29 de maio de 2014

[Filme] X-Men: Dias de um Futuro Esquecido



Título original: X Men: Days of Future Past
Duração: 135 min.
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Simon Kinberg, Matthew Vaughn e Jane Goldman
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse: No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask. Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier, Magneto, Tempestade, Kitty Pryde e Wolverine, que buscam um meio de evitar que os mutantes sejam aniquilados. O meio encontrado é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Lá ela ocupa o corpo do Wolverine da época, que procura os ainda jovens Xavier e Magneto para que, juntos, impeçam que este futuro trágico para os mutantes se torne realidade. (Fonte: Cinemark)


Comentários: 
Adoro X-men desde pequena, são meus personagens preferidos dos quadrinhos, o que me fez uma pessoa muito revoltada e irritada com as últimas adaptações deles para o cinema (exceto o First Class que realmente me agradou) então quando vi os trailers e a proposta desse novo filme que iria unir o que foi realizado na trilogia filmada anteriormente, os atores e a história de First Class e um dos arcos contemplados dos quadrinhos me armei de birra, incerteza e desconfiança e fui assistir X-Men Dias de um Futuro Esquecido. 

Eles trabalharam com duas linhas temporais, uma no futuro, após a quase dizimação dos mutantes e de vários humanos que eram a favor deles pelos sentinelas. O mundo está destruído e um pequeno grupo de mutantes tenta lutar para sobreviver, nesse grupo temos Blink (Fan Bingbing), Apache (Booboo Stewart), Colossus (Daniel Cudmore), Kitty Pride (Ellen Page), Homem de Gelo (Shawn Ashmore), Mancha Solar (Adan Canto) e Bishop (Omar Sy). Em um certo momento eles se encontram com outro grupo sobrevivente que é composto por Tempestade (Halle Berry), Wolverine (Hugh Jackman), Magneto (Ian McKellen) e Xavier (Patrick Stewart )(apesar de em momento nenhum ser explicado como ele voltou após X-Men 3...) que possuem um plano para tentar mudar o que está acontecendo com eles. 
No passado temos o núcleo que integrou o filme X-Men First Class, composto principalmente por Xavier (James McAvoy), Fera (Nicholas Hoult), Magneto (Michael Fassbender) e Mística (Jennifer Lawrence). A narrativa nessa parte se passa após dez anos do que aconteceu na ilha de Cuba. Xavier está depressivo e desistiu de todos os seus ideais contando apenas com Hank (Fera) como amigo. Magneto está preso e Mística está em uma busca pessoal. O link entre futuro e passado é feito pelo personagem de Wolverine que tenta impedir o assassinato de Trask (Peter Dinklage), criador dos sentinelas. 

Não vou comentar muito a relação do filme com o cânone dos quadrinhos por dois motivos, o primeiro é que não tenho o conhecimento necessário para fazer essa comparação, li essa história há anos atrás e não lembro de muita coisa, o segundo é que essa série de filmes fugiu tanto do que eu queria que tivessem levado dos quadrinhos que fico irritada, com isso vou encarar esse filme apenas como parte da série cinematográfica, e nessa questão ele me agradou em alguns sentidos. 
As cenas de ação mostradas no futuro foram muito boas, a interação da equipe era o que eu estava esperando desde o primeiro filme, a luta parece ser toda compassada e montada, os poderes da Blink são muito bem utilizados e tornam tudo muito mais dinâmico. Kitty Pride têm uma importância muito legal para a história toda e dá uma explicação de como eles conseguirão ligar os tempos. O mundo aparece todo devastado pelas sentinelas, que são elementos que fiquei em dúvida se realmente gostei ou não, elas possuem um visual bem diferente do que eu esperava, são mais futuristas e possuem a habilidade de se adaptar aos poderes mutantes. Apesar de não serem bem o que eu esperava elas dão o tom sombrio e com seus “dons” é um porquê razoável de como elas conseguiram matar tantos mutantes. 

Na parte do passado nem tenho muitas críticas, já tinha gostado muito desse núcleo em First Class e agora isso se confirmou. Xavier e Hank são o que restaram da escola para superdotados e a depressão de Xavier é bem trabalhada, apesar de eu esperar que ele já aparecesse paraplégico (ele toma um soro para coluna e aparece andando). O Magneto continuou bem aproveitado, aprofundando bem seus dilemas para criar o grande personagem que ele se torna depois. E a Mística é a minha felicidade nesse filme, pois agora ela se tornou o personagem que sempre conheci, eles usam muito bem seu dom e suas cenas de luta lembram bem as da trilogia anterior. Wolverine tem um grande destaque nesse filme apesar de não ser o principal, mas eu gostei de sua participação também, não achei que ficou forçada (que era um dos meus medos). 

