16 de novembro de 2016

[Promoção] Natal Literário


Dezembro está chegando e com ele o Natal! Quem aí acredita em Papai Noel? Para aqueles que não acreditam no bom velhinho, é melhor começar a pensar a respeito, pois ele existe e vai presentear 2 sortudos com 2 cestas recheadas de livros!!!
É isso mesmo, um grupo de blogs amigos vai dar uma de Papai Noel e vamos sortear 7 livros pra serem divididos entre 2 ganhadores. Para participar, basta seguirem as regras obrigatórias de cada kit e ficar na torcida. Como somos muito bonzinhos e estamos no espírito natalino, ainda tem várias chances extras para vocês!
Escolha o seu kit e participe! Mas, vale lembrar que serão 2 ganhadores distintos.


Kit 1:
Fábrica dos Convites: Tudo Que Um Geek Deve Saber
Literalizando Sonhos: Surpreendente
Vintecinco Devaneios: Contos Peculiares
Regras Obrigatórias: curtir as fanpages dos blogs Fábrica dos Convites e Vintecinco Devaneios e seguir o blog Literalizando Sonhos pelo GFC


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Kit 2: 
Saleta de Leitura: O Milagre de Ágape
Mulheres Românticas: Garotas de Vidro
Regras Obrigatórias: curtir as fanpages dos blogs Memories of the Angel e Mulheres Românticas e  seguir os blogs Livros, a Janela da Imaginação e Saleta da Leitura pelo GFC


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E você, vai ficar de fora desta promoção?

15 de setembro de 2016

[Promoção] Setembro Nacional

O dia 7 de setembro de 1822 foi marcado pela emancipação brasileira do reino de Portugal, desde então muita coisa aconteceu e a cultura nacional cresceu e incorporou diversos estilos, a literatura passou por diversas fases e mudanças, hoje temos tantos autores e tantos estilos na literatura nacional que os blogs Fábrica dos Convites Livrólogos, Lendo e Escrevendo, Meu Mundinho fictício, Perdida naBiblioteca e Vintecinco devaneios se juntaram para presentear dois leitores com um pouquinho da nossa literatura.

12 de setembro de 2016

A Bienal e como as coisas mudam



Sei que esse post está saindo com uma semana de atraso, mas como diz aquele velho ditado “antes tarde do que nunca” (ou o mais aplicado aqui no blog: “antes tarde que mais tarde”), bora comentar  sobre esse evento de livros e as reflexões sobre ele. 

A Bienal era um dos eventos que mais me animava, em suas três últimas edições, por motivos diversos, pude aproveitá-la quase em tempo integral, visitando o evento na maioria dos dias. No entanto, esse ano, devido ao trabalho, compareci apenas em quatro dias: duas sextas e dois sábados, mas a sensação de mudança vai além disso. 

Alguns dos amigos que encontrei na Bienal

Para mim a bienal sempre foi cercada de um clima de ansiedade e empolgação, acompanhava a montagem dos stands, os lançamentos, as promoções entre tantas outras coisas que permeiam o evento. Ia no primeiro horário do primeiro dia, andava por todos os corredores até decorar onde ficavam as editoras que mais visitava, ficava horas em filas de autógrafos e comprava muitos (mas muitos) livros numa euforia de promoções e consumismo. Resumindo: quase uma criança solta em um parque de diversões. 

Esse ano eu estava mais tranquila, acompanhei a montagens de alguns stands pelo Snapchat, mas não fui tomada pela tão costumeira ansiedade, visitei a Bienal com calma (nem cheguei a percorrer todos os corredores) e a compra de livros, para a felicidade do meu bolso, foi a menor das últimas edições do evento;  não peguei autógrafos e fui a poucos eventos.

Aquisições do evento


Na verdade acho que minha relação não mudou apenas com a Bienal, mas com vários eventos de livros em geral, sai da intensa euforia para a pacífica serenidade. Não entendam errado (eu espero), eu ainda amo esse evento, ele enche meu coração não só pelos livros, mas também pelos amigos que encontro e pelos momentos que tenho, por ver autores que conheço lançando seus livros e por tudo o que a Bienal representa, mas acho que sai de uma paixão desenfreada para um amor sereno. 

