30 de setembro de 2014

[Filme] Lucy



Título original: LucyDuração: 91 min.
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Distribuidora: Universal
Ano: 2014
Avaliação: 2/5
Sinopse:Quando a inocente jovem Lucy (Scarlett Johansson) aceita transportar drogas dentro do seu estômago, ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso, ela acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Sabe aquele filme que tinha muito para dar certo, que o trailer foi legal, as expectativas estavam boas, os atores ajudavam, e simplesmente não foi, então, esse foi o meu caso com Lucy. 

Assim que vi os trailers fiquei bem curiosa com a história apresentada nesse filme, o que aconteceria de alguém conseguisse usar 100% da sua capacidade cerebral, quais seriam as alterações? De que uma pessoa seria capaz? Muita coisa que poderia ser bem explorada e trabalhada, mas, em minha opinião, não foi. 
Logo no começo o filme já se mostra um pouco confuso e fora de foco, intercalando cenas com Scarlett Johansson enfrentando a máfia em um transporte de drogas, Morgan Freeman um professor que estuda a evolução do cérebro humano e cenas no estilo documentários do Discovery para explicar, intercalar ou simplesmente fazer parte da cena. 

O enredo não me convenceu, e não estou nem falando dá parte da ficção científica, mas sim como um todo (apesar de essa também não ter me convencido), mas todas as ligações, as motivações, até a sequência dos fatos, simplesmente achei um filme extremamente forçado. 
A máfia usa Lucy para o transporte de drogas, porém em um incidente (que não tem uma motivação explicada) seu corpo acaba absorvendo essa substância que faz com que ela aumente progressivamente e rapidamente sua capacidade cerebral e ela adquiriu capacidades quase equivalentes as de um super-herói, e com isso eu que esperava muitas cenas de ação até percebi que não aconteceria, há apenas umas duas cenas de ação depois é tudo muito rápido devido aos poderes de Lucy. 

O desenvolvimento não me agradou também, as motivações não tinham muito sentido, o vilão sempre ir atrás dela sendo que ele poderia ter várias alternativas, as pessoas que a ajudam sem a conhecerem, sem um motivo realmente válido, tirando o professor, e há vários furos nas cenas que tornaram o filme inverossímil. 
Mas para comentar de algumas coisas que me agradaram, uma delas foi a Scarlett Johansson, gostei de sua interpretação, foi possível ver que ela realmente entrou no papel, e isso salvou um pouco o filme, adoro Morgan Freeman, mas neste filme ele fica em segundo plano em um papel mal explorado. A cena final tem uma sequência que eu gostei bastante, a forma como a evolução foi mostrada realmente foi um recurso muito bonito, mas o final de Lucy me decepcionou. 

Enfim, não gostei desse filme, uma pequena parte se deve às minhas expectativas, porém as constantes falhas e furos do filme fizeram com que eu não conseguisse me convencer com a história. 


26 de setembro de 2014

[Livro] Reconstruindo Amelia – Kimberly McCreight


Livro: Reconstruindo Amelia
Titulo Original: Reconstructing Amelia
Autor: Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse:Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular:
Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página. (Fonte: Skoob)

Comentários:
Reconstruindo Amelia foi um livro que despertou minha curiosidade já pela sinopse, achei uma abordagem pesada e tensa, uma mãe descobrindo a verdade sobre sua filha após seu suposto suicídio. Um tema forte que é bem conduzido na obra de Kimberly McCreight.
No início eu já imaginara que a história seria intensa, e confirmei minha teoria, Kate é uma mãe solteira e muito comprometida com seu trabalho, chegando a ter dificuldades em ser uma mãe sempre presente, sua filha Amelia é um exemplo de adolescente, consegue entender Kate e apesar de algumas atitudes que a mãe considerou típicas da idade ela sempre foi um orgulho. Em um dia de trabalho turbulento Kate é chamada pela escola de Amelia pois essa tinha sofrido uma sanção da escola, porém acabou se atrasando e ao chegar lá descobriu que sua filha estava morta, teria se jogado do telhado, e deste ponto para frente o livro passa por reviravoltas e momentos intensos. 
A narrativa de Kimberly foi uma boa escolha para essa abordagem, pois trás os pontos de vista de Kate e Amelia além de alguns trechos com post de um blog, postagem de facebook, email e troca de mensagens. Essa escolha possibilitou que eu conseguisse entrar na história, pois foi possível acompanhar toda a busca e agonia de Kate para poder entender o que aconteceu com sua filha e também tudo o que realmente tinha se passado com Amelia, como ela tinha se sentido e como as mudanças que ocorrerão em seus últimos tempos alteraram toda a sua vida. 

“ – Eu não sei o que ela estaria fazendo com eles – disse Seth.  – Mas sei que nada do que a Amelia pudesse ter lido mudaria o amor que sentia por você.  Ela a amava, Kate. Amava você de verdade. 
– Então por que eu me sinto pior ainda? 
Seth estendeu as mãos e as pôs sobre as de Kate.
– Porque mesmo assim ela não vai voltar.” p. 86

