31 de dezembro de 2013

[Filme] O Hobbit – A Desolação de Smaug

 Título original: The Hobbit : The Desolation of Smaug
Duração: 161 min
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Philippa Boyens e Guillermo del Toro
Distribuidora: Warner Bros
Ano:  2013
Avaliação: 5/5
Sinopse: 
Segunda parte da jornada de um hobbit pacato, Bilbo Bolseiro, que é convidado por um mago, Gandalf, a entrar numa aventura como ladrão, com mais 13 anões. Eles precisam roubar Smaug, um dragão que há muito tempo saqueou o reino dos anões do avô de Thorin e que desde então dorme sobre o vasto tesouro. (Fonte: Cinemark)

Comentários: 
Tenho que dizer que esperei quase um ano para assistir a esse filme, a continuação da história de Bilbo e sua jornada junto aos anões e a Gandalf para poder livrar a montanha dos domínios do dragão Smaug. 

Os acontecimentos continuam do ponto em que o primeiro filme parou, mas com alguns acréscimos em que podemos ter várias partes da jornada explicadas, como o porquê que a comitiva de anões precisa de um ladrão e mais sobre o mau que está crescendo. 
Amei esse filme, mesmo com os acréscimos diferentes da história original (como a participação de Legolas e de Tauriel – personagem que nem existe no livro) ficou bem harmonioso e foi possível ver qual é a intenção de Peter Jackson ao fazer o Hobbit em três filmes, pois assim ele ligaria esse enredo ao de Senhor dos Anéis. 

Bilbo e os anões continuam sua jornada para tentar chegar às Montanhas Solitárias e até lá passam por várias aventuras, além de continuarem sendo perseguidos por orcs. Conforme a história vai se passando é possível ver as mudanças dos personagens, como Bilbo vai crescendo e evoluindo e como Thorin vai ficando cada vez mais ganancioso e diferente conforme a perspectiva de reaver seu trono vai ficando mais próxima. 
Como todos os filmes inspirados na obra de Tolkien a fotografia e os efeitos especiais são lindos, a parte gráfica está perfeita, o que dizer de Samaug, o dragão, está totalmente realista e a dublagem de Benedict Cumberbatch foi sensacional. 

Como um todo gostei bastante desse filme, mas deixo duas ressalvas, a primeira é que tinha cenas e diálogos do livro que gostaria muito de ver no filme porém  infelizmente não entraram, mas esse é o fardo de todas as adaptações. A segunda foi o corte final do filme, sei que a história termina com um cliffhanger para o próximo mas tenho que dizer que foi um pouco abrupto (ao ponto de várias pessoas continuarem na sala de cinema para ver se teria mais coisas após os créditos, inclusive eu). 

Agora é mais uma espera de um ano para poder assistir o final dessa saga, que comece a contagem regressiva rs. 

29 de dezembro de 2013

[Livro] A Queda de Lúcifer – Wendy Alec


Livro: A Queda de Lúcifer
Titulo Original: The Fall of Lucifer
Autor: Wendy Alec
Editora: Jangada
Ano: 2013
Avaliação: 1/5
Sinopse:
Um épico arrasador, ambientado em palácios celestiais opulentos e mundos infernais aterrorizantes, A Queda de Lúcifer conta uma epopeia mais antiga que o próprio universo, sobre demônios e anjos guerreiros, sobre amor obsessivo, traição e um mal antigo que não conhece limites. O próprio universo será abalado por uma guerra entre três irmãos angelicais – Miguel, Gabriel e Lúcifer. Uma guerra travada pelo maior prêmio do universo: a raça humana. (Fonte: Skoob)


Comentários:
Oi gente, essa resenha foi uma participação que fiz no blog da minha querida amiga Milena Cherubim, o Memories of the Angel, para saberem mais o que achei sobre o livro vejam os meus comentários .

25 de dezembro de 2013

[Livro] A Aventura do Pudim de Natal – Agatha Christie

Livro: A Aventura do Pudim de Natal
Titulo Original: The Adventure of the Christmas Pudding
Autor: Agatha Christie
Editora: L&PM
Ano: 2012 (ano da edição lida)
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:
Primeiro, foi o aviso sinistro para que Poirot não comesse pudim de passas... Depois, a descoberta de uma cadáver dentro de uma baú... Em seguida, uma briga, ouvida por acaso, que levou a um assassinato... Também o estranho caso do homem que alterou seus hábitos alimentares e morreu... E o mistério da vítima que sonhou com o próprio suicídio. Qual a ligação entre esses seis casos espantosos? (Fonte: Skoob)