Eu e os livros, amor pra vida

3 de setembro de 2016

10 coisas para se fazer na Bienal do livro 2016 (sem ser comprar livro)

E mais uma edição do maior evento de livros do estado de São Paulo chega!
Reunindo grandes editoras paulistas, a 24.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, trás em sua programação além de autores internacionais para autógrafos, palestras e conversas, grandes temas para debates e atividades para todas as idades.
Além disso tudo, lógico, ainda há os estandes de exposição, sempre com a alternativa de se adquirir aquele livro que você já está namorando faz um tempo ai com certo desconto...
Mas, e se não houve dinheiro para as compras?
Nada tema! Ai vai uma lista de 10 dicas do que fazer no evento se você estiver mais liso do que sabonete 

1 – Jogar Pokémon Go

OK, você pode fazer isso em qualquer lugar da cidade, basta ter uma rede 3g legal e que seu GPS resolva funcionar corretamente. Mas o legal de jogar PokemonGo na Bienal é que há uma fada madrinha lá! 
A Panini, que não é besta nem nada, resolveu montar dois pokestop em seu estande, para atrair o público. Como se isso já não fosse bom, ambos os pontos recebem lure durante o dia inteiro! Então, bastar estar no raio de alcance das paradas para que uma média de três pokémon apareça a cada minuto (mais ou menos).
O único problema nisso é que você irá perceber que seu estoque de pokebolas não é o suficente...




Easter egg

Além de ter lure, os dois pokestop da Panini ainda te fazem viajar no tempo!
Não, não me refiro ao fato de você perder a noção do tempo lá. A questão é que os dois pontos são estátuas que a Panini trouxe há 2 anos, na Bienal 2014! Então, nem perca seu tempo procurando eles na vida real, tá?




2 – Passear no Boulevart Saraiva atrás de tomadas

Com a questão da caça pokémon, você com toda a certeza irá precisar de energia para o celular. Apesar dos carregadores portáteis quebrarem um galho e ajudarem na hora do desespero, nada melhor do que a velha tomada para dar a carga geral na bateria. Para isso, pode contar com a ajuda do estande da Saraiva!
A rede de livrarias está com o maior estande do evento, que é um formado pela junção de duas quadradas. Na passagem do meio foi montada um tipo de boulevart, com atividades, espaços para fotos, autógrafos, bancos e... tomadas!
O único problema do lugar: as tomadas disponíveis não são muitas e, normalmente, já estão sendo utilizadas. Assim, é preciso de um pouco de paciência para achar uma livre...



Dicas
Leve um T/benjamin ou uma extensão, assim mais pessoas podem utilizar a mesma tomada com você. Isso ajuda, também, para o caso de todas já estarem em uso. Vá que você encontre alguém bacana que aceite dividir a entrada :)
Caso o estande da Saraiva esteja lotado, outro ponto de parada é o estande da Leya, que trás os carregadores parecidos com aqueles armários dos shoppings. 

3 – Tirar sua trigésima foto no Trono de ferro

Já que falei do estande da Leya, enquanto você espera seu celular carregar, por que não tirar mais uma foto no trono mais disputado?
A editora trouxe para o evento a réplica do trono de ferro, de Guerra dos tronos, e a ambientalização está um show a parte, com um lindo mapa atrás dele.
Caso não tenha coragem de enfrentar a fila, fica tranquilo! Tem outro trono lá no Boulevart Saraiva! 



4 – Fazer uma corrida de biga a lá Ben-hur

OK, não é bem uma biga e tão pouco eles correm, mas dá para se divertir nas bicicletas adaptadas do Itaú.
A volta não é longa e tão pouco feita com velocidade, mas é um meio de conhecer um pedaço do evento sem precisar andar!


5 – Pegar uma coroa, sem roubar

O estande do Itaú, aliás, veio com o tema de conto de fadas e mundos mágicos, para trabalhar o lúdico e atrair as crianças. Trabalharam muito bem a campanha de incentivo a leitura infantil. 
Para divulgar a iniciativa, eles estão distribuindo coroas de papel, com informações e orientações para quem quiser conhecer o trabalho da campanha.
Dá para se sentir um verdadeiro rei ou rainha com elas!



6 – Ilustrar a ida para Hogwarts, bem caracterizado

O estande da Rocco não poderia ter um tema diferente do que o de seu carro chefe: Harry Potter!
Do lado de fora do estande foi montada uma réplica da estação King’s cross, de Londres, mais precisamente da entrada para a plataforma 9 3/4!
Malões, corujas, varinhas e cachecóis das casas da série estão a disposição do público para tornar uma foto em uma boa lembrança. Caso você ainda queira que esse momento seja mais memorável, que tal ir caracterizado para o clique? E nem precisa exagerar, um item mais referencial já é de bom tamanho.



