22 de julho de 2014

[Livro] Renato Russo: O Filho da Revolução - Carlos Marcelo




Livro: Renato Russo: O Filho da Revolução
Autor: Carlos Marcelo
Editora: Agir
Ano: 2012
Avaliação: 4,5/5
Sinopse: O livro, que teve apuração acuradíssima, traz muitas informações inéditas e interessantes sobre Renato Russo, líder da Legião Urbana e maior ídolo do rock brasileiro. A vivência do músico na capital controlada pelos militares é pela primeira vez reconstituída em detalhes. Letras inéditas e documentos descobertos pelo autor revelam aspectos pouco conhecidos da trajetória do artista: paixões, angústias, sonhos e confissões. A obra conta com mais de cem entrevistas, incluindo depoimentos de Dado Villa-Lobos, Dinho Ouro-Preto, Herbert Vianna, Millôr Fernandes, Ney Matogrosso, Tony Bellotto e vários amigos anônimos. Um retrato do artista multifacetado que foi Renato Russo. (Fonte: Skoob)



Comentários:

Renato Russo e Legião Urbana foram marcantes na minha adolescência - assim como para muitas pessoas da minha geração. Eu me via nas letras escritas pela Renato, sempre achei que elas representavam uma parte minha que nunca soube retratar. E como a típica adolescente dramática, nunca achei que encontraria alguém que me entendesse tão bem.

Namorei esse livro na loja durante meses, mas nunca tive a coragem de comprar (por causa do preço). Li trechos em visitas esporádicas a livrarias e me apaixonei de cara pelo modo como foi construído. Era o livro que precisava ler naquele momento, escrito de um jeito que me encantou logo nas primeiras páginas. E que pude ler depois de pegar emprestado com a Dani.

O que me chamou a atenção foi o autor ter feito toda uma ambientação do que era a Brasília da década de 70, recriando o contexto histórico de um país sob a ditadura militar e os primeiros anos de uma Brasília em busca da sua identidade.

É neste ambiente que Renato Manfredini Junior cresce, encontrando na arte o modo de expressar a angústia da sua geração. Intercalando com trechos da vida de Renato, o autor vai apresentando o contexto da época, falando também de outros artistas que foram importantes para a cena musical do momento - de Ney Matogrosso às primeiras bandas de punk em Brasília. E é uma delícia acompanhar a criação do Aborto Elétrico e a mistureba de bandas e formações que surgiram e terminaram com uma rapidez assustadora.

Já conhecia alguns fatos mostrados no livro, principalmente depois de ter assistido o filme "Somos tão Jovens", mas o livro é infinitamente mais detalhista, mostrando composições não tão conhecidas de Renato Russo, bem como mais coisas sobre a época do Legião Urbana. Carlos Marcelo nos apresenta um Renato angustiado, tentando buscar um sentido nas coisas, entender como o país chegou em tal ponto e que ninguém parece ver ou mudar. E em nenhum momento sendo extremamente idealizado - Renato Russo era problemático, com tendências depressivas e problemas sérios envolvendo álcool e drogas.

Como fã da banda foi uma experiência empolgante ler este livro. E se não ganhou nota máxima, foi por eu sentir falta de mais coisas sobre os últimos anos do Renato na Legião Urbana e o período que antecedeu a sua morte. Entendo que a proposta era mostrar os anos iniciais na sua carreira musical - mas fã que sou sempre vou querer mais.

Mas o livro é muito, muito bom. Mesmo para quem não gosta da banda, vale a pena a leitura só pela contextualização da época e representação de toda uma geração.





20 de julho de 2014

[Filme] Psicose



Título original: Psycho.
Duração: 109 min.
Direção: Alfred Hitchcock.
Roteiro: Joseph Stefano.
Ano: 1960.
Avaliação: 5/5
Sinopse: Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca. (Fonte: Adoro Cinema)


Estava com Psicose aqui há muito muito tempo e só hoje resolvi assistir - sempre tive a certeza que iria gostar. E não me enganei. Clássicos são clássicos por um motivo. Já sabia em essência todo o enredo do filme, até mesmo a grande revelação no seu clímax, mas ainda assim a construção toda do suspense é o que torna o filme um clássico.

Desde o começo dá para notar que há algo de estranho e perturbador em Norman Bates e no seu relacionamento com a mãe; todavia, é a condução da narrativa o que há de interessante no filme, além da tensão criada pela trilha sonora.

