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2 de novembro de 2013

[Livro] A culpa é das estrelas – John Green


Livro: A culpa é das estrelas
Titulo Original: The fault in our stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Avaliação: 5/5
Sinopse:
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. (Fonte: Skoob)


Comentários:
Este mês o tema para o desafio literário do mês de outubro (sim, eu sei, mas uma resenha atrasada, shame on me) é sobre histórias de superação, eu tinha programado a leitura de outro livro (O Garoto do Convés, de John Boyne), mas lembrei de um outro livro que tinha ouvido criticas positivas e estava querendo muito ler, então a leitura desse mês é de A Culpa é das Estrelas de John Green
Um livro doce, suave, emocionante e triste.
Tenho uma certa tendência e livros com uma história triste, mas sou chata para gostar da leitura, não basta ter um evento e muitas lágrimas, não basta ser simplesmente um drama, a tristeza tem que dar um toque suave a história (quase como cores frias em um quadro), um complemento, ela tem que estar presente mas não ser o personagem ou cenário principal e John Green entendeu bem o que gosto de ler. 
Nunca tinha lido nada de Green, mas não fui imune aos inúmeros comentários positivos sobre sua obra e foi com essa expectativa que iniciei a leitura de “A Culpa é das Estrelas”. 
Quando li a sinopse já imaginava uma história com uma forte carga emocional, afinal era sobre a relação de adolescentes com câncer, mas o autor construiu a história tão bem que o drama, os momentos de dor são na medida certa, fazem parte integrante da história, e molda os personagens. 
O livro é narrado por Hazel, personagem principal que vive sobre a sombra e o peso de um câncer terminal, mas como não sabe exatamente quando irá morrer tenta seguir sua vida e acaba por conhecer Gus, garoto lindo que está em período de remissão de um câncer e Isaac, adolescente que possui um câncer ocular, e a história trará o relacionamento de Hazel com eles e com sua própria condição. 
A narrativa de Green possui um peso e uma suavidade ao mesmo tempo, os personagens tratam da morte e da doença com o máximo de naturalidade possível, não há um pedantismo, todos estão conscientes de sua situação e apesar de serem adolescentes os diálogos são bem elaborados e profundos. 
Os personagens são bem trabalhados, evoluem conforme a leitura flui e carregados de sentimentos e emoções. 
Uma leitura que realmente recomendo e quero muito ler outros livros do autor. 


6 de outubro de 2013

[Livro] A máquina de fazer espanhóis – Valter Hugo Mãe


Livro: A máquina de fazer espanhóis
Titulo Original: A máquina de fazer espanhóis
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Cosac Naify
Ano: 2011
Avaliação: 5/5
Sinopse:
Com um estilo de prosa que José Saramago definiu como um “tsunami linguístico, semântico e sintático”, valter hugo mãe é o mais prestigiado autor de sua geração em Portugal. Em a máquina de fazer espanhóis, seu romance mais recente, valter hugo narra a história de antónio jorge da silva, um barbeiro de 84 anos que depois de perder a mulher, passa a viver num asilo.
 Sozinho, mas sem sucumbir ao pessimismo, silva se vê obrigado a investigar novas formas de conduzir sua vida. Ele, que viveu sob o peso da ditadura salazarista, faz também uma dura revisão de seu passado e de toda uma geração – não sem notar que o pessimismo sobre o papel de Portugal no mundo exacerbou-se. Considerado o acontecimento literário de 2010 em Portugal, a máquina de fazer espanhóis foi o segundo livro de ficção mais vendido naquele ano no país. A edição da Cosac Naify tem projeto especial, com capa desenhada pelo escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli. (Fonte: site da Cosac Naify) 


