20 de dezembro de 2015

[Livro] Outlander: O resgate no mar – Parte 2 – Diana Gabaldon


Sinopse:
Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram. Se a intensa paixão e o desejo entre eles não parecem ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968. A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Para quem já acompanhou as resenhas dos livros anteriores de Outlander já deve ter percebido (se não eu assumo de qualquer jeito) que amo Claire e Jaime, adoro os dois enquanto personagens separados e definitivamente gosto mais ainda deles como casal e nesse terceiro livro parte dois teremos muitos momentos incríveis dos dois juntos. 

Enquanto na primeira parte acompanhamos principalmente como foi a vida de cada um separados e os primeiros momentos do reencontro, nesse livro acompanharemos eles voltando a ser marido e mulher, descobrindo o que cada um passou nos vinte anos separados e descobrindo traços novos e relembrando os antigos na personalidade de cada um. 

Porém como já estou acostumada nas histórias de Diana Gabaldon, nem tudo são flores e além de terem que lidar com acontecimentos do hiato do relacionamento há ainda um grande e trágico acontecimento que irá levá-los por caminhos e rumos totalmente inesperados. 

Gostei muito desse livro, primeiro por poder ver o relacionamento deles com uma nova postura, tanto pelo tempo separado quanto por estarem mais velhos, mas que os momentos românticos deles ainda derretem meu coração. 

O amadurecimento deles foi bem trabalhado pela autora e situações complexas são apresentadas para eles resolverem. Outro personagem que também vem ganhando espaço é o Fergus, que depois de conhecê-lo como uma criança na França vê-lo como um homem agora está sendo bem interessante. 

O fluxo da história está bem interessante, principalmente por levar os personagens a uma situação bem inesperada (principalmente se pensarmos nas limitações de Jamie) e nesse novo cenário a aproximação dos personagens é inevitável, fazendo com que a autora consiga trabalhar bem a reaproximação deles. Um ponto que deve ser tocado é que, como nos livros anteriores, Diana mantém um ritmo frenético intercalando momentos de calmaria com situações tensas para dar um bom balanço à narrativa. 

Agora só me resta esperar ansiosamente pelo quarto livro dessa série para reencontrar um dos meus casais preferidos e ver o rumo que a história vai tomar já que no fim desse livro a autora deixou uma enorme porta aberta. 

Série Outlander: 

O resgate no mar (parte 2) - Livro III
Os tambores de outono (partes 1 e 2) - Livro IV
A cruz de fogo (partes 1 e 2) - Livro V
Um sopro de neve e cinzas (partes 1 e 2) - Livro VI
An echo in the bone  

Título Original: Voyager
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2015
Número de páginas: 656
Avaliação: 4/5 

21 de outubro de 2015

[Livro] Outlander: O resgate no mar – Parte 1 – Diana Gabaldon


Sinopse:

Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor da sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que voltara à sua própria época, ela pensava que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. Agora, em 1968, que seu amado pode estar vivo. A memória do guerreiro escocês não a abandona... seu corpo e sua alma chamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois?

Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.

As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida, que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? (Fonte: Skoob) 

Comentários:

Jamie e Claire voltaram para alegrar meu coração literário. 

Para aqueles que acompanham o blog há um tempo sabem do meu amor por esse casal e essa trama criada por Diana Gabaldon e com Outlander – O resgate no mar parte I matei a saudade dos meus personagens preferidos e dessa história que me conquistou. 

14 de outubro de 2015

[Teatro] Chaplin – O musical


Como eu estava com saudade de assistir a um musical, e poder retomar esse hábito com Chaplin – O musical foi uma das melhores coisas que fiz. 

Neste musical é apresentado a obra desse grande artista, mas também quem era o homem por trás de Carlitos (seu personagem icônico). 

Logo no começo vemos a relação familiar que Chaplin teve, com um pai ausente e uma mãe que era artista de teatro e como o talento de Chaplin é percebido desde sua infância. Porém sua mãe sofre de demência muito nova levando ele e seu irmão Sidney a viverem um tempo em um orfanato e com uma infância pobre nas ruas de Londres até ser descoberto por um produtor de teatro que levou ambos aos palcos. Logo sua veia cômica é percebida levando Chaplin à América para começar a se tornar o grande ícone conhecido até os dias de hoje. 

Agora vou falar do musical e do encantamento que ele me proporcionou, primeiro vou deixar claro que não possuo um grande conhecimento da bibliografia de Chaplin então não vou me aprofundar nessa questão, quero comentar sobre o espetáculo em si. 


Interpretando o personagem principal temos Jarbas Homem de Mello, que simplesmente ficou muito bom no papel, ao ponto de conseguir reproduzir todos os trejeitos de Carlitos, sua maneira de andar, sua agilidade, o uso da bengala. Ele realmente entrou no papel e é possível ver neste ator a imagem deixada por Chaplin. Pesquisando para essa resenha descobri que Jarbas teve um trabalho de caracterização impressionante, pois considerando que Chaplin tinha diversas habilidades, tanto em cena (como dançarino, acrobata, músico, comediante e ator) quanto fora dela (como produtor, diretor, empresário, humanista e visionário) ele buscou conhecer o máximo desse personagem para poder interpretá-lo e é possível perceber isso  durante sua atuação. 

Outro grande personagem da peça é o irmão de Charles, Sidney, que foi uma grande presença na vida do artista, primeiro como proteção e companhia durante a juventude difícil e depois como seu agente e como aquele que permaneceu ao lado da mãe enquanto ela precisava. A relação dos dois é bem explorada e esse papel é interpretado por Marcelo Antony, que como ator me deixou bem satisfeita, mas na parte musical não senti um grande destaque, porém considerando que o irmão tem poucas músicas não é um ponto que chegue a incomodar. 