O livro me envolveu como não imaginei que aconteceria, quando menos esperei estava especulando o que teria acontecido com Amelia ou quem seria seu pai. A trama vai se desenrolando aos poucos, mostrando através da investigação de Kate como a vida de sua filha realmente estava, e quanto mais Kate descobre mais o leitor se aprofunda na narrativa de Amelia e consegue entender realmente tudo o que aconteceu, com isso a história e recheada de surpresas e reviravoltas que por fim ligam todas as pontas soltas. 
Os personagens são bem explorados, o sofrimento de Kate é palpável e sua busca desenfreada que além de ser uma investigação é um modo de conseguir diminuir, nem que seja um pouco, a dor e a perda de sua filha, além de explicar os porquês. Amelia é uma adolescente bem construída assim como seu universo, tratando a busca pela identidade, pelo autoconhecimento, pela amizade e pelo amor, mesmo sendo uma adolescente padrão ela não está livre dos dramas e problemas de sua idade. 
Um grande mérito que quero dar a autora foi a abordagem de assuntos complicados, porém que não podem ser omissos, ela trouxe o estereótipo da mãe que se divide entre o trabalho e os filhos, os confrontos adolescentes, o bullying, a descoberta sexual, o uso da rede pelos adolescentes, a busca da identidade, entre tantos outros. Posso dizer que nem todos os assuntos tiveram um grande aprofundamento, mas todos foram tratados com o respeito e sinceridade necessários, e por mais esse motivo Reconstruindo Amelia foi um livro que me agradou muito, com uma narrativa diferente e que trata de assuntos tão próximos de nossa vida atual. 

24 de setembro de 2014

[Filme] Hércules


Título original: Hércules
Duração: 98 min.
Direção: Brett Ratner
Roteiro: Ryan Condal
Distribuidora: Paramount
Ano: 2014
Avaliação: 3/5
Sinopse:Filho de Zeus, o semideus Hércules (Dwayne Johnson) sofre há 400 anos, por ter perdido toda a sua família. Após realizar os doze trabalhos, ele conhece seis homens sanguinários e impiedosos, e une-se ao grupo em busca de novas tarefas e de qualquer trabalho que puder encontrar, com a condição de ser remunerado. Esses homens assassinam diversas pessoas em seu caminho, e com isso acabam despertando fama na região, até que o rei da Trácia chama Hércules e convida-o a treinar o seu exército, na intenção de transformá-los em verdadeiros mercenários. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Quando decidi assistir a essa versão de Hércules mantive duas coisas em mente, que seria uma representação diferente dessa história grega tão conhecida e, principalmente, que seria o Hércules do The Rock (rs) e exatamente por ter esses parâmetros consegui me divertir bastante durante o filme.


Falando sobre a primeira das minhas premissas essa versão vai desconstruir o Hércules como conhecemos, vai tratar dele como se fosse um homem cercado por um mito, sim ele é forte (muito forte, e enorme, e dá medo rs) mas em si não deixaria de ser um homem, mostrando também que ele está longe de ser um herói, trabalhando na verdade como um mercenário, oferecendo seus serviços em troca de dinheiro. O filme vai desconstruir as lendas e os mitos em vários aspectos e em alguns momentos mostrar como eles são criados. Hércules se aproveita das histórias que o rodeiam para poder intimidar o inimigo (o que é uma boa técnica de batalha), e possui também um grupo de amigos que o ajudam e o seguem. 


O objetivo é bem construído, porém o enredo não ficou exatamente como eu esperava, sim há cenas de batalhas épicas, afinal é um filme com The Rock, muita luta, coreografia, cenas de reviravoltas e demonstração de força, nisso realmente não há do que reclamar, porém alguns aspectos na escolha do tom que o filme teria não me agradaram, há momentos que envolvem drama, uma introspecção e um reflexão interna e autodescobrimento que estão mesclados com cenas de comédia, alívio cômico e piadas que muitas vezes estão mal posicionados na trama.


Os personagens trabalhados no filme são interessantes, tanto no grupo de Hércules quanto nos demais, porém o filme apresenta personagens complexos sem realmente se aprofundar neles, na verdade eles rodeiam Hércules e isso basta, algumas questões são levantadas e não respondidas. 
Bom, como comentei no começo, não esperava um épico grandioso, nem um filme que mudasse os meus parâmetros e por isso me diverti, ver as cenas de luta foi empolgante e a desconstrução de Hércules interessante, e apesar de ficar incomodada com os aspectos que comentei ainda posso dizer que é um bom filme para um momento de distração despretensiosa. 


22 de setembro de 2014

[Music Monday] The Letter

Sabe aquela música que você não lembra direito onde ouviu, nem quando baixou e por algum mistério meio cósmico não foi atrás de outras músicas da banda (e no meu caso fica um pouco pior, pois nem sei qual é a banda, acabei descobrindo para o post rs), aquela música filha única de seu mp3 que mal tem relação com o resto – tudo bem que minha seleção não tem uma lógica, uma unidade – mas que você adora, essa é uma das minhas músicas que estão nessa categoria, não lembro onde ouvi ou quem cantou mas gosto muito dela: The Letter, de The Box Tops


The Letter


Give me a ticket for an aeroplane
I ain't got time to take a fast train
Lonely days are gone
I'm going home, because my baby just wrote me a letter


I don't care how much money I've got to spend
I've got to get back to my baby again
Lonely days are gone
I'm going home; my baby just wrote me a letter


(x2):

Well she wrote me a letter, said she couldn't live without me nomore
Listen mister, can't you see I've got to get back to my baby oncemore?
Anyway, yeah, give me a ticket for an aeroplane
I ain't got time to take a fast train
Lonely days are gone
I'm going home, because my baby just wrote me a letter



My baby just wrote me a letter 


18 de setembro de 2014

[Livro] Seis Anos Depois – Harlan Coben



Livro: Seis Anos Depois
Titulo Original: Six Years
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse:Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la.
Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos.
Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa.
Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada.
Em Seis Anos Depois Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.