7 – Nadar no rio de bolinhas da Moana

Para divulgar seu próximo filme “infantil”, a Disney montou em parte de seu estande um percurso de atividades inspirado no tema de Moana: um mar de aventuras.
Retomando um pouco a ação de marketing feita na Comic Con Experience 2015, a Disney resolveu apostar nas bolinhas para trazer o público para seu estande. Não chega a ser um mar de bolinhas como foi com a divulgação do filme Procurando Dory, porém, o rio montado já serve para se divertir!
Voltado principalmente para as crianças, isso não quer dizer que um adulto não possa entrar no percurso. Apenas lembre-se de ter o bom senso e tomar cuidado para que, no meio da brincadeira, não acabe machucando nenhum pequeno.


8 – Simular um apocalipse zumbi no estande da Panini

A Panini sempre parece que fez a lição de casa com os estandes. Depois de sofrer em eventos com as múltiplas entradas do estande, dessa vez, eles resolveram o problema de um modo simples: apenas uma entrada, larga o suficiente para comportar intenso movimento, e uma saída dos caixas. Simples, eficaz e inteligente.
Para que isso funcionasse, foi preciso cercar o restante dos lados do estande, o que fizeram de bom gosto também, com prints maravilhosos dos principais títulos da editora ou com a montagem da sala de vidro, para as seções de autógrafos, fotos e entrevistas. O estande deles está um verdadeiro show a parte!
O mais legal, ao meu ver, foi que em alguns pontos, para que o estande não virasse um verdadeiro contêiner, eles fizeram uma simulação de grade, com os buracos vazados e pintados de preto. Lógico que uma boa ideia tinha que surgir dai.
Visto de fora, com o movimento interno, o estande parece um verdadeiro palco para um apocalipse zumbi! O que torna a experiência bem mais divertida!
Panini foi, com toda a certeza, o point desse evento para mim 


9 – Tirar uma self com o Stormtrooper no estande da Universo dos livros

Como não poderia deixar de ser, temos editoras que sempre apostam na franquia Star Wars, para a alegria dos fãs!
Dessa vez, quem trouxe para o evento uma figura em tamanho real da tropa de clones mais querida foi a Universo dos livros, que montou em seu estande um espaço todo tematizado para comportar o guerreiro branco.
O mais legal é que não há nada para impedir uma aproximação mais íntima e, salvo a orientação para não tocar na figure, é possível tirar boas e divertidas fotos com ele!



10 – Ter amigos que aceitem fazer tudo isso com você
Isso não é bem uma dica ou sugestão do que fazer para se divertir no evento, mas cabe nelas.
Muitas vezes, ir em um evento sozinho não é uma opção, mas sim o que se apresenta na oportunidade. Mas, caso seja possível, compartilhe desse momento com pessoas que lhe são queridas. A diversão sempre será multiplicada e, claro, se você tiver alguém que tope fazer TUDO ISSO com você, ao menos uns bons risos serão garantidos...




Quem escreve

Patrícia Harumi (conhecida também como Keiko Maxwell), é editora de livros e apaixonada por quadrinhos, sejam eles no formato e da nacionalidade que forem. Colabora com participações especiais em blogs por aí e ainda tem um livro sobre super-heróis publicado. 

17 de agosto de 2016

[Filme] Procurando Dory


Sabe aquele momento da vida em que é preciso assistir uma animação para tudo ficar mais feliz? Foi com esse sentimento e com um saudosismo enorme que fui ao cinema assistir Procurando Dory. 

Desde que os trailers desse filme começaram a ser divulgados, já fiquei morrendo de vontade de assistir, afinal, se passaram 13 anos desde que procuramos Nemo e estava com saudade de todos os personagens, inclusive da peixinha azul com problemas de perda de memória recente. 


E nesse clima saudosista posso dizer que a animação cumpriu seu papel, iniciando a narrativa logo depois do resgate do Nemo, com ele, Marvin e Dory tentando retomar a vida até que Dory consegue ter uma lembrança de seu passado e se lembra de seus pais, decidindo iniciar uma busca por essa família que estava esquecida. 