Consigo entender que com tantos personagens seria mesmo difícil aprofundar mais em cada um e existem cenas que por menores que sejam são muito boas, como a do Mercúrio (Evan Peters) que é inesquecível (consegui até por um momento não reclamar do figurino do personagem).

Agora a parte que não me agradou, com os acontecimentos desse filme muitos dos elementos construídos antes foram anulados (não que eu fosse muito feliz com o como eles construíram esse universo) mas, para mim, é uma declaração que eles sabem que o que veio antes é ruim, é um jeito de remendar o soneto. A partir de agora os filmes que vierem não estão ligados a nada. E não gostei das últimas cenas, que também deixam as coisas sem muita explicação. 
Esse filme é melhor que a trilogia X-Men e os dois filmes do Wolverine, possui boas cenas de ação e um aproveitamento melhor de alguns personagens, mas ainda mostra falhas de roteiro e falta de explicação de alguns eventos. Agora como o futuro dessa saga é um pouco incerto vou esperar para ver o rumo que irá tomar. 
ps: há cena pós-crédito que dará uma dica do próximo filme. 


27 de maio de 2014

[Li até a página 100 e...] Tigana, A Voz da Vingança


TIGANA - A VOZ DA VINGANÇALivro 2
Guy Gavriel Kay

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:
"Alessan nada disse."

DO QUE SE TRATA O LIVRO?
Tigana, A Voz da Vingança (continuação do livro Tigana, A Lâmina da Alma) é uma história pautada em vingança e na perda da identidade de um povo ao perder o nome de sua nação. Com isso continuamos a acompanhar a luta de Alessan para retomar o nome esquecido e também os acontecimentos da vida de Brandin, mago e imperador, responsável pelo esquecimento de Tigana. 

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Eu já tinha amado o primeiro livro e continuo encantada com a história, apesar de ainda retomar alguns acontecimentos do livro anterior a mudança dos pontos de vistas e as explicações continuam a amarrar bem a história. O ritmo está intenso, e a leitura bem fluída.

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?
Tigana possui dois personagens principais: Alessan e Bradin e eles são muito bem construídos, é possível amar e odiar os dois, estou bem envolvida com as tramas deles. 

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:
"Procurou seu coração e soube, com profundo sofrimento, que era dele, que não havia voltado a ser dela. Mesmo assim - a coisa mais terrível de tudo -, ela sabia o que ia acontecer, o que ela iria fazer."

VAI CONTINUAR LENDO?
Com certeza, apesar de estar morrendo de medo do que pode acontecer com os personagens que eu gosto. 

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA:
"- Há bandidos e bandidos - afirmou Alessan suavemente."


Li até a página 100 e... é um meme criado pela Cibele do blog Eu Leio Eu Conto que irá aparecer por aqui de vez em quando.

25 de maio de 2014

[DDI] Ela e eu


Olho para ela enquanto ela me encara. Reconheço esse olhar, sinto que o guardo ainda em alguma parte de mim, porém ele foi suplantando pela moderação das realidades que me tomaram. Ela não fala, eu também não, não precisamos. O tempo nos separa, mas nossos elos são maiores que dias, meses ou anos. Eu a renego, escondo, mas não posso negar que faz parte de mim, suas atitudes me deixaram marcas, tornaram-me o que sou, moldaram meus atos, e mesmo assim nos sentimos tão distantes. 

Ela, coberta de preto, tênis, correntes na calça, lápis nos olhos e petulância na atitude apesar das dúvidas em seu olhar. Ela me olha. 

Eu, jeans e uma blusa qualquer, as roupas não ditam mais quem eu sou, o rosto lavado, o silêncio é minha atitude e meu olhar cheio de escolhas. Eu a encaro. 

Nossas mãos se tocam. Ela vê o futuro dos planos que sonhou e os caminhos que não pensou; eu vejo a inocência que perdi e o quanto a vida me moldou. 

São apenas 10 anos entre nós e isso nos diferencia; ela me encara, eu a olho, mas no fim ambas fitamos um espelho. 


DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez. 

23 de maio de 2014

[Evento] Encontro de Leitores - Editora Arqueiro



Seguindo a nova tendência de fazer eventos para aproximar a editora de seu público leitor (tendência essa que estou adorando) a editora Arqueiro promoveu um encontro com leitores na última segunda-feira, dia 19, na Livraria Cultura. 
Após um lanche (que nos deixou de barrigas cheias e felizes) Mariana, Natália e Dani iniciaram a apresentação. Conhecemos um pouco sobre a história da editora desde a José Olympio, passando por suas apostas e escolhas, até a sua atual formação com seus vários selos e parcerias resultando hoje no que conhecemos como Sextante, Arqueiro, Intrínseca e Saída de Emergência. 