O filme é inspirado no romance homônimo de Robert Bloch, que por sua vez se inspirou nos crimes de Ed Gein. Ou seja, saber que talvez tudo tenha um fundo de verdade torna a história toda ainda mais fascinante. E de causar arrepios. A famosa cena no chuveiro é icônica e com toda a razão, dá uma agonia absurda assistir a tal cena.

O que achei fantástico no filme foi que ele te leva a acreditar em uma coisa, mas que acaba se provando completamente outra. E isso é legal mesmo que eu já conhecesse a história. Gosto muito desse tipo de coisa, em que a história em si acaba sendo o de menos, importando mesmo é como tudo é mostrado ao expectador. E convenhamos, a cena final, aquele último monólogo, é marcante e desconcertante ao extremo.

Agora vou ali, continuar vendo a série Bates Motel - porque não tive o suficiente dessa família problemática hoje.

16 de julho de 2014

[Livro] Caçadores de Tesouros – James Patterson e Chris Grabenstein


Livro: Caçadores de Tesouros – livro 1
Titulo Original: Treasure Hunters
Autor: James Patterson e Chris Grabenstein
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Avaliação: 3/5
Sinopse:CAÇAR TESOUROS? ENFRENTAR PIRATAS? MOLEZA! ESSA TURMA É RADICAL! Os pais de Bick Kidd são caçadores de tesouros mundialmente famosos, que desapareceram misteriosamente. Agora, Bick e os seus irmãos Beck,Tommy e Tempestade precisam cumprir a última grande missão de seu pai e sua mãe. Mas a vida dos garotos corre perigo agora que eles estão sozinhos no meio do oceano. Junte-se a esta aventura, na mais perigosa e divertida caçada da sua vida! (Fonte: Skoob)

Comentários: 
Fazia muito tempo, mas muito tempo mesmo, que eu não lia um livro infantil, talvez por isso demorei um pouco para conseguir me envolver na história dos irmãos Kidd. 
Neste livro James Patterson e Chris Grabenstein trazem a história de quatro jovens irmãos Bick e Beck (os mais novos e gêmeos), Tempestade (a irmã com super QI) e Tommy (o irmão mais velho mas não necessariamente o mais esperto). Eles são filhos de navegadores e caçadores de tesouros, passaram suas vidas inteiras no barco da família, o Perdido, foram educados pelos pais e conhecem muito sobre artes, antiguidades, moedas e tesouros perdidos.
Porém em um evento misterioso em Chipre antes do início da narrativa eles perderam a mãe, e um tempo depois, em uma grande tempestade, o pai some e os jovens devem decidir o que fazer desse ponto em diante, continuar com os negócios da família, de algum modo tentar procurar os pais perdidos ou tentarem ser crianças normais. 
Tenho que dizer antes de tudo que, até agora, enquanto escrevo essa resenha, acho que o problema entre esse livro e eu foi a parte leitora dessa equação; sim, acho que na verdade o livro é bom, cumpre o propósito a que se destina mas eu não estava no clima ou em sintonia com o estilo.
A narrativa é bem fluída e rápida, a história é narrada por Bick e ilustrada por Beck, mas eles englobam toda a família. As ilustrações são bem feitas e divertidas, cheias de comentários da personagem. Os diálogos são fluídos e mesmo tendo vários termos náuticos não é difícil se envolver e entender o que está sendo dito. 
Os personagens são bem trabalhados e cada um possui uma característica marcante. Bick e Beck são gêmeos e, acima disso, apesar de terem personalidades diferentes, eles formam uma unidade na história, sendo a parte impulsiva e corajosa. Tempestade é a superinteligente, com memória fotográfica e a parte racional. Tommy é o irmão mais velho que é muito carinhoso e prático. 
O que não consegui me adaptar foi com o estilo dele, fiquei muito tempo procurando uma verossimilhança na história quando na verdade deveria ter me entregue na fantasia, como em um desenho infantil mesmo, em que tudo é possível. 