Comentários:  
Oi gente, aproveitando a data mais que propícia, hoje trago a última resenha do desafio literário desse ano, com um tema que também vem muito a calhar, natal, com isso decidi ler A Aventura do Pudim de Natal, da Agatha Christie. 
Este livro é uma coletânea de contos da rainha dos romances policiais, Agatha Christie, em que a própria autora explica no prólogo que montou esse antologia para lembrar os natais de sua infância. Porém o único conto que realmente ocorre no natal é o primeiro, mas isso não desfavorece de forma alguma os demais. 
Fazia anos que não lia nada de Agatha Christie, apesar de ter sido uma das minhas leituras mais recorrentes quando era mais nova, e por isso tive uma sensação quase nostálgica ao ler os contos, o que foi um bom presente de natal. 
No primeiro conto – A aventura do pudim de natal – Poirot terá que desvendar o roubo de uma joia e para isso passará o natal junto de uma família complicada e que também está sofrendo um pequeno drama, a neta da dona da casa está envolvida com um sujeito não muito legal. A grande reviravolta desse conto é que ele se inicia tratando da joia roubada, depois passa para o drama familiar, e quando o leitor quase se esqueceu da joia ela retorna a história. Um desfecho um pouco previsível, mas gostei como a história é tratada. 
Depois vem O mistério da arca espanhola, mais um conto em que Poirot terá de desvendar um assassinato bem peculiar, como podem ser muitos os suspeitos há inúmeras reviravoltas e o desfecho é inesperado, foi o conto que mais gostei. 
Poirot sempre espera é outro conto que vai envolver um assassinato em que o suspeito é da família, mais uma vez a autora lida com múltiplos suspeitos e várias reviravoltas, gostei da técnica que o detetive usou para descobrir o real assassino. 
Os contos Vinte quatro melros e O sonho são contos mais curtos, também com Poirot e por isso o desenvolvimento me pareceu um pouco corrido e com elementos comuns nos dois. 
A extravagância de Greenshaw é o último conto do livro e traz Miss Marple para investigar um crime que envolve uma herança e uma casa bem bizarra, outro conto curto em que Miss Marple só tem uma pequena participação no fim e sem muitas explicações de como se chegou a resolução do crime.  
Foi a primeira vez que li contos da Agatha Christie e percebi que gosto bem mais dos romances, em que ela tem mais “espaço” para desenvolver as tramas e as investigações, mas os contos são uma leitura rápida e uma boa pedida para aqueles que querem conhecer a autora. 
Uma leitura tranquila e uma boa escolha, adorei fazer o desafio literário esse ano, me mostrou muitas leituras que talvez eu não fizesse em outra situação e vou sentir falta dele ano que vem.

“Às vezes as mulheres precisam mentir. Têm que se defender, e a mentira pode ser uma arma poderosa. Mas há três pessoas para as quais uma mulher deve sempre dizer a verdade: ao seu confessor, ao seu cabeleireiro e ao seu detetive particular, se confia nele.” p. 76


20 de dezembro de 2013

[Sorteio] Férias Premiadas 2014




Ano Novo, Verão, Férias... Quer coisa melhor do que isso? Que tal então começar 2014 com vários presentes sendo entregues na sua casa? Presentes que vão rechear a sua estante? Bom né? Então não perca tempo e participe da Promoção "Férias Literárias 2014".
São vários livros divididos em 4 kits, encontre o seu preferido e participe! Ou participe de todos, aqui pode!

Kit Sobrenatural:
O Maravilhoso Mundo da LeituraBruxos e Bruxas;
Codinome Leitora: Sereia e Encanto;
Fábrica dos Convites: Eternamente;  

Kit Variado:
Saleta de leitura Ouro, Fogo & Megabytes ;
Alegria de ViverEm Busca de um Final Feliz;
Vitrine de promoções: Viva para Contar;  


Kit Romance:
Yume e os LivrosMorte Súbita;
Ponto LivroO Amor Mora ao Lado;
Blog da Yassui:  Série Antes de Serem Deixados para Trás;
Lost Girly GirlO Perfume da Rosa;  

Kit Romance 2:
Memories of the AngelA Jornada;
Olhos de Ressaca: O Céu Está em Todo Lugar;
Cantinho da Gladys:  Tipo Destino; 

Para participar basta ter endereço de entrega no Brasil e seguir as opções obrigatórias de cada formulário. As outras chances são opcionais:


Kit Sobrenatural:

a Rafflecopter giveaway





Kit Romance:



Kit Romance 2:


promoção termina dia 31/01/2014, e o ganhador terá 3 dias para responder ao e-mail enviado com seus dados de entrega. Cada blog é responsável unicamente pelo envio do livro que disponibilizou, e o mesmo tem até 60 dias para enviar o prêmio.

