30 de janeiro de 2015

[Maratona Oscar 2015] O Grande Hotel Budapeste


Sinopse:No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários: 
Mais um filme para a Maratona Oscar 2015 e o escolhido da vez foi o Grande Hotel Budapeste, com uma estética marcante, uma narrativa inusitada e diálogos divertidos foi um filme que me deixou pensando no fim sobre o que ele me transmitiu, na verdade até agora ele permanece em meus pensamentos, mas posso dizer que gostei.

Vou começar comentando sobre a narrativa, que em si é uma surpresa, a história começa com uma mulher visitando a estatua de um escritor com seu livro, depois esse escritor mais velho fazendo um depoimento, logo após vemos esse mesmo escritor mais novo enquanto se hospedava no Grande Hotel Budapeste e em uma conversa com o dono e descobre a história desse lugar encantador, e em um último flashback vemos a história narrada por esse dono de como ele chegou ao hotel, como o adquiriu e como ele mudou sua vida. Sei que pode parecer meio confuso explicado assim, mas no filme tudo se dá de modo tão natural, narrativas dentro de narrativas que se misturam e se sobrepõem para contar uma história.

Na verdade o foco de tudo está em M. Gustave, que em um período de guerra gerencia perfeitamente o Hotel Budapeste, e em Zero, o garoto que acaba de chegar ao hotel para ser um mensageiro e em como os dois se tornam amigos e vão viver muitas experienciais juntos, tudo motivado por uma herança deixada para M. Gustave que será motivo de brigas, mortes, desavenças e aventuras.

A parte estética do filme tem um diferencial, os cenários, as tomadas, figurinos, enfim tudo tem um toque pitoresco e dramático, mas que envolveu bem o clima do filme, as menções a guerra e representações dos personagens.
Esses últimos são um fator bem importante no filme, bem caricaturados eles chegam ao limite da interpretação entre o sério e o cômico pendendo entre os dois lados, o trabalho de Ralph Fiennes como M. Gustave está muito boa, ele conseguiu interagir tão bem com seu personagem, a história e sua atuação são marcantes. Tony Revolori também tem grande destaque como Zero, e ambos dão vida à trama.

E por falar em história, ela foi o que mais me intrigou no filme, em um olhar superficial pode-se dizer que seria simplesmente a história de um hotel regada com momentos cômicos e um tanto quanto pitorescos, mas com suas referências e pequenas críticas, sinto como se fosse um filme em camadas, e eu teria de assisti-lo mais algumas vezes, não que ele seja complexo e com um grande fundo moral, mas ele tem seu valor e algumas coisas a contar.

Como segundo filme da maratona continuo satisfeita com a seleção e curiosa com os demais.





Título original: The Grand Budapest Hotel
Duração: 100 min.
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson
Elenco:  Ralph Fiennes, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Jude Law, Bill Murray, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Tom Wilkinson e Owen Wilson
Distribuidora: Fox Filmes
Ano: 2014
Avaliação: 4/5

1 comentários:

  1. Oi Dani, não é um filme que eu quero ver no momento, mas que bom que gostou.
    Bjs, Rose.

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