O filme vai trazer a história da peixinha de uma maneira que achei muito criativa, conforme a história se desenvolvia Dory ia conseguindo ter mais lembranças de seu passado, mostrando em flashback como foi sua infância até montar um quadro completo de onde ela vivia, de como eram seus pais e como ela acabou por se perder. 


Outro ponto foi que a personagem ganhou um pouco mais de individualidade no filme, por um motivo trabalhado na história, ela acaba por se separar de Marvin e Nemo e terá que seguir sua jornada “sozinha” (coloquei como ressalva pois na verdade ela irá encontrar outros seres do mar que irão ajudá-la nesse processo, mas seu ponto de conforto com Nemo e o pai foi retirado) e sempre se superando. 

Apesar dessa separação, Marvin e Nemo não são esquecidos, mas novos personagens são introduzidos nessa história, como o polvo Hank e também a tubarão Destiny, entre outros. 



Há muitos elementos de Procurando Nemo que foram reutilizados nesse novo filme da franquia, mas para mim não é um ponto negativo, na verdade acentuou a saudade do coração que assistiu procurando Nemo tanto tempo atrás. 

Além do lado do humor bem acentuado, há cenas bem emocionantes, não ao ponto de levar a maioria ao choro (veja que falei a maioria, mas exceções acontecem), porém que deixam o coração mais apertado e trazem aqueles momentos cheios de “ounnnn”. 


Para quem assistiu e gostou da jornada de Marvin na busca de seu filho acho que também irá se envolver nessa nova busca de uma personagem que cresceu muito e agora têm seu espaço bem demarcado. 

Título original: Finding Dory
Duração: 102 min. 
Direção: Andrew Stanton e Angus MacLane
Roteiro: Andrew Stanton e Victoria Strouse
Distribuidora: Walt Disney/Buena Vista
Ano: 2016 
Avaliação: 3,5/5


15 de agosto de 2016

[Music Monday] Todo o espanhol que aprendi com a Shakira


Estou em contagem regressiva para as minhas férias, e além de muitas leituras e séries, em outubro, irei fazer algo bem diferente, viajarei pela primeira vez para fora do Brasil, vou visitar nossos hermanos aqui do lado e vou conhecer Buenos Aires. Como a ansiedade já está começando a bater na porta vou trazer algumas coisas dessa viagem para o blog. A primeira é uma piada interna para esse Music Monday, já que afirmo que vou me virar como todo o espanhol que aprendi com a Shakira, vou mostrar as músicas que mais gosto dela: 
- Loca



- Ojos así



- Estoy aqui



- Suerte



- La tortura



- Hips don't lie 

(essa está nessa lista apenas pela frase "Cómo se llama? (sí), bonita (sí) Mi casa (Shakira, Shakira), su casa." pois o resto da música está em inglês, mas não podia deixá-la de fora.




3 de agosto de 2016

[Série] Demolidor – Segunda Temporada


Esse ano tem sido o que mais estou me esbaldando em filmes e séries de heróis, e com isso não poderia deixar mais uma produção da Netflix de fora, principalmente quando a primeira temporada já tinha me deixado tão empolgada que mal podia esperar para ver a continuação (tudo bem que demorei para conseguir terminar a temporada, mas foi mais um problema meu que dos episódios). 

A história começa em uma linha contínua do fim da temporada anterior, com as consequências dos acontecimentos, mas, para mim, sem dúvida, o melhor dessa temporada foram as inclusões de elementos novos da história do Demolidor e com um destaque para o personagem que mais me ganhou, o Justiceiro. 


O personagem entra como antagonista e com aquela dinâmica do espelho (um reflete o outro), é um grande peso nessa temporada, ele é complexo e tem ótimas cenas e seu drama irá se desenrolar pela temporada gerando os episódios que mais me deixaram tensa. Outro personagem clássico introduzido foi a Elektra, que no princípio não ganhou minha simpatia, mas foi crescendo e tomando seu espaço. 

Enquanto o Demolidor cresce e fica mais forte, com desafios mais complicados a vida de Matt Murdock segue em sentido contrário, e ele sente cada vez mais a dificuldade em conciliar sua vida pública com aquela que ele esconde de quase todos. 


Mas agora começam os poréns, um é que nessa temporada um grande conflito é preparado, muita tensão é criada e uma nova mitologia é trazida para a história, porém achei que ao final algumas pontas ficaram soltas (entendo que alguns desses elementos serão usados em séries futuras, mas queria um desfecho mais certo). E por falar em desfecho, minha maior ressalva dessa temporada está justamente nesse ponto, o episódio final. A sensação que me passou foi que eles engrandeceram muito uma situação que acabou de uma forma simples e em algumas cenas previsível, eu estava esperando um emocionante episódio final como o da temporada anterior, mas seu impacto não foi o mesmo. 