14 de julho de 2014

[Music Monday] Lithium

Ontem foi o dia do rock, e pensei que para este Music Monday poderia trazer uma das bandas que me iniciou nesse mundo de rifs de guitarra e solos de bateria e baixo, nos cabeludos e nos clips com gelo seco e ventilador, na verdade essa banda não tem muito desse estilo, mas foi o início de tudo pra mim, e além disso, foi minha fixação da adolescência, hoje trago:


Lithium

I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly, but that's okay
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care, and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah, yeah

I'm so lonely, but that's ok
I shaved my head, and I'm not sad
And just maybe I'm to blame
For all I've heard, but I'm not sure
I'm so excited
I can't wait to meet you there, but I don't care
I'm so horny
But that's okay, my will is good
Yeah, yeah

I like iy (I'm not gonna crack)
I miss you (I'm not gonna crack)
I love you (I'm not gonna crack)
I killed you (I'm not gonna crack)

I like iy (I'm not gonna crack)
I miss you (I'm not gonna crack)
I love you (I'm not gonna crack)
I killed you (I'm not gonna crack)

I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly, but that's okay
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God
Yeah, yeah

I like it (I'm not gonna crack)
I miss you (I'm not gonna crack)
I love you (I'm not gonna crack)
I killed you (I'm not gonna crack)

I like iy (I'm not gonna crack)
I miss you (I'm not gonna crack)
I love you (I'm not gonna crack)
I killed you (I'm not gonna crack)





12 de julho de 2014

Listas Aleatórias: 10 Álbuns para Comemorar o Dia do Rock



"Vida longa ao rock'n'roll!", já bradava a banda Rainbow, na voz de Ronnie James Dio. E para comemorar a semana do rock, o Listas Aleatórias traz uma pequena seleção com 10 álbuns para se ouvir amanhã, 13 de julho, o Dia do Rock:

1- The White Album (The Beatles)


2- The dark side of the moon (Pink Floyd)


3- Que País é Este (Legião Urbana)


4- Paranoid (Black Sabbath)


5- Neon Ballroom (Silverchair)


6- Nevermind (Nirvana)


8- IV (Led Zeppelin)


9- Acústico (Titãs)



10- A Night at the Opera (Queen)



Ps: Não consegui colocar alguns álbuns completos, mas pelo menos tem uma música para representá-los. Vão ouvir, pois são todos ótimos!

8 de julho de 2014

[Filme] Confissões de Adolescente


Título original: Confissões de Adolescente (nacional)
Duração: 96 min.
Direção: Daniel Filho e Cris D'Amato
Roteiro: Matheus Souza
Distribuidora: Sony Pictures
Ano: 2014
Avaliação: 1,5/5
Sinopse:Paulo (Cássio Gabus Mendes) está passando por dificuldades financeiras para sustentar as quatro filhas, Tina (Sophia Abrahão), Bella Camero (Bianca), Malu Rodrigues (Alice) e Clara Tiezzi (Karina), depois que anunciaram um novo aumento no aluguel. Quando ele avisa que eles precisam se mudar do apartamento onde vivem, na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio), elas se comprometem em ajudar de alguma forma, começando a cortar despesas bobas e ajudando nas tarefas domésticas. Mas enquanto precisam lidar com essa novidade, o quarteto tem ainda outras experiências típicas, relacionadas a idade de cada um delas. Tina vem penando para conseguir um primeiro trabalho, ao mesmo tempo que vem se desentendendo com o namorado riquinho. Bianca, por outro lado, esconde uma relação misteriosa, diferente de sua irmã Alice,  ainda virgem, e as voltas com a famigerada primeira vez. Correndo por fora, Karina é a mais nerd da turma e anda atraindo as atenções de um dos colegas da escola, mas eles ainda não sabem bem ao certo como lidar com isso. Apesar dos conflitos, a união entre elas permanece e as experiências, tudo indica, irão contribuir ainda mais para manter a família unida. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários: 
Quando soube que fariam um filme de Confissões de Adolescente o primeiro sentimento que me atingiu foi o de nostalgia, Confissões fez parte da minha adolescência, acho assisti aos 13 ou algo assim, eu realmente gostava da série e ela me mostrou vários pontos sobre o crescimento. O segundo sentimento que me atingiu foi o medo, pensava: “o que será que fizeram com a série que gostava tanto”, e por fim o meu medo foi totalmente justificado. 

A dinâmica do filme é bem parecida com a série em sua formação, um pai sozinho cria quatro filhas adolescentes com uma pequena diferença de idade entre elas, de resto a história do filme segue por caminhos diferentes dos da série, o que é um pouco estranho já que Daniel Filho estava na produção de 1994. 
Os atores são ok, sem grandes destaques de atuação, em muitos momentos me lembrou de Malhação. Senti uma grande falta do entrosamento entre as irmãs e entre elas e o pai, na verdade a vida familiar é pouco tratada. 