Comentários:
Já li alguns livros do Harlan Coben e as características dele que mais me chamam a atenção é o bom uso do humor e as reviravoltas durante toda a trajetória,com isso posso dizer que Seis Anos Depois é um ótimo representante das marcas de seu autor. 
Neste livro Harlan Coben apresenta uma trama bem envolvente, mas assumo que quando comecei a ler fui surpreendida, pois pensava que o mistério não se sustentaria na história toda já que o caso é focado em apenas uma pessoa, porém estava felizmente errada e na verdade há toda uma trama e ligações inesperadas segurando o leitor e deixando as soluções um mistério. 
O suspense inicial por si já é bem intrigante, Jake Fisher é um professor universitário que há seis anos se apaixonou por Natalie perdidamente, o romance durou poucos meses e terminou quando Natalie casou com outro e fez Jake prometer nunca mais procurá-la, ele cumpriu sua promessa por seis anos, até o dia em que viu em um obituário o nome do marido de Natalie e decidiu, nem que por breves momentos, vê-la no funeral, mas ao chegar lá descobriu que na verdade a mulher do falecido não era seu antigo amor e com isso a trama se desenvolve em vários mistérios, becos que parecem não ter solução e uma busca por Natalie. 
Tenho que dizer que a trama já me deixou curiosa só pelo início, não é um livro policial que começa com um crime a ser resolvido, mas sim com um mistério mais elaborado e mais complicado pois logo no começo todas as teorias sobre Natalie são postas em dúvida, enquanto várias questões são levantadas. Harlan consegue desenvolver bem o mistério e manter o clima do livro, há muitas viradas e revelações, algumas informações que parecem aleatórias vão tomando corpo e função e ele consegue amarrar todas as pontas da história. E posso dizer que as revelações finais me surpreenderam, eu consegui descobrir uma pequena parte, mas não pude imaginar todo o resto. 
Os personagens me agradaram muito por ser um livro diferente, neste suspense não é um investigador ou um policial ou um detetive ou qualquer coisa relacionada à essas profissões quem conduz as investigações, mas sim um professor universitário que está atrás da mulher por quem se apaixonou e isso dá um toque bem diferente dos livros policiais que estou acostumada, não há grandes façanhas, sacadas inimagináveis e cenas de ação inspiradas em Missão Impossível, na verdade tudo é bem amador, nem poderia chamar a busca de Jake de investigação, na verdade é uma grande e bem direcionada bisbilhotice e esse é um grande diferencial. Além da falta de profissionalismo Jake também é dotado de um humor que traz boas tiradas como um alívio dos momentos tensos, ele se ironiza e faz piadas da situação dando um bom alívio cômico ao livro. Natalie se torna quase uma entidade durante a história, o que sabemos dela é apenas baseado na visão apaixonada de Jake e nas pistas que ele descobre com o tempo, não sendo possível se aprofundar mais no personagem, o que não é exatamente um problema já que tudo está pautado em Jake. Outro personagem que têm um bom destaque e uma construção diferenciada na história é Benedict, melhor amigo de Jake, também responsável por uma parte do humor e por um dos momentos mais surpreendentes do livro. 
Tenho que dizer que esse foi um dos melhores livros de Coben que li, mas um aspecto me incomodou durante a leitura, a motivação inabalável de Jake, ok, talvez eu não seja a última das românticas, porém pensar que tudo isso foi guiado por um amor arrebatador e breve que ficou guardado por seis anos me soou um pouco inverossímil no início da história, mas conforme a trama se desenvolve conhecemos outros fatores e complexidades que essa resalva acaba ficando em segundo plano.  

Ps: Esse foi um dos livros que levei para o autor autografar durante a bienal \o/ 

17 de setembro de 2014

[Evento] Encontro com Pedro Bandeira


Sabe aquele livro que marcou sua infância/adolescência, aquele que você guarda com carinho e tem boas memórias, agora imagina poder encontrar o autor dessa obra que tem tamanha importância para você, foi isso que aconteceu comigo ao poder encontrar o autor Pedro Bandeira. 
Na última segunda-feira (15) a Livraria Cultura realizou um evento que consistiu em palestra e autógrafos com o autor Pedro Bandeira para o lançamento do último livro da série Os Karas, A Droga da Amizade. Logo na entrada já foi possível entrar no clima, pois a organização carimbou a mão dos participantes com a característica letra K dos Karas. 

No início da apresentação foi relatada toda a história do autor Pedro Bandeira, suas publicações, a trajetória de suas obras e a nova edição de seus livros lançada recentemente, e também pude descobrir que não estava apenas sendo comemorado o lançamento do último livro como também 30 anos de história do primeiro livro da série, A Droga da Obediência (que por sinal foi o que eu levei para autografar \o/).

Depois da apresentação foi a vez do autor conversar um pouco com o público, e ter a oportunidade de presenciar esse bate-papo com Pedro Bandeira só fez com que eu o admirasse ainda mais. Ele contou sobre o último livro, sobre o envelhecimento dos personagens e o rumo que ele deu para cada um (estou louca para saber tudo rs), depois ele comentou sobre a trajetória da sua obra e como seu primeiro livro já estava completando 30 anos é possível para ele ver o crescimento e amadurecimento de seus leitores, mas também as crianças que seus livros continuam encantando e isso foi bem visível só pela plateia do evento, a idade das pessoas presentes era bem diversa, tendo desde pessoas que cresceram com Pedro Bandeira (eu \o/) até seus novos leitores. 