Agora é com vocês, boa sorte para todos!

14 de dezembro de 2013

[DDI] Porque a feira de livros da USP é amor...

A USP é uma universidade aqui de São Paulo que a cada fim de ano promove uma feira de livros com várias editoras e, o que mais me deixa empolgada, descontos realmente válidos. 
Neste ano só pude ir no último dia, sexta-feira, depois do expediente o que não me deixou com muito tempo para poder passear pela feira, perambular sem rumo, na verdade fui com um mapa e as editoras que queria ir já marcadas e na rota, mas nem por isso foi uma experiência menor, foi totalmente empolgante e um pouco prejudicial aos meus bolsos rs. 
A primeira editora que passei foi a Cosac Naify pois os livros que mais queria estariam lá e foi simplesmente uma festa, descontos muito bons e sai de lá com os dois livros que queria mais um: Antologia da Literatura Fantástica, Os Miseráveis e O apocalipse dos trabalhadores. 

Depois passei na editora Aleph e comprei um livro que estava namorando há um tempo: Fluam, minhas lágrimas, disse o policial. 

E por fim na saideira da feira passei na editora 34 e levei o Duas Narrativas Fantásticas. 

Agora me sinto como uma criança feliz e já pensando na do ano que vem. 



DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez

10 de dezembro de 2013

[Livro] Corações Feridos – Louisa Reid

Livro: Corações Feridos
Titulo Original: Black heart blue
Autor: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade? (Fonte: Skoob)


Comentários:  
Um livro denso, pesado e que aborda um tema que a maioria das pessoas não gosta de tratar, abuso familiar. 
Antes de iniciar a leitura eu já tinha visto algumas resenhas e ouvido comentários de amigos que já tinham lido o que me fez achar estar preparada para o que iria encontrar, mas alguns aspectos me foram uma surpresa e um choque ao pensar que um ambiente familiar, onde por definição se esperaria que fosse seguro poderia se tornar algo tão diverso. 
O livro começa sendo narrado por Rebecca que está no velório de sua irmã gêmea Hephzibah e com a personagem afirmando que as duas eram bem diferentes, enquanto Hephzi era linda, extrovertida e chama atenção Rebecca possui uma deformação facial grave causada por uma síndrome, é fechada e reservada e que sua irmã morreu devido a algum aspecto sombrio da vida das duas. 
A partir deste ponto a narrativa segue dividida entre os relatos de Rebecca após a morte de sua irmã e os da própria Hephzi antes de sua morte e com isso o leitor pode ter todo o panorama da história terrível das duas que viviam um terror pessoal, uma família de pais abusadores e fanáticos religiosos. As cenas de violência são descritas por elas e talvez isso gere mais impacto do que se fosse um terceiro ponto de vista, pois é possível perceber além de toda a dor e humilhação que as duas sofrem a confusão de não entenderem o porque passam por isso, o que leva seus pais, figuras que deveriam protegê-las, as tratarem com tanta raiva e violência. 
Das duas irmãs me comovi mais com Rebecca, pois a personagem era a que mais sofria com seus pais que a agrediam tanto física quanto psicologicamente, ela protegia a irmã mesmo sabendo que iria sofrer bem mais. Porém ao fim do livro pensei um pouco sobre Hephzi e pude entender suas atitudes em certo nível, muitas vezes a achei um tanto quanto superficial, mas ao pensar no ambiente em que ela foi criada é fácil entender a sua grande necessidade de uma “normalidade”e que qualquer rota de fuga pode ser válida. 
Apesar de ser um tema pesado a narrativa é fluída e rápida, os capítulos não são longos e as histórias tanto do antes como do depois são tão cheias de tensão que a leitura ganha grande velocidade. Muitos dos questionamentos de indignação abordados no livro foram coisas que fiquei me perguntando, como ninguém interfere? Como elas não contaram a alguém? E mais tantas outras dúvidas, mas foi só pensar que muitos casos como esses acontecem na vida real e como a própria personagem comenta muitas pessoas não querem ter que sair de sua zona de conforto e enfrentar esse tipo de horror dos outros, mas também mostra que há gente disposta a mudar isso. 