O drama inicial é que com a especulação imobiliária o pai avisa as filhas que eles terão que se mudar e elas entram em desespero porque não querem isso, o pai propõe que elas terão que economizar para poderem ficar. A mais velha mora fora de casa, mas terá que aprender a ser mais independente e não contar tanto com a ajuda do pai. As demais moram com o pai e terão que economizar. Os outros dramas delas são bem pessoais e foi ai que o filme não me agradou. 

O longa teria um grande potencial para tratar de assuntos bons, polêmicos ou de conscientização (como qualquer coisa que trate seriamente sobre a adolescência), e por um momento eu achei que essas discussões ocorreriam, grandes temas foram trazidos a tona, a indecisão com o futuro, a recente independência, a homossexualidade, o preconceito, a gravidez, porém tudo foi tratado de um jeito tão raso e tão superficial que seria melhor nem ter sido mostrado. As grandes questões se tornam coadjuvantes em um cenário de quem vai ficar com quem e na verdade nenhuma delas tem uma resolução no fim. Enquanto a série trazia essas questões, mostrava como as adolescentes lidavam com isso e no fim ensinava que por pior que fosse tudo passa, o filme traz as questões, porém não as ambienta e muito menos as resolve. 

Fico pensando que meu estranhamento deve-se a vários fatores, não consegui me conectar com essa geração de adolescentes, nem olhando para o passado pude sentir uma conexão, achei muitas coisas bem superficiais e outras foram focadas de um ponto errado, mas chegando ao final penso que meu desagrado se deve ao foco que foi alterado, não é mais como quatro adolescentes lidam com suas vidas, mas sim como elas se relacionam com os garotos, e simplesmente acho que teria que ser bem mais que isso. 

6 de julho de 2014

[Série] Castle – Sexta Temporada


Título Original: Castle
Temporada: Sexta
Ano: 2013/2014
Criador: Andrew W. Marlowe
Emissora: ABC
Episódios: 23
Avaliação: 4,5/5

Comentários: 
Eu estava tão empolgada por essa temporada, mas com medo de como iria se desenvolver e no fim fiquei agradavelmente feliz com o que vi. 

A temporada começa com uma pequena mudança de cenários, Beckett está no novo emprego e ela e Castle estão adaptando seu relacionamento a essa nova realidade, esses primeiros episódios são bem legais, essa mudança fez um bem a série trazendo novos ares. 


Há uma reviravolta e o cenário volta ao normal, com isso a série segue seu padrão, com casos a serem resolvidos a cada episódio, usando de criatividade e surpresas para chegarem a uma solução, sem contar que há uma boa dose de casos envolvendo pessoalmente os personagens para dar profundidade a trama, o que funciona. 

Um ponto que gostei muito é que apesar da Kate e Castle estarem juntos, o casal não é explorado a exaustão, há momentos românticos e a evolução do relacionamento entre eles, mas nada que mude a essência da série, além de que os produtores decidiram aprofundar muito mais outros personagens e seus dramas, como Ryan e a gravidez de sua esposa, Alex e seu namorado e o confronto com Castle. Sem contar que a série não perdeu seu toque de humor e foi consistente durante todos os episódios. 

E não poderia deixar de comentar que os últimos episódios foram de prender o fôlego, simplesmente acabaram comigo, como sempre a série acaba a temporada em um grande evento que pode mudar tudo. Estou com o coração na mão enquanto espero a próxima.

Resenhas: 



4 de julho de 2014

[Livro] Cidade dos Anjos Caídos – Cassandra Clare


Livro: Cidade dos Anjos Caídos
Titulo Original: City of Fallen Angels
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Ano: 2012
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

