30 de junho de 2013

[Filme] O Lado Bom da Vida

Título original: Silver Linings Playbook
Duração: 122 min.
Direção:  David O Russel
Roteiro:  David O. Russell, baseado na obra de Matthew Quick
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2013
Avaliação:  4/5
Sinopse: Pat Solatano perdeu tudo: sua casa, seu trabalho, e sua esposa. Ele agora se encontra vivendo novamente com seus pais, depois de passar oito meses em uma instituição. Pat está determinado a reconstruir sua vida. Quando ele atende Tiffany, uma misteriosa garota com problemas, as coisas ficam complicadas. Tiffany se oferece para ajudar Pat a reconquistar sua esposa, mas somente, se ele fizer algo muito importante para ela em troca.


Comentários: 
O lado bom da vida foi um filme que me surpreendeu muito, apesar de parecer um enredo simples ele simplesmente trata de questões mais profundas. 
Tenho que admitir que adoro filmes, livros e outras artes que tratam sobre a loucura, ou até comportamentos não considerados normais por mostrar o diferente, o que não segue regras ou preceitos e foi assim que a história do filme me atingiu. 

 O enredo é linear, temos a história de Pat (Bradley Cooper) que após um trauma e meses de internação e terapia tenta voltar a sua rotina normal e Tiffany (Jennifer Lawrence) que também passou por um trauma e juntos tentaram retomar suas vidas e lidar com suas feridas. 
O que Pat e Tiffany passam não chega a ser uma loucura propriamente dita, mas sim uma maneira de lidar com suas dores, o que torna a ambos incrivelmente sinceros (daquele tipo de sinceridade que não é muito aceitável) e com comportamentos não aceitáveis pelos outros. Podemos ver que mesmo ambos não estando inteiros tentam ajudar o outro. 
Gostei da história, o roteiro deixou o filme completo e a confusão em volta dos personagens (a família de Pat e Tiffany por exemplo) também é uma representação da confusão deles intensificando esse aspecto de suas vidas, a falta de ordem. 
A atuação dos atores Bradley Cooper e Jennifer Lawrence foi muito boa (apesar de que não achei tudo isso a atuação de Jennifer para levar um Oscar, mas tudo bem), já Bradley me cativou mais, suas crises eram intensas e palpáveis. 
Recomendo o filme, que é uma adaptação de um livro de mesmo nome que pretendo ler em breve. 


28 de junho de 2013

[Livro] O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Livro: O Morro dos Ventos Uivantes
Titulo Original: Wuthering Heights
Autor: Emily Brontë
Editora: Abril S.A.
Ano: edição lida de 2010 (edição original de 1947)
Avaliação: 5/5
Sinopse:
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos.



Comentários:  
Usando o desafio literário para poder ler livros que sempre quis aproveitei o tema desse mês (romance psicológico) para poder ler O Morro dos Ventos Uivantes, obra prima e única de Emily Brontë.
Seguindo mais uma vez a linha dos livros que já tinha estudado e conhecia a história e vários detalhes (assim como em Orgulho e Preconceito) e também comprovei que não há nada como ler uma obra para entender tudo o que dizem sobre ela (no caso de O Morro dos Ventos Uivantes, sobre sua grandiosidade, sua importância para o romance entre outras coisas). 
O que posso dizer foi que tive uma experiência única de leitura com esse livro, fazia muito tempo mesmo que não me envolvia dessa forma com os personagens, todos eles despertaram diversos sentimentos em mim, dos mais contraditórios, e foi isso que me encantou nesse livro, mais do que a história em si, os personagens são de extrema intensidade, não há sentimentos ou personalidades que não exijam um olhar mais apurado. Não que os personagens sejam bons (por sinal uma das coisas que aconteceu durante minha leitura foi mandar uma mensagem para a Jéssica, colaboradora do blog, que já tinha lido o livro antes para perguntar se tinha algum personagem que se salvava), mas eles são profundos, intensos e humanos, em sua pior versão. 
O livro é um romance que vai tratar sobre Heathcliff e Catherine, uma relação que vai marcar tanto os personagens e que vai deixar marca até em suas futuras gerações. Catherine faz parte da família Earnshaw sendo que seu pai um dia traz uma criança que achou abandonada em Liverpool, Heathcliff. Ambos crescem juntos, mas devido a várias circunstâncias Heathcliff acaba por se tornar rude, quase como um empregado, e isso os distancia e faz com que Catherine escolha se casar com Edgar Linton, jovem rico da região e acabando assim por mudar a vida de todos os personagens. 
Sei que o resumo da história foi breve e raso, porém fiz intencionalmente, não por medo de spoiler, mas por que acredito que as nuances têm de ser lidas e encaixadas no contexto para poderem perceber em como elas interferem na narrativa. 
Os personagens como disse antes são uma das partes principais do livro, todos eles são bem construídos e possuem um porquê de estarem na história, não há personagem que não tenha um contexto e que não altere a narrativa de alguma forma. 
O escrita é densa, não é um romance de “amor” mas de obsessão e de loucura, é uma narrativa mais profunda, repleta de diálogos complexos e situações extremas. A história é guiada por vários sentimentos: amor, medo, egoísmo, insegurança, dor, vingança e loucura e com isso se guiam todos os fatos.
Simplesmente amei esse livro, e sinto que por mais que tente não conseguirei transmitir tudo o que sinto por essa obra ou falar sobre a maldade de Heathcliff, a indecisão e egoísmo de Catherine, a placidez de Edgar Linton e as mudanças de Cathy, só posso dizer uma coisa: leiam. 

26 de junho de 2013

[Série] Fringe – Terceira Temporada





Título Original: Fringe
Temporada: 3
Ano: 2010/2011
Roteirista: J.J. Abrams
Emissora: Fox
Episódios: 22
Avaliação: 5/5







Comentários:
Cuidado, essa resenha pode (quase certamente) conter spoilers das temporadas anteriores. 
Ok, acabei de ver a terceira temporada de Fringe e mal tenho palavras para descrevê-la ou tenho todas as que não cabem aqui, ainda estou extasiada demais para poder descobrir.
Tenho que dizer que essa foi a melhor das temporadas que assisti, a complexidade da história, a atuação dos atores, os desfechos, tudo foi simplesmente muito bem elaborado e montado fazendo com que seja difícil não fazer uma maratona insana sem hora para acabar até o último episódio (só não fiz isso porquê o chefe não acharia uma falta justificável rs). 

Como na temporada anterior, o primeiro episódio se inicia exatamente do ponto em que teve o encerramento da segunda, não deixando assim com que tivesse buracos na narração ou na cadência de cenas. 
Aqui a trama ganha mais corpo, principalmente na exploração dos dois universos, já que Olivia está presa “do lado de lá” temos mais detalhes de todos os que estão do outro lado, como é a vida deles e como funciona este outro universo que foi totalmente afetado pelo que Walter fez. 

Nesta temporada poucos elementos fringe são explorados, o foco está mais na relação entre os universos e os personagens e com isso essa temporada ganha uma boa intensificação da carga emocional dos personagens, os relacionamentos entre eles são explorados ao limite criando momentos de tensão mesmo não ocorrendo um evento fringe. 
E nesta temporada ótimo trabalho dos atores só foi reconfirmado, sendo que em sua maioria eles precisam interpretar suas versões neste universo e no outro universo, mostrando o quanto eles podem ser diferentes mesmo sendo iguais e isso ficou evidente, é impossível confundir o Walter com o Walternativo ou a Olivia com a Bolivia, simplesmente as atuações foram perfeitas. E aqui quero fazer uma menção honrosa para dois autores, a primeira e a Anna Torv, que interpreta a Olivia, pois além de ter que enfrentar duas personagens em certo momento na série ela precisa mostrar mais de sua interpretação quando precisa acrescentar mais um personagem em sua lista e ficou muito bom, foi uma atuação tão boa que é possível diferenciar os três personagens. O segundo é John Noble (Walter) pois as duas versões de seu personagem possuiam uma carga emocional enorme, cheia de intensidade, desespero, raiva, rancor, amor, dúvida e certezas e ele conseguiu passar todas essas emoções. 

Simplesmente amei todos os episódios, recomendo muito. 



Veja aqui a resenha da primeira temporada
Veja aqui a resenha da segunda temporada

17 de junho de 2013

Osasco realiza a 3ª Feira de Osasco com participação de mais de 30 mil crianças

Em parceria com a Prefeitura de Osasco, o Libre disponibiliza aos usuários mais de 7 mil títulos com descontos


A 3ª Feira de Osasco começa amanhã, dia 18, às 8h00 no Parque Chico Mendes. A Prefeitura disponibilizou para 38 mil alunos uma cota de R$ 25 reais, chamado de Dinheiro de Leitura, e aos professores e gestores a cota é de R$ 80 para ser gasto na feira em um dos 50 stands. A feira vai até o dia 2 de julho e conta com uma programação extensa.

Após a abertura, os presentes poderão assistir ao show “Estórias de Contar” com o Grupo Estralo. Durante a semana, a visitação escolar conta com horários de recreação diversificada. Entre as atrações as crianças terão o “Circo Escola Picadeiro”, “Contos em Contos”, espetáculo “Balaio de dois e mais um”, “Mini Manual de Mágica”, entre outros.

Já aos fins de semana, nos dias 22 e 29, a feira conta com palestras sobre literatura. No dia 22 o autor, Caio Riter, que é escritor de literatura adulta e infanto-juvenil, também Mestre e Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor de Língua Portuguesa e de Redação. Ministra oficinas literárias de narrativa e de Literatura Infantil.

Agora no dia 29, é a vez do palestrante Marcos Bagno. Ele é professor da Universidade de Brasília (UnB), poeta e tradutor, é dedicado à pesquisa e à ação no campo da educação linguística, uma de suas publicações é o livro “Preconceito linguístico – o que é, como se faz”, onde o autor reitera seu discurso em favor de uma educação linguística voltada para a inclusão social e pelo reconhecimento e valorização da diversidade cultural brasileira.

Para o presidente da Libre, Haroldo Ceravolo, a feira levou à cidade livros de ótima qualidade de editoras pouco conhecidas, que por não estarem ligadas a grandes grupos, não conseguem atingir a população.

A entidade conta com mais de 100 editoras de pequeno e médio porte, as chamadas “editoras independentes”, e a Libre participa pela terceira vez da organização. “A Libre participa na organização dos palestrantes, do espaço, das editoras associadas e em parceria com o Município, a troca do Vale Livro. Na primeira feira homenageamos a autora Tatiana Belinky que infelizmente faleceu no dia 15. Queremos levar aos participantes da feira qualidade, preço justo e autores que não são tão conhecidos da mídia, porém com uma bagagem ótima tanto para os professores quanto aos alunos.”, complementa Haroldo.

Nos stands das editoras participantes o público poderá encontrar autores e pegar autógrafos em seus livros. A feira fica no Parque Chico Mendes até o dia 02 de julho.



Serviço

3ª Feira do Livro de Osasco

Local: Rua Lázaro Suave, 15 – Bussocaba

Data: 18/06 a 02/07

Horário: das 8h00 às 17h00

Entrada gratuita



Informações para a Imprensa

Cherubim Comunicação

Milena Cherubim

(11) 95100-2460

12 de junho de 2013

[Livro] O preço da vitória – Harlan Coben

Livro: O preço da vitória
Titulo Original: Back Spin
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Myron Bolitar não é fã de golfe, mas, ao ser convidado por seu amigo Win para assistir ao Aberto dos Estados Unidos, aproveita a oportunidade para tentar conquistar novos clientes.E é o que acontece quando ele é procurado pelo pai de Linda Coldren, a golfista número 1 do ranking. Antes que perceba, Myron está novamente atuando como detetive, em busca de Chad, o filho de Linda que sumiu há dois dias.O desaparecimento é mais um peso sobre os ombros do pai do garoto, o também golfista Jack Coldren, que lidera o torneio e luta para não repetir seu inexplicável fracasso de anos atrás. Win se recusa a ajudar no caso ao ser informado de que foi sua mãe, com quem não fala há anos, que recomendou Myron à família Coldren. Mesmo sabendo que ela está à beira da morte, prefere manter distância.


Comentários:  
Já acompanho a escrita de Harlan Coben e depois de conhecer seu personagem Myron Bolitar em “Quando ela se foi” decidi que queria saber mais sobre esse investigador/agente esportivo totalmente inusitado. 
Neste livro Myron se vê às voltas com um caso complexo de sequestro que irá envolver duas coisas de sua vida, seu trabalho como agente esportivo e seu grande amigo Win. 
A trama é bem complexa e cheia de reviravoltas, tudo se inicia com o sequestro de um garoto que é filho de dois grandes jogadores de golfe, e um deles (o pai) está na final de um grande prêmio depois de anos sem vencer, e para complicar mais a vida de Myron, esse caso está ligado a Win de uma forma que trará seu afastamento desse caso. 
A narrativa de Harlan Coben, principalmente em relação às histórias de Myron Bolitar são inusitadas, ele não segue o estilo dos investigadores super-inteligentes ou com uma tremenda capacidade de dedução ou até uma grande agilidade física e mental, na verdade Myron Bolitar tem vários “defeitos”, ele não possui um raciocínio rápido, apesar de ser forte ele não é um grande mestre em lutas e nem possui a seriedade que envolve as investigações criminais, na verdade Bolitar é apenas humano, com um grande senso de humor e que tenta, do seu jeito, resolver os casos o que torna o livro mais interessante e as investigações mais “palpáveis” já que o leitor acompanha e tropeça junto com Myron durante as descobertas. 
Ao iniciar a leitura não dava muito para o caso trabalhado neste livro, achei que era simples e que eu já tinha resolvido tudo nas primeiras páginas, ledo engano, o mistério foi bem trabalhado e conforme a leitura prosseguiu eu me vi envolta em novos fatos e novas deduções e posso dizer que na verdade fui surpreendida no final. 
O livro consiste em uma leitura rápida e prazerosa para aqueles que gostam de um livro de investigação policial mais descontraída e fora dos padrões.



10 de junho de 2013

[Music Monday] Teatro dos Vampiros

Vi uma linha postagem no blog da Jéssica (Solilóquio a Dois) e com a permissão dela decidi fazer aqui no blog também, só que com uma alteração, ao invés de indicar álbuns vou indicar músicas soltas. 
Para começar essa postagem, quero aproveitar que esses últimos tempos estão cheios de lembranças do Legião Urbana (com os filmes “Somos tão Jovens” e “Faroeste Caboclo”) vou indicar a música que foi uma das integrantes da trilha sonora da minha adolescência:  


Teatro dos Vampiros 

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto.
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir...
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.

Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei

Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir...
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas...

E mesmo assim não tenho pena de ninguém...


6 de junho de 2013

[Filme] Somos tão jovens


Título original: Somos tão jovens
Duração: 104 min
Direção: Antonio Carlos da Fontoura
Roteiro: Marcos Bernstein
Distribuidora: Imagem Filmes
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse: 
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana. (Fonte: AdoroCinema)


Comentários:
Para mim, fã de Renato Russo que não teve oportunidade de aproveitar sua obra enquanto vivo, foi uma experiência muito boa conhecer um pouco mais da vida desse excelente cantor da música brasileira. 
Somos tão jovens é uma produção nacional que irá contar mais sobre a vida de Renato Russo, mais ou menos do fim de sua adolescência até o momento da criação da banda Legião Urbana. 
A produção me deixou bem satisfeita, podemos ver toda a evolução de Renato e todos os traços de sua personalidade, seu egocentrismo, sua revolta e a dificuldade em se encaixar. 

Durante o filme vemos como Renato começou a entrar no mundo da música, a descoberta do punk, a fundação do Aborto Elétrico (primeira banda de Renato), suas composições, sua fase como Trovador Solitário e depois o início do Legião Urbana, o filme é bem focado na trajetória musical do cantor. 
A produção é simples, focada toda em Renato Russo e sua vida em Brasília sem muitas mudanças e cenário e sem muita evolução temporal. Poucos aspectos mais pessoais da vida do cantor são abordados, muitas coisas ficam subentendidas ou com suaves menções, como sua bissexualidade e a relação com Ana (que na verdade representa uma junção de mulheres na vida de Renato) 

Os atores são um comentário a parte, encarnaram totalmente o papel que estavam representando.  Thiago Mendonça fez o Renato e mergulhou tanto no personagem que a semelhança foi muito além do aspecto físico, chegando a identificação mesmo. Era difícil ver que na verdade quem cantava nas cenas era o Thiago, e os outros atores também trazem a vivida memória de quem representavam. 
Um filme para aqueles que tiveram as músicas de Renato embalando momentos de suas vidas. 


4 de junho de 2013

[Livro] Aquele Verão – Sarah Dessen


Livro: Aquele Verão
Titulo Original: That Summer
Autor: Sarah Dessen
Editora: Id
Ano: 2013
Avaliação: 3,5/5
Sinopse: Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.

Comentários:
Aquele Verão foi minha primeira experiência com a escrita de uma autora que eu tinha muita curiosidade Sarah Dessen. 
Fazia muito tempo que não lia um Y/A (Jovem-Adulto) contemporâneo sem nenhum traço de fantasia, pois geralmente tenho dificuldades com o ponto de vista adolescente, principalmente o feminino – que é  o requisito deste livro – porém a narrativa foi bem estruturada fazendo com que a leitura fosse mais fácil para mim. 
A história é toda focada em Haven e os dramas que ocorrem em sua vida, seus pais se divorciaram e ela tem que conviver com o novo relacionamento do pai, a difícil relação entre irmãs agravada pelo casamento da irmã que se tornou uma criatura difícil de conviver, sem contar as dificuldades de aceitação e identidade próprios de um adolescente. 
A narrativa é em primeira pessoa, toda a história é contada por Haven, mas o livro é recheado de diálogos e flashbacks para que o leitor possa conhecer também outros personagens. A leitura é leve e sem complicação, o ritmo do livro é marcado entre os acontecimentos da vida da personagem principal e como eles afetam sua vida, mudando sua rotina ou fazendo com que ela passe por dificuldades. 
Haven é a típica adolescente com problemas de confiança, que guarda muito de seus sentimentos e em si retém muitas de suas emoções também, porém isso é refletido nos grandes fluxos de consciência durante a narrativa. 
Por ser um livro curto não foi possível explorar os personagens a fundo, todos os conflitos ficam superficiais, como o divórcio dos pais é comentado sempre durante a história, mas a situação não é explorada chegando a mostrar como foram os conflitos dessa situação, e alguns personagens não tiveram a sua participação muito bem explicada pela autora. 
Um ponto negativo da história para mim é a lembrança em que Haven se apega para passar por todos os seus problemas, não senti que foi uma lembrança de tanto peso, mas pela personagem ser uma adolescente acho que a intensidade emocional é mais importante que a lógica. 
O fim foi surpreendente, pois passei o livro todo criando mil teorias para o fim e nenhuma delas acertou o que aconteceu no último capítulo e isso me deixou feliz, não por concordar com o final escolhido, mas por este ser realista e ter me surpreendido. 
Por ser o primeiro livro da autora é possível perceber a imaturidade em sua escrita, no trabalho dos personagens e na evolução do drama, mas como gostei por ser um YA com um drama além da superficialidade vou conhecer outras obras da Sarah Dessen. 

2 de junho de 2013

[Série] The Following – Primeira Temporada




Título Original: The Following
Temporada: Primeira
Ano: 2013
Criador: Kevin Williamson
Emissora: Fox
Episódios: 15







Comentários: 
The Following foi uma das séries que mais me deixou contrariada. 
Assisti a todos os episódios e não pude fazer a resenha logo após o final por sentir que minha frustração era tanta que não poderia escrever com “imparcialidade” considerando a série mais como um todo do que apenas os últimos episódios, e para ser sincera acho que ainda não consegui fazer isso direito, mas não vou segurar a resenha por mais tempo, e afinal de contas a frustração faz parte das minhas impressões sobre essa série (e por isso esta resenha não conterá avaliação), então vamos lá: 

The Following me ganhou pela premissa, um assassino serial que é fissurado em Edgar Allan Poe e que acredita em seu ideal de que a beleza está na morte e a morte é bela. Joe, um professor de literatura e escritor que durante sua onda de assassinatos acabou sendo preso, porém durante o período de reclusão juntou “seguidores” que assim como ele acreditavam na plenitude da morte (e claro alguns assassinos sem muitos ideais também) e com isso funda uma seita com essas pessoas. Seu ideal também está em fazer seu mais novo romance que também irá envolver Ryan, o policial que o havia prendido e todos envolvidos em sua história. 

Os primeiros episódios me ganharam, adorei as tramas, adorei James Purefoy como Joe e Kevin Bacon como Ryan, na verdade a interação dos dois é muito boa. A trama criada me chamou a atenção, como Joe moldava as situações e como Ryan reagia a elas, me encantei nos primeiros episódios, mas depois a série começou a sair um pouco dos eixos e vários acontecimentos não se enquadravam, ou momentos que poderiam ser melhor aproveitados foram mostrados de maneira superficial, mas relevei todos pensando o fim traria uma surpresa que me faria ignorar tudo o que me incomodava, mas o final foi meu maior incomodo, simplesmente não gostei e achei sem sentindo com o restante da série, abaixo do padrão dos primeiros episódios. 

Só irei assistir a segunda temporada para ver que rumo a história vai tomar, mas se continuar no mesmo sentido do último episódio será uma série que irei abandonar.