Ele manteve a conversa bem informal e bem próxima do público com isso gerando vários momentos engraçados durante a palestra, mas algumas observações me marcaram, como quando ele comentou que em suas obras ele sempre busca dialogar e discutir com o jovem, trazendo questões que possam ser pensadas, mas que não soem como uma aula ou um sermão. Outro ponto bem legal é que na verdade para ele todos os integrantes dos Karas são na verdade a sua representação para o jovem. 

Depois foi aberto um espaço para perguntas dos fãs e o evento se encerrou com uma sessão de autógrafos. Posso dizer que simplesmente amei esse evento, foi um sonho poder estar perto e prestigiar um autor que me marcou, não foi com seus livros que comecei a ler, mas com certeza eles fizeram parte da minha juventude e depois desse evento estou morrendo de vontade de reler todas as suas obras. 

14 de setembro de 2014

Desafio Bravo 100 Livros da Literatura Mundial


Como comentei no post anterior, motivada pelo vídeo da Tatiana Feltrin, decidi fazer o Desafio Bravo de Literatura Nacional, mas queria dar uma incrementada, e aqui vai a segunda parte que criei para esse desafio, a lista de 100 livros essenciais da literatura mundial, também da revista Bravo.  Vejam a lista: 

1. Ilíada, de Homero
2. Odisseia, de Homero
3. Hamlet, de William Shakespeare
4. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes
5. A Divina Comédia, de Dante Alighieri
6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
7. Ulisses, de James Joyce
8. Guerra e Paz, de Leon Tosltói
9. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
10. Os Ensaios, de Michel de Montaigne
11. Édipo Rei, de Sófocles
12. Otelo, de William Shakespeare
13. Madame Bovary, de Gustave Flaubert
14. Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe
15. O Processo, de Franz Kafka
16. Doutor Fausto, de Thomas Mann
17. As Flores do Mal, de Charles Baudelaire
18. O Som e a Fúria, de William Faulkner
19. A Terra Desolada, de T. S. Eliot
20. Teogonia, de Hesíodo
21. Metamorfoses, de Ovídio
22. O Vermelho e o Negro, de Stendhal
23. O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald
24. Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud
25. Os Miseráveis, de Victor Hugo
26. O Estrangeiro, de Albert Camus
27. Medeia, de Eurípides
28. Eneida, de Virgílio
29. Noite de Reis, de William Shakespeare
30. Adeus às Armas, de Ernest Hemingway
31. O Coração das Trevas, de Joseph Conrad
32. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
33. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf
34. Moby Dick, de Herman Melville
35. Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe
36. A Comédia Humana, de Honoré de Balzac
37. Grandes Esperanças, de Charles Dickens
38. O Homem sem Qualidades, de Robert Musil
39. As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
40. Finnegans Wake, de James Joyce
41. Os Lusíadas, de Luís de Camões
42. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas
43. Retrato de uma Senhora, de Henry James
44. Decamerão, de Giovanni Boccaccio
45. Esperando Godot, de Samuel Beckett
46. 1984, de George Orwell
47. A Vida de Galileu, de Bertolt Brecht
48. Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont
49. A Tarde de um Fauno, de Stéphane Mallarmé
50. Lolita, de Vladimir Nabokov
51. Tartufo, de Molière
52. As Três Irmãs, de Anton Tchekhov
53. O Livro das Mil e Uma Noites
54. O Burlador de Sevilha, de Tirso de Molina
55. Mensagem, de Fernando Pessoa
56. Paraíso Perdido, de John Milton
57. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe
58. Os Moedeiros Falsos, de André Gide
59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
60. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
61. Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello
62. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
63. A Náusea, de Jean-Paul Sartre
64. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo
65. Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene Gladstone O’Neill
66. A Condição Humana, de André Malraux
67. Os Cantos, de Ezra Pund
68. Canções da Inocência-Canções da Experiência, de William Blake
69. Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams
70. Ficções, de Jorge Luis Borges
71. O Rinoceronte, de Eugène Ionesco
72. A Morte de Virgílio, de Hermann Broch
73. Folhas de Relva, de Walt Whitman
74. O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati
75. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
76. Viagem ao Fim da Noite, de Louis-Ferdinand Céline
77. A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós
78. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar
79. As Vinhas da Ira, de John Steinbeck
80. Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
81. O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger
82. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
83. Contos, Hans Christian Andersen
84. O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa
85. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne
86. Uma Passagem para a Índia, de Edward Morgan Forster
87. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
88. Trópico de Câncer, de Henry Miller
89. Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev
90. O Náufrago, de Thomas Bernhard
91. A Epopeia de Gilgamesh
92. O Mahabharata
93. As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino
94. On The Road, de Jack Kerouac
95. O Lobo da Estepe, de Herman Hesse
96. O Complexo de Portnoy, de Philip Roth
97. Reparação, de Ian McEwan
98. Desonra, de J. M. Coetzee
99. As Irmãs Makioka, de Junichiro Tanizaki
100. Pedro Páramo, de Juan Rulfo


Ps: veja mais sobre essa lista aqui.