Comentários:
O que dizer sobre A Máquina de Fazer Espanhóis, simplesmente que foi um livro que me arrebatou, me embalou, me proporcionou sensações e emoções que eu nunca tinha pensado, ao explorar uma situação não muito trabalhada e de uma forma regada a sentimentos, reflexões e uma linguagem tão poética que se mistura a historia ligando as pontas no enredo. 
Quando vi que o tema do Desafio Literário do mês de setembro (sim, atrasei um pouco esse mês) era autores portugueses contemporâneos, logo decidi que queria colocar uma das indicações que tinha recebido há um tempo e iria ler o livro de Valter Hugo Mãe, mas estava difícil de adquiri-lo, seu preço nunca baixava até que em um dia feliz vejo pelas redes sociais que estava aberto o Cosacday  (período em que a editora Cosac Naify faz uma grande promoção de suas obras) e com isso finalmente consegui o livro que talvez seja um dos melhores do ano, A Máquina de Fazer Espanhóis. 
Logo ao abrir o exemplar a primeira reação é de estranhamento, a diagramação é muito diferente, o texto é alinhado a esquerda e não justificado. Sem contar que possui uma regra de acentuação própria, apesar de ter os pontos normais, é todo escrito em caixa baixa, não havendo letras maiúsculas após os pontos e sem separação para os diálogos. Outro diferencial é que o livro está em português de Portugal, então há acentuação diferente (como por exemplo, a palavra oxigénio) e um linguajar próprio. 
Após superar esse estranhamento inicial o que resta é toda uma linda história contando sobre antónio jorge da silva (assim mesmo, em caixa baixa, como no livro), que após perder sua esposa, é mandado para um asilo/casa de repouso e lá terá que se descobrir e se reinventar sem ela e já aos 84 anos. 

“não a posso deixar aqui sozinha. não estaria sozinha. estaria sozinha de mim, que é a solidão que me interessa e a de que tenho medo.” p. 14

Na verdade esse é um resumo muito simplório para toda a grandiosidade do livro, pois este trata de assuntos de grande amplitude, como a busca pela identidade dos portugueses após o domínio de Salazar e a grande metafísica da vida, e para demonstrar esse último tema o autor me encantou ao fazer uma intertextualidade com o poema Tabacaria de Fernando Pessoa (poema esse que amo). 

“um dia seremos cidadãos de um mesmo mundo. iguais, todos iguais e felizes nem que seja por obrigação. estamos a alastrar, como compete, e um dia ainda deixaremos de ser silvestres, agrestes, isso de ir como o mato, porque estaremos cada vez com melhores maneiras, como as que assistem aos grandes caracteres. um dia, caramba, estaremos até cheios de razão."  p. 13

Com uma linguagem poética, cheia de frases marcantes silva irá descobrindo sua vida e o que têm importância após a perda de um amor e de uma vida. A narrativa não é linear, irá intercalar momentos presentes com flashbacks da vida de antónio para mostrar a construção do personagem. 
Simplesmente encantador e marcante. 

“a coragem tem falhas sérias aqui e acolá. e nós, que não somos de modo algum feitos de ferro, falhamos talvez demasiado, o que nem por isso nos torna covardes, apenas os mesmos de sempre. os mesmos vulneráveis e atordoados seres humanos de sempre.” p. 102


25 de agosto de 2013

[Livro] A Letra Escarlate – Nathaniel Hawthorne

Livro: A Letra Escarlate
Titulo Original: The Scarlet Letter
Autor: Nathaniel Hawthorne
Editora: BestBolso
Ano: 2012 (ano da minha edição)
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:Na rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra “A” de adúltera bordada em seu peito. Hester, primeira autêntica heroína da literatura norte-americana, se vale de sua força interior e de sua convicção de espírito para criar a filha sozinha, lidar com a volta do marido e proteger o segredo acerca da identidade de seu amante. Aclamado desde seu lançamento como um clássico, A letra escarlate é um retrato dramático e comovente da submissão e da resistência às normas sociais, da paixão e da fragilidade humanas, e uma das obras-primas da literatura mundial.