8 de dezembro de 2013

[Livro] A casa dos espíritos – Isabel Allende

Livro: A casa dos espíritos
Titulo Original: La casa de los espiritus
Autor: Isabel Allende
Editora: Bertrand
Ano: 1991 (ano da minha edição)
Avaliação: 5/5
Sinopse:
Bestseller internacional considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana, "A Casa dos Espíritos", romance transcendental de Isabel Allende, conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices. (Fonte: Skoob)


Comentários:  
Para mim, foi uma das poucas vezes em que o realismo fantástico se provou mais real e humano que uma biografia. Isabel Allende não nos conta apenas a história de uma família, mas de um povo, de uma nação, de um momento histórico. 
Essa foi uma das escolhas despretensiosas que fiz para o Desafio Literário (sim está atrasado mais uma vez, mas esse livro exigiu um cuidado, um carinho e um tempo maior de leitura que cedi sem questionar) quando vi que o tema era sobre livros que já tinham sido proibidos e vi que A Casa dos Espíritos estava na lista decidi por essa leitura por simplesmente já ter ouvido falar e fiquei curiosa, por fim, foi uma das minhas melhores leituras. 
Neste livro Isabel Allende irá contar toda a história da família Trueba, a começar por Esteban Trueba, um homem simples que fez tudo para subir na vida se tornando um homem duro, agressivo, tradicionalista e democrata, sendo ele o eixo central para o restante, como Clara, a clarividente, sua esposa e o personagem que carrega grande parte da fantasia da história, ela possui o dom de falar com os espíritos, mover objetos com a mente, prever o futuro e tantas outras habilidades que ela vai demonstrando ao decorrer da história e a narrativa segue por seus filhos e culmina em sua neta Alba, que é o oposto de seu avô, mas ambos acabam por serem participantes da parte mais densa e mais bonita da história. 
No início o que mais me gerou estranhamento durante a leitura foi o que mais me cativou no fim, que é justamente o estilo narrativo de Isabel Allende que se utiliza de múltiplos narradores durante a história, um narrador em terceira pessoa, a narrativa de Esteban Trueba e no fim há também a narrativa de Alba, e essa troca de narradores muitas vezes não tem demarcação durante o texto, o que causa o estranhamento, mas assim que se pega o ritmo da leitura é o que mais encanta, pois além de criar vários pontos de vista é possível ter empatia com personagens, ver pontos serem abordados por perspectivas diferentes, o que normalmente em uma narrativa em terceira pessoa não aconteceria.
Os personagens são um show a parte que Isabel Allende traz ao leitor, por trabalhar a evolução de uma família é necessário muitos personagens e quando um autor tem que trabalhar com um elenco tão grande, muitas vezes algum é esquecido durante o caminho ou não é bem trabalhado o que não acontece em momento nenhum neste livro, os personagens são bem trabalhados, vão evoluindo e ganhando espaço e mais do que dar um destino a eles Allende dá um propósito, não há personagem que aparece levianamente, todos tem um porquê de ser e estar no momento em que aparecem. 
Este livro me encantou por todos os seus aspectos, a narrativa de Allende, o enredo, o pano de fundo, os personagens, o suave traço de fantástico, enfim, tudo, e a considerar que este é o romance de estreia da autora não posso estar menos do que empolgada para ler seus outros livros. 




2 de dezembro de 2013

[DDI] Ah, e novembro…

Há um tempo vi no face uma frase que dizia que novembro é a quinta-feira do ano e para mim foi totalmente verdade, novembro foi um mês movimentado corrido e emocionante, uma boa preparação para o mais corrido ainda último mês do ano. 

Livros lidos: 
Em novembro consegui retomar um pouco meu ritmo de leitura que tinha perdido totalmente em outubro, comecei o mês terminando a leitura de O Garoto no Convés, de John Boyne (resenha em breve), amei esse livro confirmando mais uma vez meu gosto pela narrativa suave de John Boyne, depois foi a vez de Os Adoráveis, de Sarra Manning (resenha) não gostei muito do livro, mais devido a uma falta de identificação do que realmente falha da narrativa, continuei o mês com Mago Aprendiz, de Raymond E. Feist (resenha), primeiro livro da editora estreante a Saída de Emergência, o livro não me conquistou totalmente, mas estou curiosa para saber o rumo da história nos próximos volumes da série. Fechando o mês estou lendo A Casa dos Espíritos, da Isabel Allende, este livro deveria ser minha leitura de novembro do Desafio Literário, porém como estou atrasando as últimas resenhas não poderia deixar de fazer com esse também rs, a narrativa me pegou desprevenida por ser bem louca e totalmente sem linearidade, mas a história está interessante. 