Agora a construção da peça em si é minimalista, mas grandiosa em seus detalhes, o palco não traz muitos elementos de cenário, porém isso acabou por dar destaque ao trabalho dos atores. Outro ponto forte é que vários elementos dos filmes de Chaplin são representados, ou em peças cenográficas ou durante coreografias ou falas. E o diferencial que deixa a peça com um toque especial são cenas dos próprios filmes de Charles que são rodados durante as cenas e tocam o coração de quem está assistindo. 


Durante o espetáculo acompanhamos tanto a vida profissional do ícone, com a criação do Carlitos, sua trajetória no cinema, a criação de cenas marcantes (como o discurso de O grande ditador) e toda a parte de seu trabalho como produtor e diretor. Mas também vemos sua vida pessoal (a infância, a relação com o irmão e a mãe, seu “pequeno” problema com mulheres – o excesso delas – seu envolvimento com discursos humanistas, que foi mal interpretado o levando a ser considerado comunista, até o seu banimento dos EUA). 

Esse musical me marcou muito, não pelas músicas em si, mas por todo o trabalho de composição para mostrar aos espectadores quem foi realmente Charles Chaplin, inesquecível. 

O musical está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, mais informações aqui




18 de setembro de 2015

[Filme] O Clube dos Cinco


Sinopse: 
Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Sabe aquele filme antigo que você lembra de ter visto, de ter gostado muito, mas não consegue lembrar exatamente o porquê, esse foi o meu caso com o Clube dos Cinco, tinha uma vaga lembrança desse filme e decidi revê-lo e fui tocada por várias questões, e é sobre elas que quero escrever hoje. 

Dessa vez não vou fazer bem uma resenha, seria mais um desabafo sobre as reflexões que fiz depois de assisti-lo. 

16 de setembro de 2015

[Livro] República de Ladrões – Scott Lynch


Sinopse:
Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista para curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Nobres Vigaristas recebem uma oferta de seus arquirrivais, os Magos-Servidores.
As eleições do conselho dos magos se aproximam e as facções precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado de seu corpo com o uso de magia – mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer.
Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabeta Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar em seu coração. Novamente em uma disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa se decidir entre enfrentar Sabeta ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão.
República de ladrões leva o leitor ao início da vida de Locke enquanto flerta com o seu fim, revelando todos os matizes de Sabeta e de seu relacionamento com o líder dos Nobres Vigaristas. Misturando momentos tensos e cômicos do passado e do presente, esta obra é, até agora, a melhor de Scott Lynch. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Continuando com as aventuras de nosso vigarista, Locke Lamora, agora em República de Ladrões, iremos acompanhar ele e Jean em uma nova e totalmente inesperada aventura, mas o mais importante desse livro é o foco em uma personagem que até então era uma sombra na vida do protagonista, finalmente o leitor será apresentado a Sabeta. 

8 de julho de 2015

[Filme] Divertida Mente


Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Fui ao cinema buscando uma animação leve e que me divertisse, com esse objetivo acabei por assistir Divertida Mente, e posso dizer que saí da sala com muito mais do que buscava, um ótimo desenho que proporciona risadas e momentos engraçados, mas que de uma forma leve e bonita passa uma lição de vida muito boa sobre basicamente como lidar com a complexidade dos sentimentos.

26 de junho de 2015

[Livro] O Garoto no Convés – John Boyne


Sinopse:Em abril de 1789, semanas após concluir no Taiti uma curiosa missão com fins botânicos, o navio de guerra britânico HMS Bounty foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar, com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. Sem provisões e instrumentos de navegação adequados, o grupo enfrentou 48 dias de duras provações até alcançar a costa do Timor. O episódio inspirou numerosos livros e filmes. Em 'O garoto no convés', a história da expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um garoto de Portsmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte, inclusive sexuais, no orfanato e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta - em vez de ficar encarcerado, embarcaria no HMS Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade. Mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades intransponíveis, cenários exóticos e lições de lealdade, paixão e sobrevivência. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
O Garoto no Convés foi o livro que tinha escolhido para ler em um desafio, mas por diversos motivos acabei não conseguindo completar a leitura a tempo porém como já tinha iniciado o livro e tinha uma ótima referência anterior do autor (de O Menino do Pijama Listrado) decidi continuar e isso foi uma das melhores coisas que fiz. 

24 de junho de 2015

[Série] Outlander – Primeira Temporada


Posso dizer, quase com certeza, que esse é um dos posts de série mais difícil que já fiz, primeiro por ser de uma série que é a adaptação de um livro que tomou minha vida nos últimos tempos, segundo por que trouxe dois personagens que adoro (Claire e Jamie) e por último que, como uma obra vista de um ponto de vista isolado ela me encantou, me prendeu e fez com que domingos se tornassem dia de Outlander. 

18 de junho de 2015

[Maratona Mad Max] Mad Max – Estrada da fúria


Sinopse: Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Quando assisti aos três filmes anteriores já tinha uma boa esperança de que essa nova filmagem pudesse ser realmente muito boa, como não consegui ver na estreia acompanhei os comentários falando o quão espetacular esse filme é e essa pequena esperança chegou a níveis de empolgação desenfreada, e foi assim que sentei na sala do cinema para ver em 3D Mad Max – estrada da fúria e no fim saí sem ar, eufórica e totalmente satisfeita com o resultado.

