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16 de junho de 2015

[Livro] Mar da tranquilidade – Katja Millay


Sinopse:Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele.A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida.À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer.Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo School Library Journal, Mar da Tranquilidade é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Cheguei a esse livro através de uma indicação, uma amiga tinha comentado que foi um dos melhores romances que leu e, contrariando tudo o que costumo fazer, com quase nenhuma informação além dessa, pedi esse livro de parceria da Editora Arqueiro e não me arrependi, não foi o melhor romance da minha vida, mas com certeza foi uma leitura prazerosa e uma história que vale a pena ser conhecida.

14 de setembro de 2014

Desafio Bravo 100 Livros da Literatura Nacional


Adoro desafios, e listas e livros para ler, então quando vi esse desafio no vlog da Tatiana Feltrin logo me empolguei pra fazer, convoquei a Jéssica (parceira dessas loucuras literárias) e decidimos ler a lista da revista Bravo que indica 100 livros da Literatura Nacional, porém como sou uma pessoa empolgada e com um nível de sanidade contestável decidi aumentar esse desafio em duas partes, a primeira que mostro nesse post é a de livros nacionais, a segunda vou mostrar no post seguinte. Vamos à lista (por ordem de autor): 


  1. Adélia Prado: Bagagem 
  2. Aluísio Azevedo: O Cortiço 
  3. Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos 
  4. Álvares de Azevedo: Noite na Taverna 
  5. Antonio Callado: Quarup 
  6. Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda 
  7. Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino 
  8. Augusto de Campos: Viva Vaia 
  9. Augusto dos Anjos: Eu 
  10. Autran Dourado: Ópera dos Mortos 
  11. Basílio da Gama: O Uraguai 
  12. Bernando Élis: O Tronco 
  13. Bernando Guimarães: A Escrava Isaura 
  14. Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados 
  15. Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
  16. Carlos Drummond de Andrade: Claro Enigma 
  17. Castro Alves: Os Escravos
  18. Castro Alves: Espumas Flutuantes 
  19. Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
  20. Cecília Meireles: Mar Absoluto 
  21. Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
  22. Clarice Lispector: Laços de Família 
  23. Cruz e Souza: Broquéis 
  24. Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba 
  25. Dias Gomes: O Pagador de Promessas 
  26. Dyonélio Machado: Os Ratos 
  27. Erico Verissimo: O Tempo e o Vento 
  28. Euclides da Cunha: Os Sertões 
  29. Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro? 
  30. Fernando Sabino: O Encontro Marcado 
  31. Ferreira Gullar: Poema Sujo 
  32. Gonçalves Dias: I-Juca Pirama 
  33. Graça Aranha: Canaã 
  34. Graciliano Ramos: Vidas Secas
  35. Graciliano Ramos: São Bernardo 
  36. Gregório de Matos: Obra Poética
  37. Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
  38. Guimarães Rosa: Sagarana 
  39. Haroldo de Campos: Galáxias 
  40. Hilda Hilst: A Obscena Senhora D 
  41. Ignágio de Loyola Brandão: Zero 
  42. João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço 
  43. João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina 
  44. João do Rio: A Alma Encantadora das Ruas 
  45. João Gilberto Noll: Harmada 
  46. João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos 
  47. João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro 
  48. Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha 
  49. Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
  50. Jorge Amado: Terras do Sem Fim 
  51. Jorge de Lima: Invenção de Orfeu 
  52. José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen 
  53. José de Alencar: O Guarani
  54. José de Alencar: Lucíola 
  55. José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto 
  56. José Lins do Rego: Fogo Morto 
  57. Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma 
  58. Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada 
  59. Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé 
  60. Luiz Vilela: Tremor de Terra 
  61. Lygia Fagundes Telles: As Meninas
  62. Lygia Fagundes Telles: Seminário dos Ratos 
  63. Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
  64. Machado de Assis: Dom Casmurro 
  65. Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias 
  66. Manuel Bandeira: Libertinagem 
  67. Manuel Bandeira: Estrela da Manhã 
  68. Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre 
  69. Mário de Andrade: Macunaíma; 
  70. Mário de Andrade: Pauliceia Desvairada 
  71. Mário Faustino: o Homem e Sua Hora 
  72. Mário Quintana: Nova Antologia Poética 
  73. Marques Rebelo: A Estrela Sobe 
  74. Menotti Del Picchia: Juca Mulato 
  75. Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo 
  76. Murilo Mendes: As Metamorfoses 
  77. Murilo Rubião: O Ex-Mágico 
  78. Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
  79. Nelson Rodrigues: A Vida Como Ela É 
  80. Olavo Bilac: Poesias 
  81. Osman Lins: Avalovara 
  82. Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
  83. Oswald de Andrade: Memórias Sentimentais de João Miramar 
  84. Otto Lara Resende: O Braço Direito 
  85. Padre Antônio Vieira: Sermões 
  86. Paulo Leminski: Catatau 
  87. Pedro Nava: Baú de Ossos 
  88. Plínio Marcos: Navalha de Carne 
  89. Rachel de Queiroz: O Quinze 
  90. Raduan Nassar: Lavoura Arcaica 
  91. Raduan Nassar: Um Copo de Cólera
  92. Raul Pompéia: O Ateneu 
  93. Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas 
  94. Rubem Fonseca: A Coleira do Cão 
  95. Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson 
  96. Stanislaw Ponte Preta: Febeapá 
  97. Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
  98. Tomás Antônio Gonzaga: Cartas Chilenas 
  99. Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética 
  100. Visconde de Taunay: Inocência