Desafio Bravo 100 Livros da Literatura Nacional


Adoro desafios, e listas e livros para ler, então quando vi esse desafio no vlog da Tatiana Feltrin logo me empolguei pra fazer, convoquei a Jéssica (parceira dessas loucuras literárias) e decidimos ler a lista da revista Bravo que indica 100 livros da Literatura Nacional, porém como sou uma pessoa empolgada e com um nível de sanidade contestável decidi aumentar esse desafio em duas partes, a primeira que mostro nesse post é a de livros nacionais, a segunda vou mostrar no post seguinte. Vamos à lista (por ordem de autor): 


  1. Adélia Prado: Bagagem 
  2. Aluísio Azevedo: O Cortiço 
  3. Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos 
  4. Álvares de Azevedo: Noite na Taverna 
  5. Antonio Callado: Quarup 
  6. Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda 
  7. Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino 
  8. Augusto de Campos: Viva Vaia 
  9. Augusto dos Anjos: Eu 
  10. Autran Dourado: Ópera dos Mortos 
  11. Basílio da Gama: O Uraguai 
  12. Bernando Élis: O Tronco 
  13. Bernando Guimarães: A Escrava Isaura 
  14. Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados 
  15. Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
  16. Carlos Drummond de Andrade: Claro Enigma 
  17. Castro Alves: Os Escravos
  18. Castro Alves: Espumas Flutuantes 
  19. Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
  20. Cecília Meireles: Mar Absoluto 
  21. Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
  22. Clarice Lispector: Laços de Família 
  23. Cruz e Souza: Broquéis 
  24. Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba 
  25. Dias Gomes: O Pagador de Promessas 
  26. Dyonélio Machado: Os Ratos 
  27. Erico Verissimo: O Tempo e o Vento 
  28. Euclides da Cunha: Os Sertões 
  29. Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro? 
  30. Fernando Sabino: O Encontro Marcado 
  31. Ferreira Gullar: Poema Sujo 
  32. Gonçalves Dias: I-Juca Pirama 
  33. Graça Aranha: Canaã 
  34. Graciliano Ramos: Vidas Secas
  35. Graciliano Ramos: São Bernardo 
  36. Gregório de Matos: Obra Poética
  37. Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
  38. Guimarães Rosa: Sagarana 
  39. Haroldo de Campos: Galáxias 
  40. Hilda Hilst: A Obscena Senhora D 
  41. Ignágio de Loyola Brandão: Zero 
  42. João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço 
  43. João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina 
  44. João do Rio: A Alma Encantadora das Ruas 
  45. João Gilberto Noll: Harmada 
  46. João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos 
  47. João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro 
  48. Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha 
  49. Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
  50. Jorge Amado: Terras do Sem Fim 
  51. Jorge de Lima: Invenção de Orfeu 
  52. José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen 
  53. José de Alencar: O Guarani
  54. José de Alencar: Lucíola 
  55. José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto 
  56. José Lins do Rego: Fogo Morto 
  57. Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma 
  58. Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada 
  59. Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé 
  60. Luiz Vilela: Tremor de Terra 
  61. Lygia Fagundes Telles: As Meninas
  62. Lygia Fagundes Telles: Seminário dos Ratos 
  63. Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
  64. Machado de Assis: Dom Casmurro 
  65. Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias 
  66. Manuel Bandeira: Libertinagem 
  67. Manuel Bandeira: Estrela da Manhã 
  68. Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre 
  69. Mário de Andrade: Macunaíma; 
  70. Mário de Andrade: Pauliceia Desvairada 
  71. Mário Faustino: o Homem e Sua Hora 
  72. Mário Quintana: Nova Antologia Poética 
  73. Marques Rebelo: A Estrela Sobe 
  74. Menotti Del Picchia: Juca Mulato 
  75. Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo 
  76. Murilo Mendes: As Metamorfoses 
  77. Murilo Rubião: O Ex-Mágico 
  78. Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva
  79. Nelson Rodrigues: A Vida Como Ela É 
  80. Olavo Bilac: Poesias 
  81. Osman Lins: Avalovara 
  82. Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
  83. Oswald de Andrade: Memórias Sentimentais de João Miramar 
  84. Otto Lara Resende: O Braço Direito 
  85. Padre Antônio Vieira: Sermões 
  86. Paulo Leminski: Catatau 
  87. Pedro Nava: Baú de Ossos 
  88. Plínio Marcos: Navalha de Carne 
  89. Rachel de Queiroz: O Quinze 
  90. Raduan Nassar: Lavoura Arcaica 
  91. Raduan Nassar: Um Copo de Cólera
  92. Raul Pompéia: O Ateneu 
  93. Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas 
  94. Rubem Fonseca: A Coleira do Cão 
  95. Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson 
  96. Stanislaw Ponte Preta: Febeapá 
  97. Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
  98. Tomás Antônio Gonzaga: Cartas Chilenas 
  99. Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética 
  100. Visconde de Taunay: Inocência


Ps: Veja o vídeo da Tatiana Feltrin aqui
     Veja mais sobre essa lista aqui

11 de setembro de 2014

[Filme] Guardiões da Galáxia


Título original: Guardians Of The Galaxy
Duração: 121 min.
Direção: James Gunn (II)
Roteiro: James Gunn (II) e Nicole Perlman
Distribuidora: Walt Disney
Ano: 2014
Avaliação:  5/5
Sinopse: Peter Quill (Chris Pratt) foi abduzido da Terra quando ainda era criança. Adulto, fez carreira como saqueador e ganhou o nome de Senhor das Estrelas. Quando rouba uma esfera, na qual o poderoso vilão Ronan, da raça kree, está interessado, passa a ser procurado por vários caçadores de recompensas. Para escapar do perigo, Quill une forças com quatro personagens fora do sistema: Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), a sombria e perigosa Gamora (Zoe Saldana), o guaxinim rápido no gatilho Rocket Racoon (Bradley Cooper) e o vingativo Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Mas o Senhor das Estrelas descobre que a esfera roubada possui um poder capaz de mudar os rumos do universo, e logo o grupo deverá proteger o objeto para salvar o futuro da galáxia. (Fonte: Adoro Cinema) 


Comentários:
Quando soube que uma das apostas do Marvel seria o seu arco sobre os Guardiões da Galáxia fiquei bem perdida, não conhecia nada sobre eles, e ao ver que o grupo é formado por vários seres alienígenas fiquei bem receosa, até que começaram a sair as imagens, depois os trailers, ai veio o lançamento e as inúmeras críticas positivas, com isso tomei coragem e fui ver, e olha, continuo não sabendo muito mais além do que foi mostrado no filme, mas adorei.