Livros recebidos/comprados: 
Esse mês recebi da editora Arqueiro/Saída de Emergência o livro A Corte do Ar, de Stephen Hunt, o projeto gráfico desse livro está lindo, a capa é maravilhosa, estou bem ansiosa com a história, meu primeiro livro Steampunk. Recebi A Queda de Lúcifer, de Alec Wendy da editora Jangada, parceira do blog Memories of the Angel, e o livro é para uma participação no blog da Mi. Por fim a editora Novo Conceito me enviou os livros O Presente, da Cecelia Ahern; Esconda-se, da Lisa Gardner e A Casa do Céu, de Amanda Lindhout e Sara Corbett. Apesar de novembro ser o mês da Black Friday eu mal comprei livros, consegui me conter, comprei A Casa dos Espíritos da Isabel Allende, a antologia de contos Segredos de Família e Boneco de Neve, do Jo Nesbo. 


Quadrinhos: 
Estou acompanhando a coleção da Salvat de histórias clássicas da Marvel (logo mais faço um post só sobre essa coleção) e esse mês foram lançados Capitão América – Tempo Esgotado e O Espetacular Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven. Não lia mangás há muito tempo e decidi voltar o hábito, para começar comprei o The Innocent, logo mais vou ler. 




Filmes: 
Não sou uma grande frequentadora de cinema, apesar de amar ver os filmes na telona, mas esse mês foi uma exceção com a estreia de dois filmes que queria muito ver, o primeiro foi Thor: O Mundo Sombrio (resenha) e o segundo foi E Chamas (resenha)- que pro falta de uma fui assistir duas vezes. Não vi nenhum filme em casa esse mês :(


Teatro:
Esse mês foi o mais esperado do ano para mim, sou uma amante de musicais e não poderia estar menos do que empolgada para assistir ao musical do O Rei Leão (resenha) e amei.

Séries: 
Finalmente terminei de ver Fringe (resenha em breve) estava com muito medo do fim mas meus temores não se concretizaram. Me atualizei nas novas temporadas de Castle e Lost Girl e comecei a assistir Marvel: Agents of S.H.I.E.L.D., com as séries que já acompanhava estou bem empolgada e com a da Marvel ela é morninha, mas vou continuar assistindo pois acho que a séries será uma ligação entre os filmes, eu acho.

Música: 
Em São Paulo, no fim deste mês a GVT produziu um show em tributo ao Cazuza, e a grande surpresa era que o show teria o recurso do holograma 4D do cantor, e posso dizer que estar lá foi de outro mundo, foi como se por alguns momentos ele realmente estivesse lá no palco, e como tinha colocado no face, o poeta está vivo.


Extras: 
Depois de um encontro silencioso com um bookaholic em pleno horário de almoço (post) para aqueles que moram em São Paulo, em comemoração aos 50 anos das histórias da Mônica, está acontecendo o Mônica Parede, estátuas da personagem de quadrinhos foram espalhadas pela cidade em várias formas diferentes e eu não podia fazer menos do que caçar algumas por ai para tirar fotos, essas cinco estão na Avenida Paulista mais ainda quero fotos com outras, então a caça continua.


E que venha a sexta-feira do ano, ou melhor, dezembro.

DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez. 

30 de novembro de 2013

[Livro] Mago Aprendiz– Raymond E. Feist

Livro: Mago Aprendiz
Titulo Original: The Magician
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2013
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos. (Fonte: Skoob)


Comentários:  
Mago, livro de estreia da editora Saída de Emergência.
Assim que soube que a editora portuguesa Saída de Emergência, em parceria com a editora Arqueiro, iria trazer vários títulos de fantasia para o Brasil dei pulos de alegria e logo quis ler Mago, o primeiro livro dessa leva. 
Meus sentimentos em relação a esse livro ainda são meio contraditórios, por um lado fiquei feliz de ler uma história de fantasia fora do padrão atual, apesar de ter elementos básicos como elfos e anões o autor trabalhou o enredo de forma diferente, e por outro lado fiquei decepcionada, pois me deixei levar pelo título achando que teria muita coisa sobre magia e não foi o que aconteceu. 
O foco da história é quase todo no garoto Pug, um órfão que vive no reino de Crydee e está próximo a enfrentar seu Dia da Escolha, em que cada garoto será selecionado por mestres para seguir um ofício e por força do destino Pug acaba como aprendiz do mago Kulgan e isso muda o rumo de sua vida. 
No meio de seu amadurecimento um episódio muda o rumo de todos os personagens, uma invasão de seres estranhos, diferentes de tudo o que já foi visto que mudam toda a rotina e trajetória dos reinos e dão o rumo a história. 
A narrativa de Raymond E. Feist foi um pouco confusa para mim, ele é extremamente descritivo e leva a história para caminhos diferentes, não sendo possível prever o que pode acontecer. A parte confusa foi que muitas vezes os fatos não tinham muita ligação, ele mostra jogadas políticas porém não dá continuidade, mas isso ainda pode ser desenvolvido nos próximos livros. 
Os personagens foram os elementos que mais me chamaram a atenção durante a narrativa. Arutha e Lyam, filhos do rei, são personagens fortes e de presença (pela descrição física, apenas pela física, me lembraram Thor e Loki) e Tomas, melhor amigo de Pug, tem uma boa reviravolta que me deixou bem curiosa para os próximos livros. 
Essencialmente, acho que este livro foi mais uma apresentação para os próximos, não me encantei como achei que iria, achei a narrativa pouco elaborada, mas estou curiosa para saber o rumo que a história terá. 