16 de junho de 2015

[Livro] Mar da tranquilidade – Katja Millay


Sinopse:Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele.A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida.À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer.Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo School Library Journal, Mar da Tranquilidade é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Cheguei a esse livro através de uma indicação, uma amiga tinha comentado que foi um dos melhores romances que leu e, contrariando tudo o que costumo fazer, com quase nenhuma informação além dessa, pedi esse livro de parceria da Editora Arqueiro e não me arrependi, não foi o melhor romance da minha vida, mas com certeza foi uma leitura prazerosa e uma história que vale a pena ser conhecida.

14 de junho de 2015

[Maratona Mad Max] Mad Max – Além da cúpula do trovão


Sinopse: Após a destruição da civilização surge Bartertown, uma cidade no deserto com regras primitivas e mortais que tem uma governante (Tina Turner) que deseja consolidar seu poder a qualquer preço. Até que lá chega Max (Mel Gibson), que é forçado a participar de uma luta e, por ter se recusado a matar seu oponente, acaba sendo banido no deserto. Até que um grupo de jovens selvagens o salvam e passam a considerá-lo um messias que os levará até uma nova terra.  (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
E chegando quase ao final dessa maratona posso dizer que cada vez estou mais empolgada para conseguir ver a adaptação mais recente desse filme. 
Se no primeiro me remeteu a confusão, no segundo a um show de rock esse último me deu a sensação de eventos um pouco desconexos, mas isso não diminuiu a diversão de ver esse filme, afinal além de Mel Gibson também teremos Tina Turner. 

6 de junho de 2015

[Maratona Mad Max] Mad Max 2 – A caçada continua


Sinopse: 
No futuro o bem mais precioso é a gasolina, em virtude de uma guerra que acabou com os campos petrolíferos do Oriente Médio. Tendo combustível pode-se fugir da morte ou se dirigir a algum lugar para matar alguém. Neste contexto, Max (Mel Gibson) resolve ajudar uma comunidade a defender sua refinaria contra uma gangue de motoqueiros. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Dando continuidade a maratona Mad Max assisti ao segundo filme e posso dizer que gostei bem mais desse que do primeiro, o clima, as perseguições e as tomadas foram mais o que eu estava esperando do filme anterior.

27 de maio de 2015

[Maratona Mad Max] Mad Max


Sinopse: 
Num futuro próximo, o combustível que alimenta os motores dos carros é também motivo para crimes perpetrados por violentas gangues. Max é um jovem policial e junto com seus companheiros patrulha as estradas a fim de impedir a ação daqueles que insistem em perturbar a paz. A morte de um membro pelas mãos de Max dá início a uma série de crimes cruéis cometidos contra sua família e o melhor amigo. Assim, Max só tem uma escolha: vingança. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:

Como comentei na página do Facebook do blog, devido ao lançamento de Mad Max – estrada da fúria decidi fazer aqui no blog uma maratona dos filmes dessa série, então vamos começar: 

Como um resumo posso dizer que o que mais me marcou foi poeira, loucura, cortes de cena estranhos, perseguições e confusão.

17 de maio de 2015

[Livro] O Duelo dos Reis – Joe Abercrombie


Sinopse:A União está em guerra. Ao norte, o coronel West e suas tropas recuperaram a fortaleza de Dunbrec, mas a batalha pode se arrastar por anos, porque o rei dos nórdicos não irá se render. É hora de Nove Dedos voltar e enfrentar seu pior inimigo. O problema é que, no calor da batalha, nunca se sabe quando o Nove Sangrento surgirá de dentro dele – e o Nove Sangrento não escolhe lado, só quer matar. Na Terra do Meio, uma revolução camponesa por direitos igualitários e participação política desestabiliza os governos locais. Caberá a Jezal dan Luthar negociar a paz e, se preciso, combater o próprio povo.Na capital, com o rei doente e sem herdeiros, os membros do Conselho Fechado começam a comprar apoio dos nobres, numa corrida oculta ao trono. Depois de ter escapado por pouco de Dagoska, Sand dan Glokta precisa sobreviver ao jogo político. Para isso, vai usar os recursos em que é mestre: chantagem, ameaça e tortura. Além disso, tropas gurkenses se movem no sul em direção a Adua, dispostas a travar uma guerra santa e levar Bayaz a julgamento. Para salvar o mundo, o Primeiro dos Magos precisa salvar a si mesmo, porém há riscos enormes quando se mexe com magia. E nada pode ser mais arriscado do que quebrar a Primeira Lei. O duelo dos reis é um épico sombrio e brilhante, um final de tirar o fôlego para a trilogia que redefiniu a literatura fantástica. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Sabe quando você acompanha algum jogo de estratégia (xadres, dama...) e está nos instantes finais, e você acha que já está tudo praticamente acabado já dando para perceber quem será o ganhador até que de repente tudo muda, o jogo se complica e no final tudo faz sentido mesmo sendo inesperado? Essa foi minha reação ao ler O Duelo dos Reis – último livro da trilogia A Primeira Lei, de Joe Abercrombie. 

8 de abril de 2015

[DDI] Eu e o Nirvana


No último domingo (05/04), foram completos 21 anos da morte de Kurt Cobain, e ao me deparar com a notícia a lembrança me abateu e me vi totalmente saudosista e com uma leve tristeza, por ele e por uma fase de minha vida. 