Logo após elas apresentaram um pouco de cada linha trabalhada pela editora, os livros de autoajuda (carro chefe da Sextante), as biografias e os ficcionais que variam em policiais, fantasia, romances e romances históricos. 
Conhecemos um pouco mais sobre os últimos lançamentos, como Os Três, Roleta Russa, Querida Sue entre tantos outros e vimos um pouco do que está por vir, e nessa parte fiquei bem empolgada ao ver vários livros como Antes da Forca (continuação de O Poder da Espada), os novos livros de Joe Hill e Harlan Coben e a compra de mais uma série de Ken Follett (nessa hora já estava dando pulinhos sentada toda empolgada com os lançamentos).
Elas reforçaram a vinda de Harlan Coben e Ken Follett para a Bienal (porém, infelizmente, a sessão de autógrafos de Follett ainda não está confirmada – já começando as promessas e orações para que ele possa autografar). 
Fechando o evento mostrando a qualidade de conteúdo da editora e especulando um pouco sobre as tendências que elas acreditam que ditarão o futuro, como mais projetos nacionais, projetos gráficos mais elaborados e um maior engajamento do leitor (também acredito nessas tendências) e no final um grande sorteio de brindes e livros (sai com uma ecobag muito bonita e com uma lista de desejados bem maior). 

21 de maio de 2014

[Livro] Desde o Primeiro Instante – Mhairi McFarlane


Livro: Desde o Primeiro Instante
Titulo Original: You had me at hello
Autor: Mhairi McFarlane
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Avaliação: 2,5/5
Sinopse:Rachel acabou de romper um noivado e está decidindo o que vai fazer da vida. Quando ela se encontra casualmente com Ben, um amigo dos tempos da faculdade, seu coração balança. Na época não rolou, mas agora ele parece tão mais interessante... O problema é que Ben está casado, “fora do mercado”, como se costuma dizer. Ok, hora de partir para outra. Rachel não é nenhuma mocinha ingênua, dessas que se deixam levar pela emoção. O fato de Ben ser lindo, educado, engraçado, nobre e fiel não é suficiente para tirar Rachel do seu eixo. Claro que não. Na verdade, ele é O Companheiro Perfeito. Pena que seja tão fiel! Apaixonar-se pelo melhor amigo é o sentimento mais gostoso do mundo, mas também é assustador. (Fonte: Skoob)

Comentários: 
Estava em uma fase meio tumultuada de trabalhos então queria uma leitura mais leve e descompromissada, com isso escolhi Desde o Primeiro Instante, mesmo não tendo o hábito de ler Chick-lit achei que seria um bom livro pra relaxar, só que não foi bem assim. 
A premissa é de uma mulher, Rachel, ela já chegou aos trinta, possui um emprego que a agrada mas não é tudo o que ela sempre quis, é jornalista de tribunal, está noiva, em suma possui uma vida normal. Porém nas vésperas de seu casamento percebe que talvez seu relacionamento com Rhys não deva seguir esse rumo (sabe aquele tipo de casar por comodismo? No estilo “Ah, já que estamos há tanto tempo juntos, acho que podemos nos casar”.) então mesmo depois de 13 anos relacionamento ela decide terminar tudo e com isso sua vida vira uma confusão, já que no meio desse turbilhão de mudanças ela reencontra Ben, um amigo da faculdade que ela não via há 10 anos, e isso desperta algo nela, mas ela terá que lidar com um grande porém, ele está casado agora. 
A narrativa, assim como a vida de Rachel, é mediana (talvez por ser o primeiro livro da autora), ela apresenta algumas reviravoltas mas a história segue seu curso e em alguns momentos é nítido ver para que rumo tudo irá seguir, já que muitos aspectos seguem os clichês do estilo. Ela termina o noivado, não está triste com o trabalho mas também não é uma mulher realizada com ele, encontra alguém do passado, fica um tanto quanto obcecada por ele, vê uma chance de melhorar no trabalho, começa a tentar se adaptar a essa nova vida de solteira e com isso a história vai seguindo. Mas não vi nada de diferente do que já conheci em outros lugares. A autora usa de flashbacks para explicar acontecimentos então enquanto você acompanha o desenrolar da vida de Rachel aos 31 anos também é apresentado ao início de todos os acontecimentos na faculdade e como as coisas chegaram ao ponto apresentado. O que me incomodou é que com essa escolha boa parte do livro se passa sem ficar clara a fixação de Rachel por Ben, ela insiste em falar que eles são apenas amigos, mesmo em suas cenas de descrição de pensamentos, mas ela não consegue se distanciar dele, ai o leitor fica “Ok, depois de 10 anos ela fica correndo atrás do cara porquê??” e em algum momento você tem certeza que algo aconteceu mesmo que a autora negue isso por 90% do livro. 
Os personagens tem uma construção não muito igualitária, sabemos muito, muito mesmo, da Rachel, porém dos outros personagens nada é muito aprofundado, nem mesmo de Ben. Uma questão que não me agradou foi a insistência das pessoas para que Rachel não fique sozinha, não que isso não seja real, por que é, mas por em quase momento nenhum ela consegue se sentir segura consigo mesma e ninguém na história faz esse contra ponto também. Na verdade o livro é repleto de mulheres inseguras.
Até esse momento o livro estava mediano, mas o que realmente me incomodou, atrapalhou e irritou foi o trabalho editorial de revisão e tradução. Vocês sabem que não costumo abordar esses aspectos nas resenhas, erros ocorrem, porém se eles não impedem meu fluxo de leitura eu não levo em conta na hora de avaliar, mas neste livro simplesmente não deu, eram falhas de tradução que deixavam o texto confuso e não fluído, foram muitas falhas de revisão ao ponto de incomodar mesmo, erros de digitação, travessão, troca de falas, enfim esse livro, como qualquer outro, merecia um tratamento melhor. 