26 de novembro de 2013

[Teatro] Musical – O Rei Leão


Se eu precisasse definir o musical do Rei Leão com apenas uma palavra não sentiria nenhuma dificuldade: ele foi mágico. 
Não há definição melhor, o musical foi mágico, desde o instante em que começou a primeira cena até o encerramento fiquei de boca aberta e completamente extasiada. 

Quando vi que iriam fazer um musical de um dos desenhos que marcou minha infância não pensei duas vezes e logo quis ver, mas devido a vários fatores demorei quase um ano para conseguir assistir, porém digo que valeu a pena todos os dias de espera.
Logo de início tenho que comentar da produção que está linda, cada detalhe, cada animal, cada montagem estavam perfeitos. Uma das coisas que fiquei imaginando era como eles fariam para interpretar os animais, e a alternativa escolhida não poderia ser melhor, fantasias, cabeças de animais, pernas de pau, controle de bonecos, tudo contribuiu para o clima da história. Os cenários estavam lindos, apesar de não serem mega elaborados foi na simplicidade que o encanto se deu, as cores vivas, as estampas, tudo remetendo à savana. 

A história segue a do desenho, na verdade segue surpreendentemente o desenho, com algumas pequenas trocas de palavras as falas são as mesmas, para aqueles que assistiram o clássico da Disney é possível acompanhar os diálogos e as músicas. 
Uma tendência que tenho observado desde o musical de A Família Addams é a ambientação da história para o cenário nacional, por meio de falas ou músicas, como por exemplo em uma das falas de Zazu ele fica com medo de ser mandado de volta para Sorocaba, e em outro momento ele canta Prepara, o que rende vários risos. Tenho gostado muito dessas alterações, faz com que o musical fique com uma cara mais nossa, mais Brasil. 

Os atores não são muito conhecidos nos musicais, porém isso é apenas um mero detalhe, eles ficaram perfeitos nos papéis, cantaram, dançaram e entraram muito bem em seus personagens animais, um trabalho de atuação, música e corporal notável. 
Na plateia vi várias crianças o que provou para mim que O Rei Leão é mais uma das histórias da Disney atemporais. 
Ps: A lojinha é uma perdição, tem vários itens, um mais lindo que o outro, me acabei nela rs. 


21 de novembro de 2013

[DDI] Encontro bookaholic

O post de hoje é apenas uma pequena história, um desabafo, um jogar palavras ao vento depois de um dia pesado de trabalho, sobre um pequeno momento do meu dia que me deixou particularmente satisfeita: A felicidade de reconhecer alguém de sua mesma “espécie”. 

Quando digo espécie quero dizer um bookaholic, um viciado em livros, alguém como eu e a maioria dos meus amigos. 
Hoje em meu horário de almoço fui em um daqueles restaurantes em que é preciso dividir a mesa com pessoas desconhecidas devido a falta de espaço (uma das representações diárias da hiperpopulação de SP) e ao meu lado sentou um menino, parecia ser tímido, não levantava a cabeça além do necessário para poder comer, mas o que me chamou a atenção foi outro detalhe, ele colocou ao lado da bandeja um livro (Trono de Fogo do Riordan) e enquanto começava a comer olhava para a capa do livro como se estivesse ponderando. Até que desistiu de resistir, abriu o livro e começou a ler enquanto almoçava, como se aquela parte importante da história não pudesse esperar um mero detalhe fútil de nossa constituição orgânica como comer para ser lida, e ele devorava as palavras com mais gosto do que a própria comida. Na verdade ele mal percebeu quando o conteúdo de seu prato acabou, continuou lendo. 

Ri com o canto dos lábios antes de ir embora pensando “guri, eu te entendo” quantas vezes eu mesmo não abri o livro no horário do almoço porque precisava desesperadamente saber o que iria acontecer, abdiquei de horas de sono, perdi o ponto do ônibus ou a estação do metrô, não vi que o celular estava tocando entre tantas outras coisas. Sei como é estar nesse mundo a parte, nesse mundo que muda de cenário a cada livro lido. 