Comentários:  
O tema para o mês de agosto do Desafio Literário é sobre vingança e com isso decidi ler um livro que tinha vontade já fazia um tempo, A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne. 
Logo no início da história o leitor é apresentado ao drama de Hester Prynne, uma mulher que mora em Salem e que foi condenada pelos magistérios a carregar uma letra A escarlate bordada no peito como punição para o crime de adultério. O caso de Hester é complicado, pois seu marido na verdade está desaparecido e ela também se recusa a revelar o nome de seu amante. A população rejeita Hester e sua filha Pearl  (a criança é fruto desta relação proibida) e elas irão viver a margem de uma sociedade puritana, arraigada em suas regras e códigos de conduta e vão sentir na pele o peso da letra escarlate que Hester carrega no peito. 
Esse foi um livro que escolhi pelo renome que possui como um dos clássicos americanos, mas na verdade eu não conhecia nada sobre seu enredo. Como uma narrativa de 1850 o autor irá trazer o retrato da sociedade puritana daquela época. 
A narrativa de Nathaniel Hawthorne foi uma das dificuldades que tive em relação à leitura, muitas vezes me sentia perdida, ou desviada do foco principal, a narrativa possui vários momentos descritivos e linhas de fluxo de pensamentos tanto dos personagens como do narrador. 
Gostei das caracterizações e o modo com que o autor conseguiu descrever a sociedade e como um crime e uma punição, que pode parecer simples, porém cheia de simbolismo, afinal Hester não carregava apenas a letra, mas com ela o peso do seu erro todos os dias e isso era refletido no comportamento dos que a cercavam. 
Agora, sei que o tema do desafio era sobre vingança e que até o momento nem citei onde ela se encaixa na história, bom acho que se eu falar muito acabará sendo um spoiler considerando que ela só é realmente revelada após a metade do livro mas possui uma relação com o marido desaparecido de Hester e o nome que ela insiste tanto em ocultar. 
Um comentário a mais sobre a obra que queria fazer é sobre os dois prefácios que acompanham a narrativa, pois gostei muito do modo como desde o início o autor dá o tom de suas criticas sociais de uma maneira incisiva, regada de ironia e humor. O prefácio da primeira edição vai contar como era a vida do autor quando trabalhava em uma alfândega (lugar com a qual se deparou com indícios que o fizeram criar a história de A Letra Escarlate) e toda crítica à burocracia e às pessoas que viviam nesse ambiente e o segundo prefácio é uma defesa do autor ao anterior. 


23 de julho de 2013

[Livro] Branca como Leite, Vermelha como Sangue – Alessandro D’Avenia


Livro: Branca como Leite, Vermelha como Sangue
Titulo Original: Bianca come Il latte, rossa come Il sangue
Autor: Alessandro D’Avenia
Editora: Bertrand
Ano: 2011
Avaliação: 5/5
Sinopse:Branca como o leite, vermelha como o sangue apresenta o monólogo de Leo e conta o que acontece no momento em que, na vida de um adolescente, irrompem o sofrimento e o pesar, e o mundo dos adultos parece não ter nada a dizer. (Fonte: Livraria Cultura) 







Comentários:
Um livro doce, poético e sensível. Uma narrativa que toma, embala e encanta. 
Para o tema do Desafio Literário desse mês (cores no titulo) decidi ler um livro que estava parado na minha estante, Branca como Leite, Vermelha como Sangue, de Alessandro D’Avenia. 
Quando escolhi esse livro não sabia nada sobre a história, tinha apenas o conhecimento de que seria um romance e ao ler a sinopse vi que seria uma trama adolescente, o que me deixou receosa, pois muitos livros com narradores dessa idade não me agradam muito, mas fui totalmente surpreendida com a história de D’Avenia, por sua simples sensibilidade, que costuma ser aquela que mais toca. 
O livro irá contar um ano letivo na vida de Leo, adolescente bem comum que como característico dessa idade vive bem intensamente, e ama intensamente, sem motivo, sem lógica, e com isso Leo ama Beatriz, a menina de cabelos vermelhos e pele branca que estuda em sua escola. Mas também temos a visão de sua vida como um todo, a relação com a escola, com seus amigos e com si mesmo nesta fase de descobertas. 
E em boa parte é disso que este livro irá falar, descobertas, Leo está descobrindo seus sentimentos, está descobrindo a vida e quem ele é nesse mundo de cores e sensações tão amplos quando boa parte da inocência ainda existe. 
A história me ganhou, mas ela já foi contada antes, o diferencial mesmo foi a narrativa de D’Avenia que explora o lado sentimental de tudo, é possível se sentir adolescente ao ler o livro, suas confusões e revoltas, mas nem por isso na narrativa é imatura, muito pelo contrário, é dotada de profundidade e possui frases e linhas de raciocínio tão bem desenvolvidos que chega quase a ser poético. Um dos exemplos que mais me cativou foi o uso de cores como analogia para sentimentos e sensações, um recurso simples mas que gera pensamentos e momentos de reflexão. 
Gostei muito e agora quero ler mais livros de Alessandro D’Avenia para poder ter mais experiências com seu estilo narrativo. 