19 de maio de 2014

[Music Monday] Wicked Game

Sabe aquela música que você gosta, ouve no rádio quando toca, porém nunca soube quem cantava ou o nome dela e não lembrava um trecho para poder pesquisar, resumindo nem se o Google fizesse milagres (o que acontece de vez em quando) você conseguiria saber que música é essa, e um dia o acaso (ou no meu caso a Jéssica) te apresenta essa tal lenda e você finalmente consegue descobrir tudo, e ouvir, baixar e, no meu caso, postar no blog.  


Wicked Game
Chris Isaak

The world was on fire and no one could save me but you.
It's strange what desire make foolish people do.
I never dreamed that I'd meet somebody like you.
And I never dreamed that I'd lose somebody like you.

No, I don't wanna fall in love (This love is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love (This love is only gonna break your heart)
With you (This love is only gonna break your heart)

What a wicked game to play, to make me feel this way.
What a wicked thing to do, to let me dream of you.
What a wicked thing to say, you never felt this way.
What a wicked thing to do, to make me dream of you and,

I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
With you.

The world was on fire and no one could save me but you.
It's strange what desire make foolish people do.
I never dreamed that I'd love somebody like you.
And I never dreamed that I'd lose somebody like you,

No, I don't wanna fall in love (This love is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love (This love is only gonna break your heart)
With you (This love is only gonna break your heart)
No, I... (This love is only gonna break your heart)
(This love is only gonna break your heart)

Nobody loves no one


17 de maio de 2014

[Série] Castle – Quinta Temporada


Título Original: Castle
Temporada: Quinta
Ano: 2012/2013
Criador: Andrew W. Marlowe
Emissora: ABC
Episódios: 24
Avaliação: 4,5/5


Comentários: 
Essa foi uma das temporadas que mais esperei desde quando comecei a assistir essa série e posso dizer que não me decepcionei e que os episódios foram regados de momentos “ounnnn” rs. 
Logo após o último episódio da temporada anterior fiquei bem apreensiva sobre os rumos que Castle iria tomar, como eles lidariam com a nova situação, tinha medo de que após os personagens principais finalmente ficarem juntos, a tensão sexual entre eles (que era um dos elementos principais da série) fosse eliminado e que acabasse com toda a graça, as tiradas inteligentes de duplo sentido e os momentos de expectativa, mas na verdade foi bem ao contrário, esse elementos foram mantidos e um novo foi implementado, o sentimentalismo entre eles, o que ficou muito bom. 

Como acho que já deu para perceber após o comentário anterior, depois de todos os problemas e empecílios que a dupla teve que passar finalmente Kate e Castle ficaram juntos e isso influenciou no rumo da série, mas de um jeito bom. 
Os casos continuaram, mas vários tiveram um toque pessoal, e não apenas para os principais, mas sim para todo o elenco, podemos ver os conflitos enfrentados por Esposito e Ryan que tiveram episódios muito legais dedicados a eles, Alex terá novos problemas já que saiu de casa para ir à faculdade o que irá aproximar Castle de sua mãe, Martha, podemos conhecer um pouco sobre um evento misterioso da vida de Castle, seu pai e ainda um episódio que irá trabalhar os sentimentos de Kate sobre o caso de sua mãe.

Sinto que a série está amadurecendo e tentando mostrar novos caminhos e rumos e com um final simplesmente surpreendente que faz com que queira saber logo o que irá acontecer acho que a série pode mostrar novas situações e se reinventar. 