Ps: Veja o vídeo da Tatiana Feltrin aqui
     Veja mais sobre essa lista aqui

15 de maio de 2014

[Livro] Norwegian Wood - Haruki Murakami



Livro: Norwegian Wood

Título Original: Norwegian Wood 
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Ano: 2008
Avaliação: 5/5
Sinopse: Em 1968, Toru Watanabe acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade, e mora em um alojamento estudantil só para homens. Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, Toru reencontra um rosto de seu passado: Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki antes deste cometer suicídio. Marcados por essa tragédia em comum, os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível até culminar com sua internação em um sanatório. 
Tem início então um período de grande dilema para o jovem Toru: uma encruzilhada entre o compasso de espera pela recuperação de Naoko e os encantos de uma outra vida, mais vibrante, personificada pela exuberante e liberada Midori mas também por sua relação com uma mulher mais velha, Reiko.
Ambientado em meio à turbulência política da virada dos anos 1960 para os anos 1970, Norwegian Wood, como a canção dos Beatles que lhe empresta o título, é uma balada de amor e nostalgia cuja rara beleza confirma Murakami como uma das vozes mais talentosas da ficção contemporânea. (Fonte: Objetiva)


Comentários:


Norwegian Wood é, simplesmente, um dos livros mais lindos e melancólicos que li nos últimos tempos. Estava ansiando uma leitura mais densa, que me causasse um envolvimento emocional mais profundo, e encontrei nele tudo aquilo que todos dizem sentir com a leitura de O Apanhador no Campo de Centeio e que, honestamente, não consegui achar por pura falta de sintonia com o seu protagonista.

O que me encantou no livro, antes de tudo, foi a referência óbvia aos Beatles. A canção Norwegian Wood (do álbum Rubber Soul) em si já traz uma certa carga de melancolia, um sentimento de solidão e isolamento que reverbera no texto de Murakami a todo momento. A descrição dos lugares e dos sentimentos vivenciados por seus personagens tem um quê de pungência silenciosa, quase como uma pintura, com dois temas principais que permeiam toda a sua narrativa: morte e amadurecimento, que são complementares em todas as suas nuances, de uma vivência dolorosamente intensa.

Logo no início do livro, em uma passagem que fala de um poço escondido em uma campina, Murakami já dá o tom da sua narrativa: o frágil equilíbrio entre vida e morte, alegria e depressão, constantemente presentes nas relações entre Toru e os demais personagens, em que se ter a companhia do outro pode ajudar a não se perder, não se deixar cair em um abismo profundo e sem salvação. O contraste estabelecido não é para mostrar as diferenças entre um e outro, mas sim para que se perceba que um faz parte do outro, e não uma consequência ou resultado, como dito pelo próprio protagonista: "A morte existe, não como o oposto da vida mas como parte dela."


Ao falar do amadurecimento de Toru após a morte de Kizuki, que acabou aproximando-o de Naoko, a sensação que tive a todo momento é que todas as certezas que achamos encontrar na vida adulta não existem, que continuamos tão perdidos quanto na adolescência. Toru me transmitiu essa sensação através da sua aparente indiferença, quando continua vivendo e naquela mesma rotina (mesmo sem encontrar um motivo para tal) apenas por ser o que lhe restou. Isso me causou uma impressão muito forte, porque prosseguimos seguindo um roteiro pré-estabelecido sem sabermos realmente o motivo, sendo que a única certeza de tudo é a morte. As constantes cenas de sexo no livro são um modo de estabelecer uma comunhão com os que já se foram ou para preencher o vazio que as pessoas que se foram deixaram para trás. É tudo muito intenso, muito instável, de pessoas buscando conforto para a vida, sobrevivendo a traumas tão profundos, tentando lidar com a repressão de sentimentos em um período histórico de mudanças tão significativas.