7 de abril de 2015

[Livro] Um lugar chamado liberdade – Ken Follett


Sinopse:
Escócia, 1766. Condenado à miséria e à escravidão nas brutais minas de carvão, Mack McAsh inveja os homens livres, mas nunca teve esperança de ser como eles. Até que um dia ele recebe a carta de um advogado londrino que lhe revela a ilegalidade da escravidão dos mineiros e um novo horizonte se abre aos seus olhos. Porém, para realizar seu sonho, Mack precisará enfrentar todo tipo de opressão das autoridades que não estão acostumadas a serem questionadas.
Já na idealizada Londres, ele reencontra uma amiga de infância, Lizzie Hallim, agora casada com Jay Jamisson, membro da família que tanto o atormentara na Escócia. Lizzie não se conforma em viver submetida aos caprichos dos homens e constantemente escandaliza a sociedade com seu comportamento e suas ideias não convencionais. Quando Mack é acusado injustamente de um crime, ela quebra protocolos e sai em sua defesa, mas o amigo é deportado para a América.
Mack logo descobre que se trata de uma mera mudança de continente, não de ares sociais, pois a colônia também vive momentos de tensão: se na Inglaterra os trabalhadores não desejam mais ser explorados pela elite, ali os colonos preparam o caminho que os levará à independência do jugo inglês.
Nesta saga repleta de suspense e paixão, Ken Follett delineia uma época de revoltas contra a injustiça com uma escrita enérgica e sedutora. (Fonte: Skoob) 

Comentários:

Conheci Ken Follet com a trilogia O Século, e nesse ponto ele se tornou um dos meus autores preferidos, sua narrativa e sua capacidade de mesclar fatos históricos com um romance muito bem estruturado me prendeu durante a leitora, e com toda essa expectativa fui ler Um Lugar Chamado Liberdade, outro lançamento do autor com a editora Arqueiro, e talvez esse tenha sido o problema, toda a expectativa. 

26 de março de 2015

[Livro] Cerimônia Mortal – J. D. Robb


Sinopse:Em seu mais novo caso, Eve Dallas - detetive do Departamento de Homicídios da Cidade de Nova York - descobre que, mesmo perto do fim do século 21, velhas crenças ainda se mantêm intactas. Investigando a morte de um colega policial, Eve se vê obrigada a colocar a ética profissional acima de qualquer relação emocional. No entanto, quando encontra um cadáver na porta de sua casa, percebe que aquela pode ser uma ameaça bem pessoal. Ao lado do marido Roarke, ela se vê envolvida em uma aventura além da compreensão humana, no limite entre o bem e o mal. (Fonte: Skoob) 

Comentários:

Cerimônia Mortal é o quinto livro da série Mortal de J.D. Robb e parece que quanto mais eu leio essa série mais encantada fico com as histórias de Eve (e Roarke é claro).

17 de março de 2015

[Livro] Outlander: A libélula no âmbar – Diana Gabaldon


Sinopse:
A Libélula no Âmbar - Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.

O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre? (Fonte: Skoob) 

Comentários:

A Libélula no Âmbar, segundo volume da série Outlander, só confirmou meu amor por essa série, a cada página lida os personagens, a trama e o rumo que os eventos tomavam me encantavam e me prenderam até o  derradeiro fim, que partiu meu coração e fez com que eu desejasse ardentemente o próximo livro. 

10 de março de 2015

[Livro] Liberdade Crônica – Martha Medeiros



Sinopse:Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta... Como conciliá-la com as exigências da vida de todo dia, com os limites de uma relação amorosa, com a nossa família, com as nossas próprias e mundanas precariedades?A necessidade de liberdade e a busca pelo equilíbrio são aspectos muito presentes na obra de Martha Medeiros – uma das cronistas mais lidas do país. Este volume reúne as melhores crônicas de seus 20 anos de carreira sobre A mulher contemporânea, Livros, filmes, músicas etc, Fé e equilíbrio, No divã e Sociedade, e debate nossa eterna luta para combinar a ânsia por liberdade com nossas demais aspirações. (Fonte: Skoob)

Comentários:
Já tinha ouvido falar de Martha Medeiros (como não...) mas nunca tinha lido seriamente nenhum de seus trabalhos, até que um dia, em um momento em que precisava de um livro para abrandar um longo período de espera, decidi conhecer melhor esta autora que já estava a minha volta por tanto tempo, escolhi um livro de crônicas pois assim que voltasse para casa iria voltar a minha leitura corrente, mas tenho que dizer que a escrita desta autora me cativou tanto que assim que encerrei minhas leituras da programação decide retomar o Liberdade Crônica e dessa vez me entreguei ao livro e o devorei até o fim, e agora ao encerrar a última crônica agradeço por ter esperado tanto para ler os textos de Martha Medeiros, pois apesar de não concordar com todos os seus pontos de vista a escrita dela dialoga diretamente comigo, com a mulher que sou, que não sou, que quero ser e que já fui. 

28 de fevereiro de 2015

[Listas Aleatórias] 7 séries que ainda não tiveram a 2ª Temporada e merecem ser assistidas

A blogueira pródiga retorna das profundezes da preguiça e do hiatus para vos trazer, neste sábado cinza paulistano, uma lista de séries que ainda estão na sua primeira temporada - algumas já encerradas, algumas ainda em andamento - mas que valem muito a pena acompanhar para fins de compartilhamento mútuo de sofrimento com esta colunista que vos fala (estou afetando um pouco no drama, relevem!) e podem agradar a todos os gostos:


26 de fevereiro de 2015

[Livro] Êxtase Mortal – J. D. Robb


Sinopse:Êxtase Mortal - No ano de 2056, a forma mais popular de entretenimento são os poderosos jogos de realidade virtual. Através deles, qualquer pessoa é capaz de ingressar facilmente em um mundo fantástico repleto de prazeres e perigos. A vantagem é que não há riscos; é tudo uma grande brincadeira, uma mera simulação. Ou, pelo menos, era isso o que todos pensavam até um brilhante engenheiro aparecer morto.
Em 'Êxtase Mortal', o quarto livro da famosa série de romances policiais futuristas que Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb, Eve Dallas - detetive do Departamento de Homicídios da Cidade de Nova York - descobre que essa morte é apenas uma das peças de um caso muito mais intrincado do que aparenta. (Fonte: Skoob) 

Comentários:

Ok, começo a pensar que estou ficando realmente viciada na Série Mortal, já que este é o quarto livro que leio em seguida, mas não consigo me desprender das tramas de Eve e Roarke tendo os livros a disposição. 
Neste livro temos uma trama bem diferente das anteriores, em sua lua de mel Eve e Roarke  se deparam com um suicídio, e o que poderia ser apenas uma morte trágica, porém sem grandes mistérios acaba se tornando uma trama mais intricada e misteriosa que terá que ser investigada pela tenente Eve Dallas ao se deparar com mais suicídios improváveis. 

15 de fevereiro de 2015

[Filme] O Jogo da Imitação


Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.  (Fonte: Adorocinema) 

Comentários:
Não vou negar que ao iniciar essa Maratona já tinha alguns filmes que eu estava mais empolgada em assistir do que outros, e o Jogo da Imitação com certeza era um deles, primeiro pelo Benedict Cumberbatch, um ator que gosto muito, e também pela história, outra visão sobre a guerra, e fiquei muito feliz ao perceber que nenhuma das minhas expectativas foi em vão e o filme me agradou como um todo. 

12 de fevereiro de 2015

[Filme] A Teoria de Tudo


Sinopse: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos (Fonte: Adorocinema) 

Comentários:
O filme A Teoria de Tudo traz uma biografia de Stephen Hawking, um astrofísico famoso que viu sua vida mudar ao descobrir que possuía uma doença degenerativa, mas  não permitiu que isso mudasse seus planos de descobrir a teoria sobre tempo. E foi com esse filme emocionante na medida certa que dei sequência na maratona Oscar 2015.

11 de fevereiro de 2015

[Filme] Selma - Uma Luta pela Igualdade



Sinopse: 
Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Dando continuidade a Maratona Oscar fui ao cinema assistir Selma, um filme intenso e tocante, que vai contar uma parte da história de Martin Luther King Jr. na luta contra a segregação na questão do direito ao voto dos negros na cidade de Selma.

7 de fevereiro de 2015

[Livro] Eternidade Mortal – J. D. Robb


Sinopse:Pandora é uma das top models mais importantes e desejadas do planeta: tem beleza, fama, dinheiro, poder, prestígio, amantes e contatos. Mas tudo isso deixou de fazer sentido, pois ela está morta. A modelo foi brutalmente assassinada com um bastão de prata, arma abandonada no local do crime. Seu rosto, de uma perfeição impressionante, desapareceu completamente ao ser esmagado e mutilado pela força de uma série de golpes ferozes e cruéis. Ninguém sabe quem foi o autor do crime, mas todas as suspeitas pairam sobre Mavis — a melhor (Fonte: Skoob) 

Comentários:
E com outro livro da Série Mortal continuo acompanhando a história de Eve e Roarke e me envolvendo com esses personagens, e com Eternidade Mortal dei mais um passo para dentro dessa trama que tem me agradado tanto.

Neste livro teremos outro caso e um pouco mais da vida pessoal dos personagens principais. O caso dessa vez está relacionado com a vida pessoal de Eve, agora ela tentará ajudar sua amiga Mavis, agora acusada de assassinato de uma modelo famosa. Isso já seria difícil e se complica cada vez mais conforme a trama envolve outros aspectos que a investigadora terá que entender e resolver.

Além das dificuldades enfrentadas no caso, Eve também precisa se achar em sua vida pessoal, após aceitar o pedido de casamento de Roarke ela tem que se encaixar melhor nesse novo papel, uma noiva prestes a se casar, ver sua vida mudada, e realmente aceitar o amor e tudo o que vem com ele.

Gostei muito desse livro, sempre tenho medo que durante essas séries os personagens em algum momento percam sua força ou sua identidade, e isso não acontece, na verdade após conhecermos um pouco mais sobre Eve ela se concretiza cada vez mais em suas características. Roarke ainda é um mistério, as revelações sobre ele ainda são bem sutis e em quantidade reduzida. Em relação aos personagens outro ponto positivo é que conforme a série vai se desenvolvendo os coadjuvantes vão ganhando força; adorei Peabody, ela é tão durona quanto Eve, mas ainda possui tiradas engraçadas e respostas certeiras formando uma boa dupla com a tenente. Mavis também tem um grande destaque e é um contraste de Eve, com sua alegria e despreocupação, até Summerset tem um espaço maior neste livro.

A narrativa continua envolvente, e desta vez o crime se mostrou mais complexo que os anteriores, com mais elementos e pessoas envolvidas, agora toda uma trama está envolta ao mundo dos modelos e artistas, drogas, poder e dinheiro. Dessa vez o final me pegou totalmente desprevenida, não cheguei nem perto da solução do crime.

Teve apenas duas coisas que me incomodaram um pouco nesse livro. A primeira foi a teimosa resistência  de Eve em aceitar seus sentimentos, consigo entender tudo o que ela passou,que ela não se envolvia com ninguém antes, mas depois de assumir seus sentimentos em Glória Mortal achei que agora seria um pouco mais natural. A segunda é que há uma grande descoberta sobre a infância de Eve, totalmente marcante, mas que não ganhou a devida importância, tudo se resolveu rápido de mais.