Resenhas anteriores: 



15 de maio de 2014

[Livro] Norwegian Wood - Haruki Murakami



Livro: Norwegian Wood

Título Original: Norwegian Wood 
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Ano: 2008
Avaliação: 5/5
Sinopse: Em 1968, Toru Watanabe acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade, e mora em um alojamento estudantil só para homens. Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, Toru reencontra um rosto de seu passado: Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki antes deste cometer suicídio. Marcados por essa tragédia em comum, os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível até culminar com sua internação em um sanatório. 
Tem início então um período de grande dilema para o jovem Toru: uma encruzilhada entre o compasso de espera pela recuperação de Naoko e os encantos de uma outra vida, mais vibrante, personificada pela exuberante e liberada Midori mas também por sua relação com uma mulher mais velha, Reiko.
Ambientado em meio à turbulência política da virada dos anos 1960 para os anos 1970, Norwegian Wood, como a canção dos Beatles que lhe empresta o título, é uma balada de amor e nostalgia cuja rara beleza confirma Murakami como uma das vozes mais talentosas da ficção contemporânea. (Fonte: Objetiva)


Comentários:


Norwegian Wood é, simplesmente, um dos livros mais lindos e melancólicos que li nos últimos tempos. Estava ansiando uma leitura mais densa, que me causasse um envolvimento emocional mais profundo, e encontrei nele tudo aquilo que todos dizem sentir com a leitura de O Apanhador no Campo de Centeio e que, honestamente, não consegui achar por pura falta de sintonia com o seu protagonista.

O que me encantou no livro, antes de tudo, foi a referência óbvia aos Beatles. A canção Norwegian Wood (do álbum Rubber Soul) em si já traz uma certa carga de melancolia, um sentimento de solidão e isolamento que reverbera no texto de Murakami a todo momento. A descrição dos lugares e dos sentimentos vivenciados por seus personagens tem um quê de pungência silenciosa, quase como uma pintura, com dois temas principais que permeiam toda a sua narrativa: morte e amadurecimento, que são complementares em todas as suas nuances, de uma vivência dolorosamente intensa.

Logo no início do livro, em uma passagem que fala de um poço escondido em uma campina, Murakami já dá o tom da sua narrativa: o frágil equilíbrio entre vida e morte, alegria e depressão, constantemente presentes nas relações entre Toru e os demais personagens, em que se ter a companhia do outro pode ajudar a não se perder, não se deixar cair em um abismo profundo e sem salvação. O contraste estabelecido não é para mostrar as diferenças entre um e outro, mas sim para que se perceba que um faz parte do outro, e não uma consequência ou resultado, como dito pelo próprio protagonista: "A morte existe, não como o oposto da vida mas como parte dela."


Ao falar do amadurecimento de Toru após a morte de Kizuki, que acabou aproximando-o de Naoko, a sensação que tive a todo momento é que todas as certezas que achamos encontrar na vida adulta não existem, que continuamos tão perdidos quanto na adolescência. Toru me transmitiu essa sensação através da sua aparente indiferença, quando continua vivendo e naquela mesma rotina (mesmo sem encontrar um motivo para tal) apenas por ser o que lhe restou. Isso me causou uma impressão muito forte, porque prosseguimos seguindo um roteiro pré-estabelecido sem sabermos realmente o motivo, sendo que a única certeza de tudo é a morte. As constantes cenas de sexo no livro são um modo de estabelecer uma comunhão com os que já se foram ou para preencher o vazio que as pessoas que se foram deixaram para trás. É tudo muito intenso, muito instável, de pessoas buscando conforto para a vida, sobrevivendo a traumas tão profundos, tentando lidar com a repressão de sentimentos em um período histórico de mudanças tão significativas.


Mas Toru acaba encontrando em Midori um contraponto muito interessante. Ela é exatamente tudo o que há de mais diferente em comparação a qualquer personagem do livro. Seja pelo senso de humor, pelo comportamento ou pela filosofia de vida. Midori é uma personagem que esbanja vida, que tem lidado com uma série de problemas familiares que não a enfraqueceram, mas acrescentaram algo a ela, e que de longe é a minha personagem favorita.

A resenha toda está um pouco vaga porque é difícil falar de um livro assim sem entregar spoilers. Norwegian Wood é o típico livro em que a história em si não importa, não tendo tantas reviravoltas ou um clímax que já não se esperasse desde o seu começo. O que importa é o modo como vivenciamos a experiência de lê-lo, de nos deixarmos envolver pelos dramas e traumas de todos os seus personagens, todos tão ricos, tão profundos e tão peculiares entre si. E bateu uma depressão danada encerrar essa leitura, de tanto que acabei de apegando.