Comentários:  
Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores. 
Fiquei um bom tempo longe dessa série que gosto tanto para poder dar um descanso da história e poder aproveitar bem a segunda parte da história de Instrumentos Mortais. 
Cassandra Clare nos coloca mais uma vez no universo dos Caçadores de Sombras logo após os acontecimentos de Cidade de Vidro. Com Clary iniciando seus treinamentos de Caçadora aparentemente sua vida está do jeito que ela sempre quis, porém como nada na vida dessa ruivinha parece ser fácil, Jace começa a ficar estranho e distante e Clary se pergunta se o que sempre quis pode durar tão pouco, e acima disso tudo, o que estaria acontecendo com Jace. 
Uma novidade desse novo livro é que outros personagens ganham mais foco do que anteriormente, e o dessa vez é Simon, amigo de Clary, recém-vampiro e que após a grande batalha tem que lidar com duas coisas complicadas, sua vida amorosa, que antes era tão parada e agora está bem movimentada com Isabelle e Maia, e a Marca de Caim. 
Inicialmente essa série deveria ter apenas três livros, mas depois Cassandra Clare decidiu mudar fazendo assim uma “sextologia”, e talvez por esse motivo senti que a  narrativa mudou um pouco se tornando mais arrastada e lenta, a impressão que me passou foi que a autora queria esticar um pouco mais a história, além de também ter sentido a ausência de mais cenas de ação que são tão características da história. Boa parte dessa nova trama é mais sentimental, focada no drama dos personagens. 
Os personagens continuam sendo trabalhados conforme a história vai evoluindo, e com o foco saindo um pouco de Jace e Clary podemos conhecer mais de Simon, Isabelle, Alec e Magnus e isso deixou o livro bem mais interessante (principalmente Alec e Magnus, em minha opinião), mas não gostei das mudanças que Jace sofreu, ele perdeu suas características anteriores e ficou mais introspectivo, claro que na narrativa há uma justificativa mas senti falta de suas tiradas e seu jeito descontraído. 
Apesar das ressalvas continuo gostando bastante dessa serie, o fim é surpreendente e um ótimo gancho para a continuação, mas ainda estou em dúvida sobre o rumo dessa nova parte da história.

4. Cidade dos Anjos Caídos
5. Cidade das Almas Perdidas
6. Cidade do Fogo Celestial

2 de julho de 2014

[Série] Arrow – Primeira Temporada



Título Original: Arrow
Temporada: Primeira
Ano: 2012/2013
Criador: Andrew Kreisberg, Greg Berlanti, Marc Guggenheim
Emissora: The CW Television Network
Episódios: 23
Avaliação: 4/5

Comentários:
Arrow foi uma série que enrolei muito pra ver, não apostava que ela seria boa, na verdade acho que estava um pouco traumatizada com Smallville, não sei bem todos os motivos que me impediram de assistir a Arrow antes, porém, após terminar esta primeira temporada, eles se tornaram irrelevantes.

Arrow é a história de Oliver Queen, um magnata e playboy que em uma viagem de barco com seu pai e a irmã de sua namorada acaba sofrendo um naufrágio e indo parar em uma ilha, onde fica por cinco anos até ser resgato. Porém este tempo na ilha mudou Oliver totalmente e agora ele é o Vigilante, alguém que luta para limpar a cidade das pessoas que a prejudicam, que roubam ou fazem mal a ela. Esta é sua nova missão e seu maior segredo. 

A história tem um enfoque grande em Oliver, e vai trazer momentos atuais dele após o resgate intercalados com flashbacks do que aconteceu em seu período na ilha, explicando alguns acontecimentos e esclarecendo o que aconteceu com ele durante esse período já que ele retorna um mestre em lutas e arco e flecha. Tenho apenas uma pequena resalva:  neste vai e vem da histórias algumas pontas ficam soltas, mas nada que prejudique o enredo ou o fluxo de tempo atual. 

Gostei bastante dos atores, achei que Stephen Amell (Oliver Queen) ficou bem no papel do arqueiro, deu a sobriedade que o personagem precisava, mas conforme a série foi passando é natural criar uma empatia com alguns mais que outros, e não tem como não criá-la por Diggle ou Felicity, são personagens que vão ganhando espaço conforme os episódios se sucedem e no fim é difícil imaginar a história sem eles. 

As cenas de ação são muito boas, e as tramas são amarradas por capítulo levando a um grande desfecho final. Os primeiros episódios me ganharam, depois achei que entrou em um pequeno período de marasmo, porém do meio para o fim a série ganha um ritmo viciante. Sem contar que o fim foi totalmente inesperado e de deixar o coração na boca. 
Não comentei antes por realmente não conhecer esse HQ, mas a série é uma adaptação dos quadrinhos de o Arqueiro Verde da DC Comics.
Demorei pra assistir, mas com certeza valeu a pena, agora vou ficar por aqui e já engatar a segunda temporada.