Como disse, essa foi uma das apostas mais ambiciosas da Marvel: trazer um grupo quase desconhecido, até mesmo para o público dos quadrinhos, e montar uma grande produção, mas talvez essa tenha sido uma das fórmulas mais corretas, pois Guardiões da Galáxia se tornou um dos melhores filmes que vi desde Os Vingadores.

Um dos fatores que mais gostei desse filme é que não foi perdido muito tempo tentando explicar os personagens, até por que se tentassem contar a origem de cada um seria usado mais da metade do filme só com conversas e flashbacks, tudo é muito rápido (como por exemplo, logo no começo é mostrado quando Peter Quill é abduzido e depois já o mostra adulto como Senhor das Estrelas roubando uma das gemas do poder). A união do grupo também se dá de forma simples, mas altamente eficiente, eles se encontram na prisão e se unem por um objetivo comum.

Os personagens são um dos pontos positivos nesse filme, todos têm suas características e espaços bem trabalhados. Gamora é a personagem feminina do grupo, uma das “filhas” de Thanos, uma criação feita para matar, Peter Quill que é a representação do anti-herói, Drax que está em busca de sua vingança e tem sua particularidade de não entender metáforas ou figuras de linguagens, o que gera ótimos diálogos, e claro os meus personagens preferidos neste filme e que roubam a cena em vários momentos, Rocket Racoon, um guaxinim fruto de experimentos genéticos e Groot, uma árvore humanoide que só fala uma frase (“I am Groot”) e esses dois personagens merecem menções honrosas pois são totalmente frutos de computação gráfica mas possuem personalidade e presença, Rocket Racoon é responsável pelas cenas mais engraçadas e Groot, mesmo falando apenas uma frase, consegue transmitir várias emoções (só por curiosidade a dublagem de Groot é feita por Vin Diesel).

Outra ótima escolha desse filme foi mergulhar de cabeça no humor, quase não há cenas profundas ou sérias, o filme é pautado na comédia, nas tiradas engraçadas, nas situações irreverentes, e que não chegam a ser forçado, eles fazem parte dos personagens e da ação.
Outro enorme ponto positivo é a trilha sonora, com uma fita cassete que aparece o filme inteiro a trilha é pautada em músicas dos anos 80, gerando além de graça um bom saudosismo.

A trama é boa e está bem inserida no universo Marvel dos filmes, aqui vemos Thanos (que já tinha aparecido nas cenas pós-créditos de Vingadores) e sua busca pelas gemas do infinito, além de uma participação do Colecionador (que também fez aparição na cena pós-créditos de Thor 2), mas em Guardiões também é apresentado um desafio próprio, com o combate contra o extremista Ronan que quer acabar com uma nação.

Com os bons resultados de bilheteria já foi garantido um segundo filme dessa franquia e isso me deixou extremamente feliz, além de ver a Marvel montando bem seu universo no cinema com certeza quero ver Rocket Racoon e Groot de novo.




   

9 de setembro de 2014

[Livro] Antes da Forca – Joe Abercrombie



Livro: Antes da Forca
Titulo Original: Before they are hanged
Autor: Joe Abercrombie
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:Nesta ardilosa sequência de O poder da espada, o futuro da União está em três frentes de batalha – e nenhuma delas parece nem perto da vitória.
Sand dan Glokta se tornou o todo-poderoso de Dagoska e tem de impedir que ela seja tomada pelos inimigos – tarefa difícil em uma cidade com muralhas decadentes e escassez de soldados. Além disso, o ex-torturador também precisa desvendar uma conspiração no conselho governante e salvar a própria pele.
Enquanto isso, nas terras congeladas de Angland, o coronel West tem pela frente uma complicada missão: proteger o príncipe herdeiro no campo de batalha e evitar que a inexperiência e a arrogância dele levem todos para a morte.
Ao mesmo tempo, Bayaz, o Primeiro dos Magos, lidera uma expedição que cruzará o continente até a borda do Mundo. Passando por terras amaldiçoadas e esquecidas no passado, ele precisa encontrar a Semente – uma relíquia do Tempo Antigo que poderia pôr um fim à guerra, ao exército de comedores que se multiplica no Sul e aos bandos de shankas que atacam no Norte.
Nesta trama inteligente e de personagens complexos, antigos segredos são revelados, batalhas sangrentas são travadas, inimigos mortais são perdoados – mas não antes de estarem na forca.