"Ninguém gosta tanto assim de solidão. Eu só não me esforço para fazer amizades. Isso só serviria para me decepcionar".


13 de maio de 2014

[Filme] O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro



Título original: The Amazing Spider-Man 2
Duração: 141 min.
Direção: Marc Webb
Roteiro: James Vanderbilt
Distribuidora: Sony Pictures
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse: Peter Parker (Andrew Garfield) adora ser o Homem-Aranha, por mais que ser o herói aracnídeo o coloque em situações bem complicadas, especialmente com sua namorada Gwen Stacy (Emma Stone) e sua tia May (Sally Field). Apesar disto, ele equilibra suas várias facetas da forma que pode. No momento, Peter está mais preocupado é com o fantasma da promessa feita ao pai de Gwen, de que se afastaria dela para protegê-la. Ao mesmo tempo ele precisa lidar com o retorno de um velho amigo, Harry Osborn (Dane DeHaan), e o surgimento de um vilão poderoso: Electro (Jamie Foxx). (Fonte: AdoroCinema)


Comentários:
Tenho um certo problema com filmagens do Homem-Aranha, um personagem que gosto nos quadrinhos mas que na telona não me agradou plenamente em nenhuma das filmagens anteriores. Por isso fui ao cinema com as expectativas no pé de tão baixas e isso ajudou muito, pois me impressionei com vários aspectos e sai satisfeita do cinema; não plenamente feliz (ok, sou chata com esse personagem, eu assumo) mas bem feliz. 
Primeiro vou assumir aqui que tinha uma certa implicância com Andrew Garfield como Peter Parker, ele dá um tom bem diferente ao personagem que conheço, ao invés do nerd retraído e quieto esse é “cool”, descolado e seguro, foi uma mudança que ainda não defini se gostei mas tenho que dizer que caiu muito bem no papel e, principalmente, na interação dele com Gwen (Emma Stone), que é um dos elementos principais e mais bem feitos durante o filme. 

A história continua de onde o anterior parou, e com isso Peter tem que lidar com a promessa que fez ao pai dela e que o atormenta, mas mesmo assim os dois juntos têm uma química muito boa, natural, cheia de tiradas e momentos engraçados. 
Outro ponto do filme que fiquei em dúvida era sobre a quantidade de vilões - seriam três: o Electro, o Duende Verde e o Rino. Mas mais uma vez a produção conseguiu trabalhar bem, não tem como discutir que o maior destaque é o de Electro (por isso o nome no título rs) já que foi mostrada toda a construção desse vilão e a relação dele com o Homem-Aranha; mas assumo que o que mais gostei foi o Duende Verde, não por sua participação, mas pela interpretação de Dane DeHaan como Harry Osborn, era possível ver a loucura nos olhos dele. Rino aparece por breves momentos, mas é um bom gancho para o próximo filme. 

Outro fator que me agradou muito foram as cenas de ação (que na verdade foi um dos motivos que me levaram a ver o filme mesmo com o pé atrás), estão muito bem feitas, com câmeras lentas e paradas de cena para prolongar a dramaticidade, as lutas estão melhores,  o conjunto de movimentos do Homem-Aranha me lembraram bem o que conhecia do personagem, realmente gostei muito, minha tristeza foi que não consegui assistir em 3D. 

E preciso fazer um comentário sobre o desfecho, pois foi aí que percebi que o filme tinha me ganhado, pois eu sabia o que iria acontecer, estava preparada, achei que não seria emocionante, mas muito pelo contrário, uma sequência de cenas muito bem feita, cheias de tensão, drama, espera e com homenagens muito legais para as histórias em quadrinhos. 
Depois desse filme posso dizer que estou curiosa para os próximos filmes do Homem-Aranha (e rezando para que não aconteça o desastre do terceiro filme de  Tobey Maguire). 

Ps1: neste filme não há cena pós-crédito, mas um trailer de X-Men Dias de um Futuro Esquecido 
Ps2: Amei a trilha sonora. 

12 de maio de 2014

[Evento] I Encontro de Blogs Novo Século



Ontem fui a um evento muito legal, um encontro de blogueiros (ou melhor, blogueiras) da Editora Novo Século. 
Esses encontros entre blogs e editora está começando a crescer e é uma iniciativa muito boa para ambas as partes, a editora tem a oportunidade de se apresentar, conhecer uma parte do seu público, ouvir questões diretamente daqueles que consomem seus livros e que estão ligados ao mercado consumidor, além de poder mostrar seu catálogo com mais propriedade e divulgar as novidades que estão vindo por ai. Por outro lado, para os blogueiros é a chance de se ver mais próximos do lado editorial, entender o processo do livro como um todo, desde a aquisição de um título até a sua chegada nas livrarias, fazer questionamentos, conhecer melhor os livros da editora e questionar, sugerir e tirar dúvidas. Eu simplesmente adoro esse tipo de evento. 
A editora estava representada por membros do marketing, mídias sociais e produção editorial de nacionais e internacionais. Com isso nós conseguimos ter uma visão bem ampla sobre a editora. 