A cada livro fico mais empolgada e envolvida com essa série e já estou preparando a leitura do próximo volume, totalmente ansiosa por Êxtase Mortal.

Série Mortal: 

  1. Nudez Mortal 
  2. Glória Mortal
  3. Eternidade Mortal 
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimônia Mortal
  6. Vingança Mortal
  7. Natal Mortal
  8. Conspiração Mortal
  9. Lealdade Mortal
  10. Testemunha Mortal 
  11. Julgamento Mortal 
  12. Traição Mortal 
  13. Sedução Mortal 
  14. Reencontro Mortal 
  15. Pureza Mortal 
  16. Retrato Mortal 
  17. Imitação Mortal 
  18. Dilema Mortal
  19. Visão Mortal
  20. Sobrevivência Mortal
  21. Origem Mortal
  22. Recordação Mortal







Título Original: Immortal in Death
Autor: J.D. Robb
Editora: Bertrand
Ano: 2009
Número de páginas: 385
Avaliação: 4,5/5 

5 de fevereiro de 2015

[Livro] Mares de Sangue – Scott Lynch



Sinopse:
Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro. (Fonte: Skoob)

Comentários:  
Em Mares de Sangue continuamos acompanhando Locke e Jean em suas aventuras como nobres vigaristas, eu estava bem curiosa para descobrir os rumos que eles tomariam e a história apresentada me prendeu, mas esperava mais em alguns aspectos dos livro.
Nesta nova parte da vida dos dois nobres vigaristas eles continuam com seus planos e armações, mas a narrativa não começa com eles tão ativos assim, e sim logo depois dos acontecimentos em Camorr, com Locke bem ferido e os dois tentando fugir e se safar de todos os seus perseguidores. Não vou contar mais o que aconteceu entre o tempo da fuga de Camorr até eles voltarem a ativa, mas eles conseguem se recuperar e armar um novo plano.
Em outra cidade com um novo alvo os dois programam um enorme golpe mas no meio disso são interrompidos por alguém que tem um plano diferente para eles e com isso acabam no meio do mar, lutando e se aventurando por lugares não passados antes.
A narrativa continua seguindo o estilo do primeiro livro, não linear dando o efeito para os golpes de Locke, primeiro acontece uma situação depois um flashback para fornecer explicação ao leitor, e isso prende a leitura e mantém um bom ritmo, não vou negar que há alguns momentos “mornos”, mas logo algo acontece e o ritmo acelera mais uma vez.
Gostei de ambas as situações mostradas neste livro, como uma pessoa que ama filmes de grandes golpes ou roubos, o fato de o plano inicial deles ser um roubo a um cassino me deixou especialmente interessada, considerando um cenário medieval regado a artefatos e alquimias fiquei curiosa em como eles realizaram o roubo. E segundo cenário é a viagem ao mar, no começo fiquei um pouco incomodada com os termos técnicos, mas Scott Lynch usa de um bom artifício para explicar tanto para os personagens como para o leitor alguns termos e o restante acontece naturalmente.
Jean e Locke agora estão mais unidos mas também com alguns conflitos entre eles, o que é normal considerando tudo o que passaram no livro anterior. Além deles novos personagens são apresentados e gostei muito de alguns, na verdade, algumas; personagens femininas entraram nessa história e foi um toque especial, pois elas são fortes e bem marcantes na história.  E aqui faço uma resalva que é para reclamar um pouquinho que eles continuam falando de Sabeta, mas não aprofundam nem explicam nada, espero que o mistério sobre ela se resolva nos próximos livros.
Porém mesmo ficando envolvida com a leitura alguns pontos não me agradaram e o principal foi a estrutura dos casos, pois foi uma repetição do primeiro, os pontos, as reviravoltas, a forma como as coisas aconteceram é bem parecida com a do livro anterior, por mais que o final tenha surpreendido mesmo nele há certa semelhança. Isso não prejudicou tanto a leitura, mas alguns acontecimentos perderam o fator surpresa pra mim.
Scott Lynch fechou esse livro de um modo que fiquei bem ansiosa para descobrir os rumos dessa história e continuar acompanhando os golpes dos Nobres Vigaristas.

Série Nobres Vigaristas:

  1. As Mentiras de Locke Lamora
  2. Mares de Sangue
  3. The Republic of Thieves
  4. The Thorn of Emberlain


Título Original: Red seas under red skies
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de páginas: 511
Avaliação: 4/5 

1 de fevereiro de 2015

[Filme] Boyhood - Da Infância à Juventude


Sinopse:O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

Comentários:
Boyhood era um dos filmes dessa maratona que mais estava curiosa para ver, principalmente pelo fato de ele ter sido filmado por 12 anos e eu queria muito conferir esse trabalho que demorou tanto a ficar pronto.

No início fiquei um pouco cética em relação ao filme, ele começou em um ritmo lento e mostrando a vida de uma família, mas conforme ele continua ver os personagens (e os atores) realmente envelhecendo e a mudança real na vida deles e nos ambientes foi me prendendo cada vez mais até que se torna quase impossível não se envolver com todos eles, é como acompanhar o crescimento e mudanças de alguém conhecido. 