“O silêncio é branco. Na verdade, o branco é uma cor que não suporto: não tem limites...Ou melhor, o branco não é sequer uma cor. Não é nada, é como o silêncio. Um nada sem palavras e sem música. Em silêncio: em branco.” p. 10

“Decididamente, os adultos estão no mundo para nos lembrar dos medos que nós não temos. São eles que têm medo.”  p. 70

“A ignorância é a coisa mais confortável que eu conheço, depois do sofá da minha casa.” p. 93

“ – Engana-se Leo. A maturidade não se revela em querer morrer por uma causa nobre, mas em querer viver humildemente por ela.” p. 220


23 de maio de 2013

[Livro] Orgulho e Preconceito – Jane Austen



Livro: Orgulho e Preconceito
Titulo Original: Pride and Prejudice
Autor: Jane Austen
Editora:  Nova Fronteira (Saraiva de bolso)
Ano: 2011 (ano da edição)
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.


Comentários:
Quando vi que o tema deste mês do desafio literário era de livros citados em filme e que uma das opções era “Orgulho e Preconceito” (que foi citado no filme Mensagem para Você) decide matar duas vontades ao mesmo tempo, cumprir o desafio do mês e ler algum livro de Jane Austen, autora que sempre tive curiosidade em conhecer sua obra.
Assumo que por mais um mês tive uma feliz surpresa com a escolha do livro, imaginei que seria um romance meio monótono, e que por ter sido um livro que mesmo sem ter lido anteriormente já havia estudado e sabia a história achei que nada poderia me surpreender e me enganei totalmente. 
A história é sobre a relação entre as pessoas e como uma boa parte delas é movida a pré-julgamentos, e como diz no próprio título: orgulho e preconceito. Tudo começa quando um rapaz rico e bem apessoado chega ao local onde mora a família Bennet: Mr. Bennet, sua esposa e cinco filhas. Como um costume importante na época era ter um bom casamento, com alguém de posses, a família Bennet se aproxima de Mr. Bingley e consequentemente de suas irmãs e de seu amigo Mr. Darcy. Como a diferença de classe entre eles é grande, muitas intrigas irão se desenvolver no romance, e todas baseadas nos sentimentos já mencionados anteriormente. 
Percebi depois desta leitura que uma coisa é estudar o estilo de escrita de um autor outra coisa é poder ler sua obra como um todo e perceber todas as características estudas e ainda mais,chegando  as percepções pessoais que acontecem em cada leitura e com isso o que mais me surpreendeu neste livro foi a narrativa de Jane Austen que possui uma cadencia em sua história que não se quebra durante o desenvolvimento, os fatos acontecem de forma linear e é possível ver que a autora está te encaminhando para conclusões maiores durante as cenas. 
Um dos pontos que mais me chamaram a atenção foi a suavidade com que Austen rege os romances na trama, na atualidade em que romances eróticos e o sexo permeia boa parte dos livros de romance em Orgulho e Preconceito são os detalhes, os diálogos e os sentimentos que permeiam toda a história e talvez  por isso, a sensação de intimidade é maior entre os personagens. 
E por falar em personagens não tem como deixar de reparar na construção e no trabalho empregado para desenvolvê-los, Mrs Bennet apesar de vários defeitos mostra a linha de pensamento da época, suas duas filhas mais novas  representam a futilidade e frivolidade das mulheres que buscam apenas um bom partido sem se importar com sentimentos ou moral. Jane, a irmã mais velha, é a representação da candura e daqueles que sempre querem acreditar no melhor das pessoas (o que pode irritar em algumas partes do livro) Elizabeth é o ceticismo, contrastando com Jane. Os homens são a outra parte da história Mr Bennet é um contraponto a sua mulher (e tenho que dizer que possui uma grande parte dos diálogos mais engraçados do livro) Mr. Bingley é o típico mocinho encantador e galanteador e Mr Darcy é um personagem complexo que apesar da arrogância ainda mostra lados sensíveis. 
Gostei muito desta leitura e já estou me programando para ler outros livros de Jane Austen. 

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.
Por pouco que os sentimentos ou as opiniões de tal homem sejam conhecidos, ao se fixar numa nova localidade, essa verdade se encontra de tal modo impressa nos espíritos das famílias vizinhas, que o rapaz é desde logo considerado a propriedade legítima de uma de suas filhas.” P. 9 

“...Não podemos exigir que um rapaz despreocupado seja sempre prudente e circunspecto. Muitas vezes é apenas a nossa vaidade que nos engana. As mulheres sobre-estimam facilmente a admiração dos homens.” P. 137