O Demolidor sofreu um pouco com o mal da segunda temporada, mas nada que me desanime ou diminua minha ansiedade para as próximas produções, seus pontos positivos foram muito mais fortes que os negativos e os personagens estão crescendo cada vez mais, o que só promete coisas boas.



Temporadas: 

Título Original: Marvel's Daredevil
Temporada: Segunda
Ano: 2016
Criador:  Drew Goddard
Emissora: Netflix
Episódios: 13
Avaliação: 4/5

26 de julho de 2016

[Livro] Entre o amor e a vingança – Sarah MacLean



Comentários:
E como romance nunca é demais, decidi começar mais uma série de romance de época (ou como gosto de chamar, de vestidos bonitos –  dei esse nome porque os livros desse estilo quase sempre tem uma mulher com um vestido bonito na capa) e fiquei bem contente com a história e agora já tenho mais uma série para me envolver. 

Dessa vez mergulhei na história de Bourne e Penélope. Os dois eram amigos de infância, porém acabaram por se distanciar até que se encontram em uma situação totalmente inusitada e que gera o casamento dos dois e a partir desse momento eles irão ter de lidar com emoções fortes e conflitantes. 

Bourne sofreu um grande golpe, aos 21 anos se deixou levar pelo fascínio do jogo de cartas e acabou perdendo todas as suas posses para o homem que foi designado como seu guardião. Depois desse golpe Bourne mudou e dedicou sua vida a um único objetivo: vingança. 

Penélope é uma jovem da sociedade, filha de uma família tradicional e nobre ela sempre foi considerada perfeita, porém um noivado rompido de forma um tanto escandalosa anos atrás a marcou e agora ela tem que lidar com pedidos de casamento que não a deixam feliz e com o desejo crescente por um relacionamento que envolva uma aventura e um sentimento a mais. 

Conforme os caminhos desses dois personagens se cruzam, eles terão que lidar um com o outro e com o que sentem. 

O ambiente trazido pela autora é o padrão para esse estilo de romance, uma sociedade londrina dos anos de 1830, mas dessa vez há um elemento diferencial, um dos cenários em que a história transcorre é um cassino, o que gera situações bem interessantes, regadas a cartas, dados e jogos. 

Gostei bastante da interação dos personagens, apesar de o começo não ter me prendido tanto pois fiquei com a sensação que os grandes acontecimentos se dão em um rompante, mas a maior parte da  história já se dar com os personagens casados (o que não é muito comum nesse estilo) trouxe algumas situações interessantes e diferentes. 

Bourne e Penélope acabaram me ganhando. Ele com suas dúvidas, seu passado e seus tormentos e ela como um personagem crescente que ganhou espaço e força no decorrer da trama. 

Tenho apenas uma ressalva que é sobre o passado de Bourne, queria saber mais sobre ele e o envolvimento com o cassino Anjo Caído, mas essa história foi apenas pincelada. Considerando que os demais livros da série, serão sobre outros sócios do Anjo Caído creio que a autora trabalhará mais essa questão adiante. 

Para aqueles que gostam de um romance de época esse livro é uma boa pedida e eu, com certeza, vou continuar a leitura dessa série, principalmente por ter ficado muito interessada em um personagem coadjuvante e que mal aparece, mas que despertou minha curiosidade (Chase) e que terá um livro mais a frente.


Série O clube dos canalhas: 
Livro 1 – Entre o amor e a vingança 
Livro 2 – Entre a culpa e o desejo
Livro 3 – Entre a ruína e a paixão
Livro 4 – Nunca julgue uma dama pela aparência

Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue... Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.
Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança - o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles até mesmo seu coração. (Fonte: Skoob). 
Título Original: A rogue by any other name
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Ano: 2015
Número de páginas: 304
Avaliação: 4/5 

20 de julho de 2016

Outlander – Segunda Temporada



Como é difícil conseguir alcançar as expectativas de algo que se gosta muito, há vários obstáculos e receios pessoais a superar e a segunda temporada de Outlander foi a representação dessa situação, de como alcançar a expectativa tanto do livro em que foi baseada quanto da ótima impressão que a primeira temporada deixou.