Com quase três horas de duração o filme vai trazer a vida em sua simplicidade, conflitos, dúvidas, em fim tudo. Esse é o foco de tudo, o crescimento, a evolução e as mudanças. Acompanhamos uma família (pais divorciados e seus dois filhos) em uma passagem de tempo de 12 anos e como eles lidam com a situações, tentam se achar no mundo e definir seu destino. A mãe tentando acertar a própria vida e cuidar de seus filhos, o pai que depois de sumir por um tempo quer voltar a participar da vida daqueles que deixou pra trás e as crianças que crescem com isso. 

O filme tem sua base na simplicidade, as tomadas, as situações e a passagem de tempo, na verdade tudo foi feito para parecer como a vida de quem está assistindo, para que haja uma identificação, você possa se ver em algum deles ou em todos, já que também crescemos. 

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram os diálogos próximos do final, em que há uma reflexão sobre o que realmente nos muda, o que está tão pré-estipulado para ser realizado que não cogitamos outro caminho e também podemos seguir alguns rumos e por fim não nos acharmos de qualquer jeito. 

Um filme que me fez refletir e gostei, mas no fim fiquei me questionando que se ele não fosse filmado por 12 anos, se tivessem trocado os atores na passagem do tempo, ou se as referencias temporais mostradas tivessem sido filmadas em uma tomada só ele teria tanto peso quanto tem. 






Título original: Boyhood
Duração: 166 min.
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater
Elenco: Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan Hawke, Lorelei Linklater, Zoe Graham, Nick Krause, Evie Thompson, Chris Doubek
Distribuidora: Universal
Ano: 2014
Avaliação: 4/5

29 de janeiro de 2015

[Livro] Glória Mortal – J. D. Robb



Sinopse:A primeira vítima foi encontrada caída na calçada, na chuva. A segunda foi morta no próprio prédio onde morava. A tenente Eve Dallas, da Polícia de Nova York, não teve dificuldades para encontrar uma ligação entre os dois crimes. As duas vítimas eram mulheres lindas e muito bem-sucedidas, mas que mantinham relações que poderiam provocar suas mortes. Suas vidas glamourosas e seus casos amorosos eram assunto na cidade, assim como suas relações íntimas com homens poderosos e riquíssimos. Livro escrito por J.D. Robb - pseudônimo da escritora norte-americana Nora Roberts. (Fonte: Skoob)

Comentários: 
Neste novo livro da Série Mortal os personagens de Nudez Mortal retornam para resolver um novo caso, um novo crime e Eve e Roarke agora precisam lidar com o fato de que realmente estão juntos. Glória Mortal continuará a base criada no primeiro livro e ainda trará o melhor do que nos foi apresentado anteriormente. 
A história continua um pouco depois dos acontecimentos do livro anterior, Eve Dallas está tentando se adaptar ao relacionamento surpreendente com Roarke até que tem que assumir um caso complicado, uma promotora conhecida e conceituada é encontrada assassinada com um corte na garganta em uma área suspeita da cidade, além de já ser um caso complicado por si só, ela ainda terá que enfrentar a ligação emocional de seu capitão com o caso. E quanto mais Eve investiga pior fica a situação.
Como se não bastasse a confusão do caso ela ainda tem que lidar com seus sentimentos recém-descobertos e tentar balancear a mulher com a policial, e isso irá afetar seu recente relacionamento com Roarke. 
A narrativa de J.D. Robb continua tão fluída como antes, o caso se desenvolve naturalmente, consegui acompanhar a evolução da investigação junto com Eve, a cada pista criava uma nova suspeita e apesar de ter chutado quem era o assassino certo antes do fim, isso não perdeu o encanto pois toda a investigação é bem amarrada e as pistas são entregues tanto aos personagens como ao leitor  progressivamente conforme o caso se desenvolve, e não em um jorro no final como costuma acontecer com algumas tramas. Uma ressalva que senti neste livro foi o uso de um motivador do crime que já tinha sido elemento da trama anterior e eu esperava uma novidade nessa área, porém isso não desmerece o conteúdo da obra. 
Agora com o relacionamento confirmado o espaço para o romance no livro aumentou, há mais narrativas de cenas de amor, discussões entre os dois e um pouco (bem pouco) sobre o passado de Roarke, e assim ambos ganharam mais profundidade, é possível entender a relutância de Eve em se entregar a um relacionamento e a frustração de Roarke e como eles vão conseguir lidar com isso. Outro ponto positivo é que outros personagens ganharam mais espaço, como o capitão de Eve e Feeney que são retomados nesse segundo livro. 
Com uma trama elaborada e um final surpreendente continuo bem empolgada com a leitura da Série Mortal, agora é ir para o próximo, então que venha Eternidade Mortal. 


Série Mortal: 

  1. Nudez Mortal 
  2. Glória Mortal
  3. Eternidade Mortal 
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimônia Mortal
  6. Vingança Mortal
  7. Natal Mortal
  8. Conspiração Mortal
  9. Lealdade Mortal
  10. Testemunha Mortal 
  11. Julgamento Mortal 
  12. Traição Mortal 
  13. Sedução Mortal 
  14. Reencontro Mortal 
  15. Pureza Mortal 
  16. Retrato Mortal 
  17. Imitação Mortal 
  18. Dilema Mortal
  19. Visão Mortal
  20. Sobrevivência Mortal
  21. Origem Mortal
  22. Recordação Mortal 






Título Original: Glory in Death
Autor: J.D. Robb
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2009
Número de páginas: 364
Avaliação: 4,5/5 

28 de janeiro de 2015

[Filme] Whiplash - Em Busca da Perfeição


Sinopse:O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.