A apresentação começou com o processo editorial, como eles adquirem os títulos e os processos entre tradução, revisões, diagramação, capa, mais revisões, impressão e o livro pronto. Essa parte é bem importante para entender todo o percurso do livro e também para poder esclarecer nossas dúvidas quanto a revisões, capas, diagramação entre outros. 
Logo após foram apresentados os títulos da editora e tenho que dizer que adorei essa parte, conheci muito mais a fundo o catálogo e além daqueles que eu já queria ler antes (como a série do Merlin e o Eleanor & Park) agora tenho outros na lista de desejados (como a série dos Ex-Heróis, Cavaleiro de Bronze, Máquina de Armas, a biografia da Jane Austen, ok a lista ficou grande rs). 

Logo depois foram apresentadas as novidades da editora, as continuações de série, um livro do Neil Gaiman falando de O Guia do Mochileiro das Galáxias e Douglas Adams (eu quero) e uma coleção de histórias clássicas da Marvel (que nem preciso dizer que quero muitooo). 
Com sorteio e entregas de brindes todas as blogueiras saíram com um livro e um agrado. 
Adorei a iniciativa e quero muito ir aos próximos. 

9 de maio de 2014

[Livro] As Mentiras de Locke Lamora – Scott Lynch


Livro: As Mentiras de Locke Lamora
Titulo Original: The Lies of Locke Lamora
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse:O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula.
Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas.
O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
As Mentiras de Locke Lamora foi um livro que me lembrou muito aqueles filmes de armações e planos mirabolantes de ladrões para cometer um crime (que eu adoro).
Escolhi receber esse livro justamente por seu mote: ladrões, planos, golpes, uma entidade que aparenta ser mais esperta do que o ladrão, farsas sobre farsas (me entenderam??) uma rede de mentiras e planos sem fim e nisso Locke Lamora não me decepcionou. 
Tenho que confessar que o livro não deu muita sorte comigo, acabei iniciando a leitura em um momento não muito bom, estava lotada de trabalho e compromissos e os primeiros capítulos, que já são mais lentos, demoraram muito a engrenar, mas depois que isso aconteceu a história fluiu muito bem. 
A narrativa de Scott Lynch é bem diferente em alguns aspectos, primeiro ele criou um ambiente novo para ambientar a história, deuses e marcação de tempos próprios, religião, sistema de comércio e de hierarquias, resumindo ele baseou a trama em novos conceitos (até ai nada de inovador no gênero), mas o que muda é que o autor não se preocupa muito em explicar essas diferenças nem esse mundo, ele dá apenas uma pequena introdução de alguns aspectos como as divindades, as construções ou o comércio por eles interferirem de algum modo no decorrer das ações, mas nada além disso, o que tem um lado positivo e um negativo. O lado bom é que a história não se perde em enormes divagações e explicações sobre cada detalhe sendo que alguns deles não são importantes e a maioria pode ser entendida conforme os acontecimentos transcorrem. O lado negativo é que a imersão inicial do livro é mais complicada (outro motivo que fez com que o começo da leitura não fluísse muito para mim) até o leitor se ambientar ou se acostumar com todas as diferenças demora um pouco mais de tempo e a leitura nas primeiras páginas não é tão natural, mas sim com várias dúvidas. 
Outro diferencial da narrativa de Lynch é que ele não traz os fatos de forma linear, na verdade ele intercala eventos atuais de um Locke Lamora já crescido, famoso ladrão de Camor em meio a um grande golpe, com a história anterior a isso, a infância do personagem, a criação dos Nobres Vigaristas e seus treinamentos. Esse foi um estilo que me agradou bastante pois além de criar momentos de tensão e alívio durante a narrativa conhecemos pontos importantes do passado dos personagens e que tem relação direta com o que está acontecendo com eles. 
Os personagens são outro ponto de dualidade do livro, por um lado alguns são um pouco negligenciados e por outro são extensivamente elaborados, calma, eu explico: alguns personagens possuem sua construção rica e uma profundidade que dão todo o tom da narrativa, Locke Lamora, Capa Barsavi, Jean e mais alguns possuem sua personalidade bem traçada e trabalhada, alguns personagens que são muito interessantes não foram tão aprofundados como os irmãos Sanza, Pulga e o Aranha de Camor (e eu gostaria muito de saber mais sobre eles). E por fim, outros personagens são extensivamente citados mas nada além disso, como Sabeta (porém por ser uma série eu ainda espero saber mais sobre eles nos próximos livros). Outro ponto que me incomodou um pouco foi que o grande vilão da história demora muito a aparecer e com isso o trabalho voltado para ele foi um pouco corrido, em compensação as cenas de ação e o ritmo da leitura aumenta consideravelmente após sua revelação. Um aspecto muito forte é que o autor humaniza bem seus personagens, todos os atos possuem uma justificativa e um meio, ninguém é realmente perfeito, e isso é o que mais me encantou em Locke Lamora, ele é um grande farsante sim, mas ele também erra e é nesses momentos que mais prova sua genialidade (ou seus impulsos que levam ao desastre, depende da situação), mas que por mais esperto que seja ele não está livre de falhas e assim o quanto ele tem que improvisar e usar seu raciocínio para poder escapar dessas situações.
O autor soube muito bem formar a trama e quando menos se espera já se está tão envolvido no complexo sistema comercial de Camor, no mais complexo ainda sistema de gangues e roubos de Capa Barsavi, na parte hierárquica e principalmente nos elaborados e por muitas vezes inconsequentes planos de Locke Lamora. Fiquei surpresa com as reviravoltas e escolhas de diretrizes para a história, saliento que apesar de ser uma série a trama central tratada nesse livro começa e termina nesse único volume, deixando sim uma ponta solta, porém nada que gere raiva ou revolta mas apenas uma doce curiosidade do rumo que narrativa terá. 