Assumo que estava com medo dessa nova fase, um motivo era por ser baseada num dos livros que mais gosto da série, o outro, era por medo de a qualidade cair da primeira temporada, e fui totalmente surpreendida. Essa temporada mostrou que na verdade a série só tende a crescer e ganhar muito espaço.


Acompanhei desde antes da estreia as fases de produção e a escolha do casting (afinal eu precisava saber se o Roger seria minimamente parecido com o que eu imaginei, e é rs), vi várias fotos das gravações e isso alimentou tanto meu ânimo quanto meu receio, mas nos primeiros episódios eu estava de coração aberto pronta para o que eles pudessem ter mudado ou apresentariam de novo e foi a melhor coisa que fiz pois fui surpreendida de várias maneiras.

Mas contando um pouco da história, nessa temporada continuamos acompanhando o casal Claire e Jamie (ai ai) em uma nova fase, eles partem para a França para tentar impedir o rumo da história que gerou o triste dia de Culloden. E lá eles vão viver momentos emocionantes, tensos, dramáticos e totalmente inesquecíveis.


Não quero contar muito da história em si para não gerar nenhum spoiler não intencional, mas essa mudança de cenário foi um dos melhores rumos que já vi, além de ter elevado muito o nível da trama, trouxe cenários lindíssimos com toda a grandiosidade da França na década de 1744, sem contar a mudança de figurinos (na verdade essa mudança de cenário atingiu até a abertura da série).

Na primeira temporada eu tive certa relutância em aceitar os atores, mas agora eles já estão bem concretizados para mim e com isso pude perceber que eles melhoraram muito, entraram bem nos personagens e mostraram todo o seu potencial em várias cenas.



Outro ponto que eles mantiveram da temporada anterior foi um pequeno “carinho” para aqueles que já são fãs dos livros, que é o uso, em algumas cenas,  da reprodução literal das falas dos personagens, um fan service bem feito que não atrapalha aquele que não conhece os livros mas que empolga muito aqueles que já eram fãs.

Nessa temporada a história toma um rumo muito interessante, que já é mencionado logo no primeiro episódio e desenvolvido durante a temporada com um episódio final de tirar o fôlego, se eu já amo os livros hoje também virei fã da série como um produto independente e não apenas por ser uma adaptação das obras que ganharam meu coração.


18 de julho de 2016

[Music Monday] I wanna rock


Aproveitando que o último dia 13 foi o dia mundial do rock, quero trazer nesse Music Monday  alguns vídeos de um dos gêneros que mais gosto desse estilo, o glam metal (ou hair metal ou, mais popularmente, o rock farofa). Gênero que fez grande sucesso na década de 80 trouxe músicas regadas a baladas, cabelos compridos, integrantes andrógenos e clipes com muito gelo seco. Eu gosto muito desse estilo e várias de suas bandas tem lugar marcado e certo na minha playlist e por isso decidi compartilhar algumas músicas desse estilo: 


16 de julho de 2016

Para cada cabeça um chapéu


Para aqueles que me conhecem há um tempo (e para os novos também, já que vou comentar do mesmo jeito) sabem que não me importo tanto com itens de vestuário, porém uma das coisas que mais gosto são...chapéus. 

Sim, se eu pudesse (o dinheiro e o espaço permitissem) teria uma coleção deles, cada um de um modelo e cor diferente, mas como não posso decidi fazer uma postagem especial sobre esse meu objeto de desejo e trazer alguns personagens e seus chapéus emblemáticos. 


14 de julho de 2016

[Livro] A garota sem passado – Michael Kardos


Depois de uma temporada de leitura de romances, eu queria outro estilo para uma mudança de ares, e afinal porque não um suspense para essa quebra que eu estava procurando?

Foi com esse pensamento que acabei lendo a Garota sem passado, e o clima do livro me pegou de jeito, o suspense envolvendo Melanie e seu passado, a garota que sempre viveu escondida assombrada por um crime de seu pai. Após descobrir uma gravidez, ela se enche de coragem e determinação para buscar uma vida diferente  para seu filho, uma vida sem ter que se esconder com medo. Ela vai procurar  a figura que assombrou seus dias e a forçou a reclusão, ela irá atrás de seu pai.

A narrativa vai intercalar momentos do presente, com a busca de Melanie por respostas, com histórias do passado, mostrando para o leitor, aos poucos, o que aconteceu até aquele crime.