Comentários: 
Quando li O Poder da Espada fiquei encantada com os personagens e a trama apresentada, todas as alianças e reviravoltas me deixaram mais que ansiosa para a continuação e talvez isso não tenha sido tão bom.
Ok, não posso culpar apenas minha ansiedade, esse livro passou por vários contratempos comigo, logo no início da leitura tive uma rotina de trabalho intensa, o que atrasou muito a leitura, depois começou a bienal, momento em que também não li muito, então ele me deixou com a sensação de ser um livro mais lento do que realmente é, mas não o redime de passar um pouco pela síndrome do segundo livro, sendo claramente uma preparação e uma ambientação para o que está por vir.
Sabe aquele momento em um jogo quando as peças se armam para só então realizarem as jogadas e os ataques, foi essa a impressão que Antes da Forca causou, no primeiro livro foram apresentados os personagens, as situações e o enredo em que tudo se desenvolveria, agora neste segundo podemos acompanhar o desenrolar da trama, o caminho que todos tomam e a tensão aumentando, porém por ser um livro intermediário seu ritmo é mais lento e não há grandes desfechos.

“ – A Grande Niveladora – sussurrou Cachorrão, já pensativo.
Era como os homens das montanhas a chamavam, a morte. Nivela todas as diferenças. Homens Nomeados e ninguéns, no sul ou no norte. No fim ela pega todo mundo e trata todos de modo igual.” p. 10

Como anteriormente o foco da narrativa muda entre os grupos de personagens dando uma perspectiva geral do que está acontecendo com cada um, vimos West no exército tentando se preparar para a guerra contra Bethod, os nórdicos estão em uma jornada para se aliarem a União também contra Bethod, Bayaz está com Jezal, Logan e Ferro em uma expedição em busca de algo que pode mudar o rumo de todas as guerras, e Glokta foi enviado para uma cidade visando investigar uma suspeita de traição e conter a guerra com os gurkenses. As situações vão se desenvolvendo, mas diferente do primeiro elas não se ligam tanto, são mais independentes umas das outras, porém é possível perceber que o autor está encaminhando todos para um grande acontecimento final, e com essa escolha de variar a narrativa a história paira sobre esses núcleos e ajuda o leitor pois evita que haja um desgaste do grupo tratado e proporciona uma visão melhor de todos os acontecimentos.  

“ – Qualquer um pode enfrentar a facilidade e o sucesso com confiança. É o modo como enfrentamos os problemas e os infortúnios que nos define. A autopiedade anda junto com o egoísmo, e não há nada mais deplorável num líder. O egoísmo pertence às crianças e aos idiotas.” p. 263

O ponto que mais me agradou neste segundo livro foi o tratamento despendido para os personagens, não apenas eles foram aprofundados ou evoluíram, mas sim passaram por mudanças que marcaram cada um deles, é possível ver a humanização começar a surgir naquele que não sentia mais nada, o esnobe aprender que a vida pode ser mais que as aparências, os supostos selvagens mostrarem mais civilidade que os homens dos reis e o que era então um exemplo de comportamento liberar traços obscuros de sua personalidade, máscaras começarão a cair e é possível ver a real natureza das pessoas e como o ambiente e os fatores da vida podem alterar alguém.
Sim, esse pode ter sido um livro mais lento, mas deu uma boa continuidade a história e enriqueceu os personagens por quem já tenho uma grande afeição. Resta-me esperar o desfecho dessa série que gosto tanto. 

Os livros da série A Primeira Lei: 


O terceiro livro da série, O duelo dos reis, ainda não tem capa definida. Veja a resenha do primeiro volume da trilogia, O poder da espada, aqui

7 de setembro de 2014

Listas Aleatórias: 7 Motivos para ler a série Kaori, de Giulia Moon

Aloha, amig@s!

Depois de me recuperar (um pouco) da ressaca pós-Bienal do Livro e passar a semana em grupo de apoio para lidar com a depressão que a falta do evento tem me causado, retorno para a minha coluna com novo ânimo!



Passei os últimos dias embrenhada no universo sensual e misterioso de Kaori, personagem criada pela autora Giulia Moon. Já tinha lido "Kaori: Perfume de Vampira" há alguns meses, mas retornei às aventuras da vampira nipônica em "Kaori 2: Coração de Vampira" e em "Kaori e o Samurai sem braço" - e agora lendo "Flores Mortais", coletânea de contos diversos e que conta com um crossover vampírico envolvendo Luar, vampiro criado por Kizzy Ysatis, autor que adoro ao extremo. Mas o crossover fica para outro post, prometo!

Mas por que ler Kaori?, vocês me perguntam. E eu lhes digo:

1- A protagonista, ora essa! Kaori é forte, corajosa, voluntariosa, passional e encantadora. É impossível manter-se imune ao seu charme, sempre mostrando um aspecto novo da sua personalidade, sempre surpreendente.

2- Personagens marcantes e com características próprias, sejam eles humanos ou sobrenaturais. E é difícil escolher um favorito, pois acabei criando uma relação de amor-ódio-veneração por vários deles. 

3- A narrativa é envolvente. O texto tem fluência e ritmo - às vezes calmo, tal qual a atmosfera do Japão do século XVII, às vezes agitado e frenético, como as cenas no Brasil do século XXI. Não é fácil desgrudar dos livros.

4- O cuidado em mostrar a cultura japonesa. Confesso ser completamente ignorante em relação aos costumes japoneses, é algo completamente fora da minha realidade, por isso o mergulho na ambientação causou-se tanta estranheza e fascinação. Aprendi um bocado de coisas novas e estou ansiosa por ler mais.

5- Há uma fuga do óbvio ao mostrar uma diversidade de criaturas fantásticas tão diferentes entre si. Há vampiros, lobisomens, zumbis e uma miríade de criaturas fantásticas não tão exploradas na literatura (ao menos nada que me fosse muito comum). O mundo sobrenatural é muito mais amplo do que sonhamos!