Sai do restaurante e fui resolver outras coisas, enquanto estava voltando do almoço, como se o destino risse dos meus pensamentos, cruzei com o mesmo guri mais uma vez, e nas mãos além do livro que estava lendo ele carregava a sacola do sebo que tem perto do meu trabalho com mais pelo menos três e quase gargalhando pensei “é, eu realmente te entendo” afinal esse sebo já angariou uma boa parte do meu salário com esse pequeno vicio. 
Sim, é bom cruzar com amantes de livros ao acaso e saber que nos reconhecemos nesse mundo louco. 


DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez. 

17 de novembro de 2013

[Filme] Jogos Vorazes: Em Chamas

Título original: The Hunger Games - Catching Fire
Duração: 146 min.
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Simon Beaufoy, Michael Arndt e Suzanne Collins
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2013
Avaliação: 5/5
Sinopse: 
O filme dará continuidade a história de Katniss Everdeen, depois que os tributos do Distrito 12 vencem os jogos. Na trama, enquanto uma rebelião contra a opressiva Capital é iniciada, Katniss e Peeta são obrigados a participar de uma edição especial dos Jogos Vorazes, o Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 anos. (Fonte: Cinemark)


Comentários: 
Simplesmente essa era uma das estreias que mais aguardei neste ano, meu nível de expectativa e ansiedade estava alto, não assisti muitos trailers nem vi muitas notícias, queria ser surpreendida e, com certeza, fui. Do começo ao fim do filme fiquei presa à tela e sai extasiada da sala do cinema. 

A história segue os acontecimentos do primeiro filme, após Katniss e Peeta voltarem dos jogos eles devem fazer a turnê dos vitoriosos pelos outros distritos porém as coisas se  complicam após Katniss descobrir que sua atitude no final do jogos acabou gerando uma onda de rebelião e ela é pressionada pelo presidente Snow para tentar conter os ânimos mas por fim ela verá que há muito mais que isso em jogo, com a nova edição dos Jogos ela percebe que deve lutar por ela e por todos. 



A produção do filme foi excepcional, Em Chamas é o livro que mais gosto da série e fiquei com medo de que eles não conseguissem passar a quantidade de eventos e detalhes da história, isso é comum em várias adaptações e nessa não foi diferente mas as escolhas de cenas e diálogos foram tão bem feitas que não gerou aquela sensação ruim de que faltava muita coisa. Os cenários estão perfeitos e mal tenho palavras para descrever a arena dos jogos que ficou bem como eu pensei. 

Os atores são um show a parte também, tudo que pudemos ver da atuação de Jennifer Lawrence (Katniss), Josh Hutcherson (Peeta), Elizabeth Banks (Effie), Woody Harrelson (Haymitch), Lenny Kravitz (Cinna) e Donald Sutherland (Presidente Snow) continuaram primorosas nesse e ainda com o acréscimo de Sam Claflin (Finnick), que apesar da minha implicância inicial com a escolha do ator para o papel, pois imaginava algo diferente ficou tão bem no personagem que nem lembro mais o que queria, Jena Malone (Johanna) que deu um brilho e um destaque a personagem maior do que ela teve no livro, roubou a cena algumas vezes e Philip Seymour Hoffman (Plutarch Heavensbee) que no livro não liguei tanto para o personagem mas no filme tem uma participação maior. 

Uma das coisas que mais gosto nos filmes de Jogos Vorazes é que por ser uma mídia diferente do livro é preciso ter um ponto de vista mais amplo então a história não é de Katniss como ocorre nos livros mas, apesar de o enfoque maior ser nela, é possível ver outros pontos de vista e os que mais me chamam a atenção são os do presidente Snow pois assim é possível ver o que ocorre “do outro lado” como as coisas que ele faz se justificam e seus planos. 

Ps: a única coisa que me deixou um pouco incomodada era que queria uma explicação um pouco maior sobre os Jogos Quartenários, fui assistir o filme com algumas pessoas que não tinham lido o livro e senti que essa parte ficou um pouco confusa para elas. 
Um filme muito bom para todos aqueles que gostaram de Jogos Vorazes. 