A parte da investigação me prendeu, apesar de ter gerado grandes momentos de irritação, pois Melanie não é uma investigadora profissional, e seus momentos de reclusão e alienação do mundo a tornaram extremamente ingênua, então em várias partes ela se vê em situações e diálogos que estão fadados ao fracasso, e na verdade quase todas as suas descobertas foram por acaso, mas em sua defesa tenho que admitir que ela segurou bem a barra de tudo o que descobriu.

Os momentos do passado já se mostraram interessantes, tanto pelo rumo dos acontecimentos quanto pela mente (um tanto quanto perturbada) de Ramsey – pai de Melanie. Descobrir aos poucos, conforme a investigação avançava, como todos os caminhos levaram aos acontecimentos daquele dia foi bem surpreendente.

Assumo que não foi um dos melhores livros de suspense que já li, e que não criei grandes empatias pelos personagens, mas o desfecho foi interessante, e mesmo com todas as ressalvas foi uma leitura interessante.



Sinopse: Num domingo de setembro de 1991, Ramsey Miller deu uma festa em casa para os vizinhos. Depois, assassinou a esposa e a filha de 3 anos. Todo mundo na pacata cidade de Silver Bay conhece a história. 
Só que todos estão errados. A menina escapou. Sob o nome falso de Melanie Denison, ela passou os últimos quinze anos escondida com os tios numa cidadezinha remota. Nunca pôde viajar, ir a uma festa na escola ou ter internet em casa, porque Ramsey jamais foi encontrado e poderia ir atrás dela a qualquer momento. 
Mas, apesar das rígidas regras de segurança impostas pelos tios, Melanie se envolve com um jovem professor da escola local e engravida. Ela decide que seu filho não terá a mesma vida clandestina que ela e, para isso, volta a Silver Bay para fazer o que nem os investigadores locais, nem a polícia federal, nem o FBI conseguiram: encontrar seu pai antes que ele a encontre. (Fonte: Skoob)
Título Original: Before he finds her
Autor: Michael Kardos
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Número de páginas: 304
Avaliação: 3/5 





12 de julho de 2016

[Teatro] Wicked



Até o último dia 3, fazia muito tempo que eu não ia a um musical, e como eu estava sentindo falta da energia que esse estilo me traz: a de que tudo na vida pode ser representado com música e dança, e ter essa retomada com Wicked foi muito bom, pois não conhecia nada da história ou da peça original, então fui surpreendida e guiada a cada cena, em todas as risadas e momentos de emoção. 

O musical vai contar a história de Elphaba, como ela se tornou a bruxa má do Oeste e sua relação com Glinda, a bruxa boa. Vemos que Elphaba sempre sofreu muito por ser verde (e isso não é nenhuma metáfora, ela era realmente verde) e sempre foi delegada, inclusive na sua ida a faculdade, onde ela conheceu Glinda (ou melhor, Galinda), a típica menina popular, e as duas logo sentem uma enorme antipatia (ou melhor, ódio) uma pela outra. 

A história vai se desenvolver toda desse momento, mostrando bem a personalidade de cada uma e como elas vão se tornar duas das personagens mais emblemáticas de Oz. 


Agora falando da produção o cenário estava lindo, apesar de um pouco simples para uma grande produção, mas mesmo assim o musical é repleto de trocas de cenário e ambientes, todos muito bem caracterizados. 

As músicas foram lindamente versadas, todas fluíram muito bem com as cenas, apesar de algumas não me empolgarem totalmente tive momentos lindo de tirar o fôlego, principalmente os que envolviam Elphaba e Glinda. 

Toda a peça foi encantadora, me emocionei, ri e fiquei totalmente envolvida, criei um carinho enorme pelos personagens, fui totalmente surpreendida pelas referências da história de Doroty e por solos muito bem executados. Recomendo Wicked para aqueles que sentem que a vida devia ser resolvida com música. 




10 de julho de 2016

Promoção de Aniversário Blog Fábrica dos Convites

Oi amigos, dando sequências as comemorações de 7 anos do blog Fábrica dos Convites, vamos a mais uma promoção, desta vez contando com o apoio de alguns parceiros e amigos. O sorteio será bem simples, e serão dois ganhadores que levarão para casa uma cesta cheia de brindes. 

8 de julho de 2016

[DDI] Tem dias...


Tem dias que a vida não faz sentido. 

Tem dias que você perde o rumo. 