6- O trabalho gráfico é lindo. Sem exageros e artificialismos, o que é algo que me encanta. E a edição de "Kaori e o Samurai sem braço" conta com ilustrações lindas!



Kaori

Kaori e Kitarô


7- E finalmente: Vampiros de verdade, minha gente! Sem muitos mimimis, sem brilho no escuro, sem esconder muito a sua natureza sombria. Embora sejam dotados de uma postura diferenciada (Takezo, seu lindo!), eles ainda assim são criaturas da noite, com tudo o lhes é de direito.

4 de setembro de 2014

[Resultado do Sorteio] Aniversário Fábrica dos Convites



Oi gente, e saiu o resultado do sorteio de Aniversário Fábrica dos Convites:

a Rafflecopter giveaway


Parabéns a todos os vencedores \o/

2 de setembro de 2014

[Evento] Relatos de uma bienal – Parte Final


Só de escrever o título deste post já fiquei triste, logo no primeiro dia sem a bienal e já senti os sintomas da depressão ao ficar longe dos amigos, das pessoas que conheci, das conversas, dos livros, dos estandes, das palestras, de tudo o que define esse evento e o torna tão importante na vida daqueles que amam os livros, mas como não posso mudar esse fato, vou contar como foram meus três últimos dias do envento. 

Sexta-feira (29/8)

Esse foi o primeiro dia em que eu realmente tinha uma programação para cumprir, cheguei cedo e fiz um pequeno estrago de compras enquanto estava esperando a Jéssica chegar (falei pra não me deixar sozinha rs), mas assim que ela me encontrou fomos para a primeira palestra que falava sobre Editor de Texto, Preparador e Revisor - O papel de cada um no processo do livro, com Márcia Lígia Guidin. Posso dizer que essa foi uma das palestras que mais gostei, com muita experiência no mercado editorial Márcia Lígia Guidin apresentou a função de cada um durante o processo do livro com várias curiosidades e pontos para que aqueles que queiram entrar na área fiquem atentos. Logo depois demos uma volta e fomos para a segunda palestra sobre o roteiro em quadrinhos com David Mairowitz, Marcello Quintanilha, Gabriel Bá e Fábio Moon, sendo mediados por André Conti, essa foi uma palestra bem interessante e me deixou curiosa com o trabalho de cada um deles. Logo após esse evento passei na Panini para fazer uma das compras que mais me deixou feliz nessa bienal, consegui adquirir o meu tão esperado Sandman vol. 1 e ainda de quebra comprei o Daytripper e ainda consegui autógrafo dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon. Fechando o dia aconteceu um encontro de blogueiros da Geração Editorial que apresentou o lançamentos de autores nacionais e foi mediado pela minha querida amiga Milena Cherubim. Voltei pra casa cansada e com os braços doendo, mas extremamente feliz. 


Sábado (30/8)

Esse foi um dia de bienal curto para mim e quase todo dedicado a apenas uma coisa: Ken Follett. Como vocês podem ver pelas resenhas aqui do blog, Follett é um dos autores que mais gosto e quando eu soube que ele viria para o Brasil eu nem pensei duas vezes, eu queria um autógrafo dele. Acordei cedo e às 7h30 da manhã já estava na fila para conseguir a senha dos autógrafos, depois esperei a bienal abrir e já fui para a palestra que teria com o Follett e isso só fez com que eu gostasse cada vez mais do autor, ele contou sobre seu próximo livro, sobre seu processo de escrita e pesquisa, seu personagem preferido e os próximos projetos. Logo depois começou  a sessão de autógrafos e apesar de ter sido um pouco corrido ele foi um amor.  Fiquei pouco tempo na bienal depois disso. 


Domingo (31/8)
Esse foi um dia feliz e triste ao mesmo tempo, posso dizer que foi uma dificuldade levantar da cama para ir para bienal, estava cansada e com dores nas costas, mas por ser o último dia me arrumei e fui. Apesar de ser um domingo o pavilhão estava incrivelmente tranquilo. Não fiz grandes programações, comprei os últimos livros que queria e fiquei batendo papo com os amigos, porém na hora de ir embora bateu aquela tristeza de me despedir das pessoas que conheci, daquelas que já conhecia, mas que não costumo ver sempre, dos amigos que me acompanharam nesses dias e de todo o clima que me animou e motivou, mas tenho que dizer que tudo valeu a pena, a conta bancária um pouco desfalcada, as pernas e as costas doendo, o sono atrasado e a correria, e faria cada detalhe de novo só pela felicidade que senti. Não sei se ano que vem estarei na bienal do Rio, porém já estou contando os dias para a próxima bienal em São Paulo.  
Algumas considerações que queria fazer sobre a bienal: 
  • O Anhembi já não comporta um evento desse tamanho, não sei se há um local melhor, mas é algo que os organizadores deveriam pensar. 
  • Alguns estandes me surpreenderam com sua criatividade, recepção, promoções e atendimento, enquanto outros estavam desorganizados ou com preços que não valiam a pena (mas isso acontece em toda a bienal) 
  • Os alimentos estavam caros, a praça de alimentação cheia, mas nada que um bom lanche na bolsa não resolva. 
  • Gostei bastante da montagem do pavilhão, com maiores e mais numerosas áreas de descanso era possível achar um refúgio quando se precisava. 

Enfim, como todos os eventos há pontos positivos e negativos, e tudo isso faz parte do conjunto da bienal e nem o pior dia ou problema tiraram o brilho do evento para mim, que venha 2016. 

Veja os outros posts: 
Relatos de uma bienal – Parte I
Relatos de uma bienal – Parte II