14 de novembro de 2013

[Livro] Os Adoráveis – Sarra Manning

Livro: Os Adoráveis
Titulo Original: Adorkable
Autor: Sarra Manning
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

Comentários:
Minha trajetória de leitura com Os Adoráveis foi um pouco tumultuada, com momentos de altos e baixos, algumas crispadas de nariz, resmungos e passagens que me prenderam e percebi que na verdade minha grande dificuldade foi gerada pela falta de empatia com a história e os personagens não tanto pela narrativa. 
Em Os Adoráveis conhecemos a vida de Jeane, uma adolescente de 17 anos que possui um estilo próprio de vida, de roupas e de atitude e que possui um blog chamado Adorkable que propaga suas crenças e seu estilo de vida além de vários seguidores no twitter. Michael é a representação do adolescente perfeitos das histórias de adolescentes, capitão do time de futebol, presidente de agremiação, bonzinho e mais um bando de qualidades, porém nenhuma que realmente agradasse a Jeane, mas devido a um infortúnio que ocorre com os ex dos dois eles vêm suas vidas se cruzarem mais do que gostariam ou aceitariam. 
Assumo que minhas caras feias se deram logo no início do livro por não conseguir me conectar com Jeane, entendi seu estilo de vida e seus protestos mas simplesmente não consegui me conectar com ela. Jeane se veste de forma chamativa e aleatória a qualquer estipulação da moda, usa roupas extravagantes de brechó e que combinem com seu cabelo (que ela muda de cor ocasionalmente) ela é anti-capitalismo, solitária e de ideais próprios que defende com ardor. Mas tudo isso mostra o quanto Jeane talvez tenha mais falhas em sua vida pessoal que poderia admitir. A postura toda “menino-certinho” de Michael também não me conquistou, na verdade, assim como Jeane, essa postura me irritou. 
Apesar dos comentários anteriores tenho que dizer que a história entre os dois foi bem construída pela autora, eles ainda possuem a confusão adolescente e toda a gama de emoções e sentimentos, os dois não são excessivamente maduros para suas idades (o que é bem mais realista) e ainda estão entre a adolescência e o início da fase adulta, então a autora trabalhou bem com esses aspectos, intercalando momentos de confusão, discussão e interação enquanto ambos tentam conhecer um ao outro e acima disso, se conhecer. 
As partes que mais me prenderam e que me diverti muito foram as interações pela internet, a autora transcreve os twetts e as postagens do blog e isso realmente me ganhou por ficar bem real e a narrativa ficar mais ágil e introduzir o leitor no ambiente virtual descrito. 
Não vou dizer que o livro é ruim ou fazer uma critica negativa, simplesmente percebi que esse não é um livro para mim (nem seria um livro para minha versão adolescente) mas entendo que muitas pessoas irão se identificar e adorar o livro.

10 de novembro de 2013

[Filme] Thor: O Mundo Sombrio


Título original: Thor: The Dark World
Duração: 111 min.
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Mark Protosevich, Ashley Miller, Zack Stentz e Don Payne
Distribuidora: Walt Disney/ Buena Vista
Ano: 2013
Avaliação: 4,5/5
Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Thor e Os Vingadores, Thor luta para restaurar o equilíbrio em todo o cosmo, mas uma raça antiga liderada pelo vingativo Malekith retorna para afundar novamente o universo em escuridão. Diante de um rival que sequer Odin ou qualquer asgardiano pode enfrentar, Thor embarca em sua jornada mais perigosa e pessoal até agora, que o reunirá com Jane Foster e o forçará a sacrificar tudo para proteger a todos nós. (Fonte: Cinemark) 


Comentários: 
Após o primeiro filme do Thor e dos Vingadores não poderia estar menos do que animada para a continuação da história do deus asgardiano do trovão, e digo que sai do cinema tão feliz e animada quanto entrei. 
A história continua logo após os acontecimentos de Nova York (como vejo que vai ser todos os filmes após o Vingadores) Loki é levado até Odin para ouvir sua punição e dar mais uma cena cheia de diálogos e ironias sobre seu drama familiar e os problemas com seu pai. Logo recebe sua sentença pelos males que causou e acaba preso. 

Nesse tempo Jane Foster está tentando continuar a vida após seu encontro com Thor anos atrás até que encontra uma força que a faz rever o deus loiro,  mas também acaba despertando inimigos antigos dos asgardianos, os elfos negros. 

Uma das primeiras observações que posso fazer é que gostei mais dessa história que a tratada no primeiro filme, achei que foi mais encorpada, não envolveu apenas lutas e rostos bonitos, há mais trama, o contexto da história é mais bem tratado e até as cenas engraçadas estão melhores. 

Tenho uma pequena ressalva a fazer que na verdade vem desde o primeiro filme de Thor, os personagens possuem uma personalidade forte e adoro a interação entre eles mas gostaria de saber um pouco mais sobre suas histórias, algo sobre o passado, qualquer informação a mais além das cenas do tempo da ação. Porém tenho que fazer um elogio que continuo adorando a interação de Thor com Loki, simplesmente ganha o filme para mim. 

Gostei muito dessa continuação, na verdade estou bem feliz com esses últimos filmes adaptados da Marvel e espero agora pelo segundo filme do Capitão América e dos Vingadores.