016. 

Veja os outros posts: 
Relatos de uma bienal – Parte I
Relatos de uma bienal – Parte II

2 comentários:

  1. Ai, já pode montar grupo de apoio pra depressão pós-bienal? :(

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  2. Pode montar sim, e já me dizer onde me inscrevo rs.

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