Tem dias que você não se reconhece no espelho. 

Tem dias que você aceita qualquer rota de fuga contanto que te leve para um lugar diferente de onde está. 

Tem dias em que a vista embaça e não é possível enxergar a estrada que deveria seguir. 

Tem dias em que os segundos se multiplicam, os minutos se estendem, as horas se imortalizam e o relógio emudece alongando a passagem do tempo. 

Tem dias que você se envolve na busca por si mesmo, pois o único refúgio seguro é seu pensamento silencioso. 

E enquanto escrevo esse texto penso que queria dar um final feliz a ele, queria uma mensagem de esperança que dissesse que tudo vai dar certo, queria poder usar o clichê que diz que o sol vai brilhar amanhã, enquanto uso o sorriso daqueles que já foram calejados pelas dores (e ainda lembrar da música do Legião enquanto falo isso). 

Eu realmente queria tudo isso, mas estou nesses dias e qualquer mensagem de enorme esperança seria um pouco falsa. Então o que digo é que entendo, e que escrevo para aliviar o coração enquanto sei que, independente do sol no dia seguinte, tudo passa, até esses dias. 



DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez. 

6 de julho de 2016

[Clube do Livro] Beleza Perdida - Amy Harmon



O que posso dizer além de que esse é um livro lindo? Ok, sempre posso dizer mais, afinal adoro falar rs – ou no caso do blog escrever – e tenho algumas coisas para dizer, mas a essência a se manter em mente é essa: Que livro lindo. 

A narrativa acontece em uma cidade pequena e está voltada principalmente em três personagens: Ambrose, Fern e Bailey. 

Fern é a personagem feminina principal, nunca foi muito notada pelos meninos, passou a infância e a adolescência ao lado do seu primo Bailey. Não era tão ligada nas coisas normais de uma adolescente, mas algumas coisas eram muito importantes na sua vida: seus romances eróticos, os textos que escrevia, cuidar de Bailey e sua paixão platônica por Ambrose. 

Bailey, primo de Fern, nasceu com uma doença que iria mudar sua vida. Ele foi diagnosticado com distrofia muscular e sabia desde pequeno que ele não seria como as demais crianças, seus músculos iriam atrofiar conforme os anos passassem, então enquanto os outros cresciam e corriam ele se via a cada ano mais impossibilitado, mas isso não o limitou, ele é cheio de vida, com uma determinação ferrenha, um amor pela luta (esporte em que o pai era treinador), uma admiração por Hércules e uma visão muito consciente da vida, que o fez amadurecer. 

Ambrose era o ídolo da cidade, bonito e inteligente ele era um destaque na luta, era o melhor, imbatível em campeonatos e a esperança da cidade, porém guardava alguns problemas em seu íntimo, como a dificuldade em lidar com a pressão e a expectativa dos outros e de descobrir seu caminho. Após os acontecimentos do 11 de setembro ele decide se alistar para o exército onde sua vida será totalmente mudada. 

A história vai se desenvolver focada nesses três personagens, construindo a interação entre eles desde o colégio, a adolescência e o início da vida adulta, após a guerra que mudou para sempre a vida de Ambrose. 

Eu poderia me aprofundar mais contando sobre a história, mas, apesar de não ser um livro grande, a autora consegue amarrar muito bem passando por vários momentos da vida dos personagens e dando base para todos os acontecimentos do livro, o modo com que ela constrói a narrativa é muito bom, consegue ligar todas as pontas e tratar com atenção até os personagens secundários. O desenrolar se dá naturalmente, não senti em nenhum momento um trecho mais apressado ou forçado. Ela mostra que não é preciso uma série ou sequência para contar uma boa história. 

Os personagens são o melhor ponto desse livro: Ambrose, o herói atormentado, que após passar por uma tragédia precisa se reencontrar. Fern que é doce, mas determinada. Ingênua, mas engraçada. É uma menina encantadora, não uma “mocinha” mas realista com a vida. E por fim o personagem que mais me encantou: Bailey, o que teria mais de mil motivos para ser amargo, mas que encara a vida de peito aberto, tendo noção das suas limitações, mas não se barrando por causa delas. 

O livro é regado a momentos engraçados e emocionantes e várias formas de demonstração de amor.  Recomendo. 

Sinopse: Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.
Título Original: Making Faces
Autor: Amy Harmon
Editora: Verus
Ano: 2015
Número de páginas: 332
Avaliação: 5/5