30 de junho de 2012

A mulher do viajante no tempo – Audrey Niffenegger



Livro: A mulher do viajante no tempo
Autor: Audrey Niffenegger
Editora: Suma de Letras
Ano: 2009

Sinopse: 
Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Comentários: 
A mulher do viajante no tempo foi um livro que me emocionou. 
Confesso que romance não é um dos meus estilos literários favoritos, porém quando vi que o título “A mulher do viajante do tempo” estava como sugestão para o mês de junho do desafio literário (viagem no tempo) lembrei de várias resenhas com comentários positivos que já tinha visto anteriormente e fiquei empolgada e com muita expectativa nessa leitura. Posso afirmar que não me decepcionei em nenhum momento. 
O livro vai contar a história do relacionamento de Clare e Henry, mostrando que o amor ultrapassa as barreiras de tempo e espaço. Henry possui um distúrbio que o faz viajar no tempo, ele pode estar fazendo qualquer coisa e de repente sumir e aparecer em outro local e outro momento, ele não possui nenhum tipo de controle sobre essa habilidade o que torna sua vida confusa e incerta mas mesmo assim ele tenta levar uma rotina normal saindo e trabalhando como bibliotecário. Clare é uma artista que desde que era pequena recebe as visitas de um homem de outro tempo e lugar e conforme vai envelhecendo começa a se envolver com Henry porém não podem ficar juntos já que ele é de outra época e apenas resta a Clare  esperar por encontrar Henry no presente. O relacionamento dos dois se desenvolve durante a história e eles terão que enfrentar vários obstáculos (além daqueles que os casais normalmente já passam) para ficaram juntos. 
Além de um dos personagens principais possuir seu elemento diferencial (a habilidade de viajar no tempo) a narrativa também carrega sua personalidade, o livro é narrado tanto por Clare quando por Henry, que dividem suas visões dos fatos. A linha temporal da história é sempre bem demarcada (já que Henry viaja no tempo tornando a narrativa não linear). O livro é emocionante, o relacionamento dos personagens e o amor entre eles é construído aos poucos em tempos e lugares diferentes, mas sempre bem demonstrado pela autora com sutileza e cheio de sentimentos. Acompanhamos o amor inegável de Henry por Clare (que é demonstrado em várias etapas diferentes da vida dela), suas incertezas e seus medos, assim como a espera de Clare por Henry, sua paciência, seu carinho, suas certezas. A história é linda e bem construída, os personagens são tão completos com suas qualidades, defeitos, medos, amores e inseguranças que poderiam ser reais. Realmente recomendo esse romance. 

“Clare: é difícil ficar para trás. Espero Henry, sem saber dele, me perguntando se está bem. É difícil ser quem fica” pg. 9 

“Henry:...Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás”  Pg. 11

“- Oi – digo. 
- Você sente falta dele alguma vez ? – ela me pergunta.
- Todos os dias. A cada minuto. 
- A cada minuto – ela diz. – Sim. O amor é assim, não é? – Ela vira de lado e afunda no travesseiro. 
- Boa noite – digo, apagando a luz.” Pg. 113 



25 de junho de 2012

Cidade das Cinzas - Cassandra Clare


Livro: Cidade das Cinzas
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Ano: 2011


Sinopse:
Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.

Cometários:
Cuidado, esta resenha contém spoilers do primeiro livro, Cidade dos Ossos.
Posso dizer que gostei de Cidade das Cinzas porém senti que ele sofreu a “síndrome do segundo livro” não acompanhando a expectativa e o ritmo do primeiro livro. 
Em Cidade das Cinzas temos ainda os mesmos personagens apresentados no primeiro livro e a continuação da trama com Valentim e seus planos. A mãe de Claire ainda esta desacordada no hospital após o sequestro e Luke fica a maior parte do seu tempo velando-a. Claire tem que lidar com o fato de Jace ser seu irmão e como controlar o que sente por ele e ainda saber como conviver como os sentimentos que Simon nutre por ela. Mas esses não são todos os seus dramas pois Valentim esta armando outro plano para chegar ao seu objetivo de eliminar os seres do submundo. 
Disse antes que o livro não correspondeu as expectativas do primeiro por um único motivo, achei que a história ficou bem mais voltada para o triângulo amoroso (sim podem me chamar de chata, mas não me empolgo mais tanto com esse tipo de romance, gosto quando as coisas surgem naturalmente e são apenas complementos da história e não o elemento principal, e nesse livro o romance ganhou um espaço enorme e acabei me desgastando na leitura), e não gostei também das atitudes de Claire, Simon e Jace que anteriormente mostravam-se ser um pouco mais adultos nesse livro acabaram tendo atitudes imaturas como adolescentes criando atritos que me deixavam desgastada em alguns momentos. Sem contar as razões que mencionei, que são superadas no final do livro,  eu gostei da história em si, os personagens foram mais aprofundados, novos personagens foram apresentados e a complexidade da história foi mais explorada mostrando mais características desse mundo criado por Cassandra, apesar de o segundo livro não ter sido tão bom tenho expectativas em relação ao terceiro que a história tome um outro rumo e volte para as bases do primeiro livro em que a trama era o essencial e o romance apenas um detalhe que torna a história mais emocionante. 

1. Cidade dos Ossos (resenha)
2. Cidade das Cinzas
3. Cidade de Vidro
4. City of Fallen Angels
5. City of Lost Souls
6. City of Heavenly Fire







15 de junho de 2012

[Filme] O corvo


Título original: The Raven
Duração: 111 min
Direção: James McTeigue
Roteiro: Ben Livingston e Hannah Shakespeare
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2012


Comentários:
Esse filme me deixou por alguns momentos sem palavras, e não por um bom motivo. Assim que comecei a ver os anúncios e trailers de O Corvo fiquei muito ansiosa e criei uma grande expectativa, afinal juntava um dos escritores que adoro, Edgar Allan Poe, e um estilo de filme que também me atrai, o suspense policial, o enredo também parecia ser bem atrativo e possuía tudo para compor um bom filme, porém acabei saindo muito decepcionada e irritada do cinema.

A história contava que em 1849 quando Poe (John Cusack) esta de volta a Baltimore, em uma crise literária e em um relacionamento com Emily (Alice Eve) cujo pai o odeia. Além disso, uma série de assassinatos macabros começa a acontecer e eles são inspirados nas histórias de Poe que é chamado pelo inspetor Emmett Fields (Luke Evans) para poder ajudar nas investigações.


 Vários elementos me decepcionaram em relação ao filme, o primeiro é que os personagens não foram bem aproveitados, principalmente ao trabalhar com um personagem como Poe pode-se chegar a uma profundidade e complexidade de personalidades porém tudo ficou um pouco brando, um pouco raso. Mal se sabe no filme, caso não conheça o escritor previamente, quem era Poe poucos aspectos de sua vida foram abordados (alguns como seu problema com a bebida e a depressão foram citados, porém nada muito extensivamente). O filme é focado quase que inteiramente nas mortes, nem na investigação como um todo, mas nas mortes em si (com efeitos e realismo, que senti que foram usados para suprir os buracos da história). Achei um filme vazio e sem história, simplesmente não gostei.