Mas Toru acaba encontrando em Midori um contraponto muito interessante. Ela é exatamente tudo o que há de mais diferente em comparação a qualquer personagem do livro. Seja pelo senso de humor, pelo comportamento ou pela filosofia de vida. Midori é uma personagem que esbanja vida, que tem lidado com uma série de problemas familiares que não a enfraqueceram, mas acrescentaram algo a ela, e que de longe é a minha personagem favorita.

A resenha toda está um pouco vaga porque é difícil falar de um livro assim sem entregar spoilers. Norwegian Wood é o típico livro em que a história em si não importa, não tendo tantas reviravoltas ou um clímax que já não se esperasse desde o seu começo. O que importa é o modo como vivenciamos a experiência de lê-lo, de nos deixarmos envolver pelos dramas e traumas de todos os seus personagens, todos tão ricos, tão profundos e tão peculiares entre si. E bateu uma depressão danada encerrar essa leitura, de tanto que acabei de apegando.



"Ninguém gosta tanto assim de solidão. Eu só não me esforço para fazer amizades. Isso só serviria para me decepcionar".


20 de fevereiro de 2013

Um estudo em vermelho – Sir Arthur Conan Doyle


Livro: Um estudo em vermelho
Titulo Original: A study in scarlet
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Editora: FTD
Ano: 1991 (ano da edição)
Avaliação: 4/5
Sinopse:O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.



Comentários:  
Após ver diversas adaptações de um personagem que eu supunha conhecer, decidi ir direto à fonte e saber quem realmente era Sherlock Holmes. 
Personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle, em 1887, e suas aventuras se iniciam no livro “Um estudo em vermelho”. 
O livro não vai falar muito sobre a vida de Sherlock, sua história, justamente por ser narrado por Watson (e por esse motivo a vida de Watson “pré-Sherlock” é melhor abordada) a história começa a partir do momento em que eles se conhecem. Watson, um ex-médico do exército, que após ser ferido na guerra é dispensado acaba encontrando Holmes, um ser misterioso que apesar de não se conhecer nada sobre ele parece saber tudo sobre os outros. Holmes está procurando alguém com quem dividir um apartamento (e é ai que surge o famoso endereço na 221B da Baker Street) e com isso a vida deles se liga. 
Conforme a narrativa segue descobre-se que Sherlock é um “detetive-consultor” (como ele próprio se nomeia) que usando de sua incrível habilidade de dedução e raciocínio analítico, ajuda àqueles que não conseguem desvendar algum mistério. E é justamente sobre um crime que aparenta ser sem solução que se baseia a história. 
Não vou comentar muito sobre o crime, pois um dos elementos da narrativa é ir juntando todas as informações que forem surgindo. 
O livro é dividido em duas partes: a primeira é narrada por Watson e possui uma cadência leve e rápida. Não possui as extensas linhas de raciocínio características da narrativa em primeira pessoa, os diálogos são parte integrantes do texto e é dessa forma que pode-se conhecer os pontos de vista dos outros personagens. Já na segunda parte há uma mudança de narrador e aqui senti uma quebra de fluxo, há mais linhas de raciocínio e o ritmo é mais lento. Porém as partes do livro se completam dando sentido a história. 
Após a leitura minha concepção sobre Sherlock Holmes mudou um pouco, esperava mais cenas de ação (como vi em alguns filmes), mas a agilidade do texto se dá toda pela linha do raciocínio e não por cenas de luta, porém como este livro ainda é o primeiro da série que irá contar a história desse personagem vou esperar pelos próximos livros que tratam do famoso detetive. 

“...Eu não teria vindo se não fosse por você. E teria perdido o mais interessante estudo com que já me deparei: um ‘Estudo em vermelho’, hein? Por que não usarmos um pouco a linguagem artística? O fio vermelho do crime entremeia-se à meada descolorida da vida. Nossa missão é desenrolá-lo, isolá-lo, expondo-o em toda sua extensão.” p. 55