Comentários: 
Como expliquei no post de apresentação desse desafio, decidi fazer uma maratona do Oscar 2015 e escolhi começar com um filme que eu já estava interessada em ver: Whiplash – Em busca da perfeição, e não poderia ter tido início melhor, amei o filme. 
Assim que o filme começou eu imaginei que seria mais uma daquelas histórias de superação de limites e busca de sonhos, que em alguns aspectos está até batido, porém fui totalmente impressionada. Não que esses temas não sejam o foco, pois são, mas o jeito com que foi abordado, os personagens, a trama, o final, enfim tudo foi um diferencial que prova que pode haver inovação em ideias que já foram trabalhadas antes.


O foco é em Andrew, um baterista jovem e cheio de ambição que busca se tornar o melhor e em Fletcher um mestre do jazz que irá além dos limites para buscar os melhores, trazendo a reflexão uma discussão tão antiga quanto conhecida, qual o limite em se incentivar alguém. Fletcher tem meios pouco ortodoxos de fazer com que Andrew sempre mostre seu melhor: grita, humilha e o faz trabalhar até o suor, sangue e lágrimas. Porém ele realmente extrai o melhor de seu pupilo colocando em voga que nem sempre um tratamento afável é o melhor para fazer as pessoas evoluírem. 

E em meio a esse debate surgiu uma frase que me marcou muito para essa reflexão: “Não há palavras mais nocivas do que ‘bom trabalho’”. 
A representação dos personagens principais foi uma das características que gostei a interação entre eles é magnífica. O trabalho de Miles Teller e JK Simmons está muito bom é possível realmente os ver no papel, entrar no filme, os dois se enfrentam e se desafiam a todo o tempo. 
Há também a dualidade dos dois em pauta: Flecher é um sacana, como  esperado, porém fugindo do estereótipo do aluno bonzinho, Andrew tem vários defeitos; sim, ele é levado além de suas forças, mas possui muita ambição e não mede seus atos para chegar onde quer, resumindo,  eles se odeiam e se admiram, são a dupla perfeita. 

O ritmo do filme é intenso e tenso, e isso justifica sua curta duração, quando piscamos a história já acabou e estamos suando tanto quanto Andrew. Confesso que me segurava a cada bronca (ou crise, ou ataque histérico, depende de como você quer definir) de Fletcher e me deliciava e ficava boquiaberta com cada solo de bateria, o fim me deixou em suspenso por um tempo, tanto que tive que confirmar com uma amiga se era assim mesmo, mas ele mantém o clima criado em toda a história. 

Como primeiro filme dessa maratona ele me impressionou bem e eu gostei muito, enredo já conhecido, mas representado de maneira excelente e surpreendente. 





Título original: Whiplash
Duração: 109 min.
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Melissa Benoist, Paul Reiser, Austin Stowell, Jayson Blair, Damon Gupton, Kavita Patil
Distribuidora: Columbia Tristar
Ano: 2015
Avaliação: 5/5

27 de janeiro de 2015

[Por ai] Exposição Castelo Rá Tim Bum


Poder entrar em um lugar em que está guardada sua infância, que as paredes lembrem tempos passados e que você seja inundado de toda uma nostalgia. Foi assim que eu me senti ao entrar na exposição do Castelo Rá Tim Bum que estava em exibição no MIS, em São Paulo.

Gostaria de ter feito esse post antes para recomendar fortemente a visita, porém eu mesma só consegui ir à exposição na última semana, sempre lotada e muito visada conseguir ingressos era sempre uma jogada de sorte e risco. Só para ilustrar eu e a Milena fomos na última quinta-feira (22/1), chegamos no MIS às 9h30, conseguimos comprar os ingressos às 15h (sim, mais de cinco horas de fila) para entrar às 17h, como podem imaginar ao chegar o momento de entrar estava com as expectativas altas (afinal teria que valer a pena todo o esforço) e morta de cansaço, mas só de ver a entrada da exposição, que tem a porta do castelo com o porteiro tudo foi esquecido e fiquei cada vez mais encantada em cada novo ambiente em que entrava, só lembrei do quanto meus pés estavam doendo quando sai rs.


A exposição conta com réplicas completas de ambientes, objetos originais, figurinos além de áudios e vídeos. Os ambientes são bem organizados e sinalizados, eles conseguiram trazer todos os personagens e elementos do programa, eu pelo menos não senti falta de nada.


Os ambientes são um dos fatores que mais encantaram, pois se não estavam sendo reproduzidos exatamente como o original (sendo esse o caso da sala de estar, o quarto do Nino, a sala de música, entre outros) eles traziam elementos simbólicos e marcantes (como o laboratório do Tibio e Peroneo, o quarto da Morgana, a biblioteca e outros) foi possível conseguir se sentir dentro do programa tornando o castelo fosse real.

Outra grande surpresa foram os figurinos, eles trouxeram o de todos os personagens, as roupas ficavam em manequins e completavam os ambientes. Até os bonecos foram lembrados, como o gato, o mau,  flip flap, enfim, todos.
A única coisa que eu não gostei muito foi que no dia em que fui tinha muita gente (mas muita gente mesmo), então ficou um pouco complicado aproveitar os ambientes, tirar foto e circular, e ainda tinham filas grandes para tirar fotos com alguns personagens, como a Celeste e o porteiro.


Encantadora e algo que não vou esquecer, realizar um sonho infantil mesmo depois de adulta, entrar, tirar fotos, cantar as músicas, lembrar de episódios, com certeza valeu a pena todo o esforço, gostaria que ela durasse mais para poder visitar outras vezes. 
A exposição estava sendo realizada no Museu da Imagem e Som (MIS) de 16 de julho de 2014 a 25 de janeiro de 2015.