1 de maio de 2014

[Filme] Ela


Título original: Her
Duração: 126 min.
Direção: Spike Jonze.
Roteiro: Spike Jonze.
Distribuidora: Sony Pictures.
Ano: 2013.
Avaliação: 5/5.
Sinopse: Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer "Samantha", uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro. (Fonte: Cinema em Cena)



Comentários:

"Ela", simplesmente, foi um dos filmes mais lindos que vi nos últimos tempos.

Ao acompanharmos o relacionamento que Theodore desenvolve com o sistema operacional denominado Samantha, somos presenteamos com uma forma sensível de se mostrar o desenvolvimento de sentimentos que acabamos nutrindo por alguém, sejam eles de amor, paixão ou amizade.

O interessante no filme é mostrar Theodore não como um verdadeiro outsider, alguém que tem dificuldades de se relacionar com o mundo e seja fechado e/ou solitário ao extremo. Muito pelo contrário. O protagonista é querido no seu ambiente de trabalho, tem amigos e, de certo modo, uma vida social. Mas a solidão vivida por ele após separar-se da mulher com quem esteve casado durante anos leva a essa busca por algo que talvez nem ele mesmo saiba exatamente o que é e que acaba encontrando da maneira mais diferente possível.

Ao adquirir os serviços deste novo sistema operacional dotado de uma inteligência capaz de se adequar às necessidades de seu usuário, o que vemos é o início de um relacionamento fora do comum e que, ao mesmo tempo, não difere muito do início de qualquer outro tipo relacionamento. Temos a descoberta em relação um ao outro, aquele maravilhamento por qualquer novo detalhe descoberto, e Samantha parece ter empatia o suficiente para entender as necessidades afetivas de Theodore, ela mesmo parecendo se interessar por tudo relacionado ao que é próprio do ser humano.

E em nenhum momento parece ser ridículo ou desconfortável o fato de quase acreditarmos que Samantha fosse uma pessoa real, pois Theodore se apaixona pela ideia que ele tem de Samantha, o modo como ela faz com que ele não se sinta solitário o tempo todo. Por ter alguém que o ouça e o entenda.

E, no fundo, não é isso o que tem acontecido em nossa sociedade moderna?

Passamos horas do nosso dia nas redes sociais ou nos comunicando por mensagens, sem ter um contato físico com o outro, e mesmo assim nos comovemos, rimos e choramos com este contato virtual - que nem por isso é menos real.

Sentimentos são abstratos, provocados por uma série de coisas que ninguém é capaz de racionalizar. E "Ela" mostra isso de uma forma incrível através de toda a construção do seu roteiro, da direção de arte e trilha sonora; mas, principalmente, por meio da interpretação magistral de Joaquin Phoenix e da voz de Scarlett Johansson (que dá vida a Samantha), que é capaz de comover e transmitir uma miríade de sentimentos somente através do trabalho vocal.

Filme mais que recomendado para este feriado.

Trailer do filme:



E "The Moon Song", que faz parte da sua trilha sonora - e te desafio a não se apaixonar pela voz da Karen O.: