28 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Spotlight: segredos revelados



Sinopse: 
Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Spotligh foi o filme que fechou a Maratona Oscar (afinal hoje é o dia da premiação) e foi deixado para o fim justamente porque eu não sabia nada sobre esse filme, não li criticas, não vi comentários nem propagandas, mas depois de assistir posso dizer que não entendo o motivo, não é uma grande produção porém traz um tema polêmico e corajoso para o Oscar, o abuso infantil nas igrejas. 

O filme conta a história de uma sessão de um jornal em Boston chamada Spotlight, que trabalha com grandes matérias investigativas. Com uma troca do editor essa sessão irá investigar um caso de um padre que abusou de muitas crianças, mas ao começarem as investigações percebem que na verdade o caso é muito mais complexo e que a Igreja pode estar escondendo bem mais do que eles achavam. 


Por não saber nada sobre esse filme quando fui assistir fiquei bem surpresa com o tema, não achei que uma critica tão direta aos crimes de pedofilia poderiam chegar a uma indicação ao Oscar, o filme é bem estruturado, gostei do ponto de vista em que a situação foi tratada: não pelo ponto de vista da vítima nem do acusado, mas daquele que está indo atrás da história, e que irá se sensibilizar e humanizar com esse tema tão pesado. 

A produção está muito bem feita, podemos ver a dinâmica da redação e todos os caminhos em que a investigação levou esses jornalistas, apesar que nesse ponto achei que a intervenção da Igreja fosse ser mais abordada, não que não tivesse ocorrido, mas eu imaginei que em um assunto tão polêmico a resistência poderia ter sido maior. 


Outro ponto bem interessante foram os atores, temos interpretando o editor da sessão Spotlight, Michael Keaton, que apesar da minha birra com esse ator após Birdman, teve uma grande participação na história, assim como Mark Ruffalo, um dos seus jornalistas (gostei e não gostei dele no papel, ele trouxe muito bem o jornalista que se humaniza e se sensibiliza com a história, mas esperava um pouco mais dele nos momentos dramáticos). A interação dos personagens, tanto na redação como os envolvidos, funcionou bem e trouxe toda a carga do filme. 

Não creio que ele ganhe como melhor filme, mas isso não tira seu valor e sua história, que vale a pena ser conhecida.




Título original: Spotlight
Duração: 128 min.
Direção: Tom McCarthy
Roteiro: Josh Singer e Tom McCarthy
Elenco: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, John Slattery, Stanley Tucci, Brian d'Arcy James, Billy Crudup
Distribuidora: Columbia Tristar
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

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