23 de outubro de 2015

[Filme] Maze Runner: Prova de fogo


Sinopse: 
Após escapar do labirinto, Thomas (Dylan O'Brien) e os garotos que o acompanharam em sua fuga da Clareira precisam agora lidar com uma realidade bem diferente: a superfície da Terra foi queimada pelo sol e eles precisam lidar com criaturas disformes chamadas Cranks, que desejam devorá-los vivos. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Sabe aquele filme que o primeiro longa da série te empolga, deixa cheio de expectativas, com vontade de ver os demais filmes, ler os livros, enfim, de entrar na história. Aí vem o segundo filme e você vai assistir esperando que essa sensação só aumente mas... Então, foi isso o que aconteceu comigo ao ver esse segundo filme da série Maze Runner, toda a minha empolgação foi diminuída e fiquei desanimada com o rumo que os acontecimentos tomaram. 

Bom, a história começa na sequência do final do primeiro filme,  após a fuga do labirinto os jovens são levados para uma instalação onde eles acham que possam estar seguros, porém uma reviravolta os faz crer que as coisas não são o que pensavam e eles acabam por sair do local onde estão em busca de respostas e salvação.


E foi a partir deste ponto que o filme começou a não ficar muito bom, por exemplo, sei que o nome do filme é Maze Runner, mas várias vezes durante o longa senti vontade de falar “Gente, vamos parar um pouco de correr e começar a pensar”, em vários momentos a ação foi o grande destaque deixando a história, e até algumas coisas mais lógicas, de lado. 

A distopia em si foi mais trabalhada e vários de seus aspectos foram explorados, o que aconteceu com o mundo fora do labirinto e como ele está hoje, mas até nesse aspecto senti falta de algumas explicações, porém acho que o terceiro filme da série pode vir a ligar essas pontas soltas. Um dos elementos dessa distopia que foi apresentado nesse filme não me agradou muito (não vou comentar por ser spoiler), mas mais por um gosto pessoal meu, pois ele até que se integra bem a história. 


Para fechar quero dizer que, para mim, esse segundo filme se tornou um filme de ação, com muitos sustos, corridas, cenas com jogadas de câmera rápidas e previsíveis, o filme não inovou muito em sua produção e a história acabou deixando alguns furos (e eu definitivamente não gostei do final), mas mesmo não me sentindo tão satisfeita quanto fiquei ai assistir ao primeiro filme ainda tenho esperanças de que essa série ainda possa vir a me surpreender.

Série Maze Runner: 
Filme 1 – Maze Runner: Correr ou Morrer
Filme 2 – Maze Runner: Prova de Fogo



Título original: Maze Runner: The Scorch Trials
Duração: 131 min.
Direção: Wes Ball
Roteiro: Fran T.S. Nowlin
Elenco: Dylan O´Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2015
Avaliação: 3/5







21 de outubro de 2015

[Livro] Outlander: O resgate no mar – Parte 1 – Diana Gabaldon


Sinopse:

Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor da sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que voltara à sua própria época, ela pensava que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. Agora, em 1968, que seu amado pode estar vivo. A memória do guerreiro escocês não a abandona... seu corpo e sua alma chamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois?

Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.

As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida, que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? (Fonte: Skoob) 

Comentários:

Jamie e Claire voltaram para alegrar meu coração literário. 

Para aqueles que acompanham o blog há um tempo sabem do meu amor por esse casal e essa trama criada por Diana Gabaldon e com Outlander – O resgate no mar parte I matei a saudade dos meus personagens preferidos e dessa história que me conquistou. 

19 de outubro de 2015

[Music Monday] How You Remind Me


Ei gente, depois de um período de conturbação, correria no trabalho, gripe, preguiça e algumas pequenas desculpas que dei a mim mesma estou retomando as atividades do blog, afinal o bom filho a casa torna e eu sempre volto para cá. 
Começando essa semana de abertura de horário de verão estava pensando que música trazer neste post até lembrar de uma conversa que tive com a Jéssica neste último sábado em que recordamos algumas bandas e músicas de nossa adolescência e quero compartilhar essa sensação de saudosismo com vocês trazendo uma música que cantava muito quando era mais nova e que agora voltou mais uma vez ao mp3 com outras tantas músicas do Nickelback que gosto. 


14 de outubro de 2015

[Teatro] Chaplin – O musical


Como eu estava com saudade de assistir a um musical, e poder retomar esse hábito com Chaplin – O musical foi uma das melhores coisas que fiz. 

Neste musical é apresentado a obra desse grande artista, mas também quem era o homem por trás de Carlitos (seu personagem icônico). 

Logo no começo vemos a relação familiar que Chaplin teve, com um pai ausente e uma mãe que era artista de teatro e como o talento de Chaplin é percebido desde sua infância. Porém sua mãe sofre de demência muito nova levando ele e seu irmão Sidney a viverem um tempo em um orfanato e com uma infância pobre nas ruas de Londres até ser descoberto por um produtor de teatro que levou ambos aos palcos. Logo sua veia cômica é percebida levando Chaplin à América para começar a se tornar o grande ícone conhecido até os dias de hoje. 

Agora vou falar do musical e do encantamento que ele me proporcionou, primeiro vou deixar claro que não possuo um grande conhecimento da bibliografia de Chaplin então não vou me aprofundar nessa questão, quero comentar sobre o espetáculo em si. 


Interpretando o personagem principal temos Jarbas Homem de Mello, que simplesmente ficou muito bom no papel, ao ponto de conseguir reproduzir todos os trejeitos de Carlitos, sua maneira de andar, sua agilidade, o uso da bengala. Ele realmente entrou no papel e é possível ver neste ator a imagem deixada por Chaplin. Pesquisando para essa resenha descobri que Jarbas teve um trabalho de caracterização impressionante, pois considerando que Chaplin tinha diversas habilidades, tanto em cena (como dançarino, acrobata, músico, comediante e ator) quanto fora dela (como produtor, diretor, empresário, humanista e visionário) ele buscou conhecer o máximo desse personagem para poder interpretá-lo e é possível perceber isso  durante sua atuação. 

Outro grande personagem da peça é o irmão de Charles, Sidney, que foi uma grande presença na vida do artista, primeiro como proteção e companhia durante a juventude difícil e depois como seu agente e como aquele que permaneceu ao lado da mãe enquanto ela precisava. A relação dos dois é bem explorada e esse papel é interpretado por Marcelo Antony, que como ator me deixou bem satisfeita, mas na parte musical não senti um grande destaque, porém considerando que o irmão tem poucas músicas não é um ponto que chegue a incomodar. 

Agora a construção da peça em si é minimalista, mas grandiosa em seus detalhes, o palco não traz muitos elementos de cenário, porém isso acabou por dar destaque ao trabalho dos atores. Outro ponto forte é que vários elementos dos filmes de Chaplin são representados, ou em peças cenográficas ou durante coreografias ou falas. E o diferencial que deixa a peça com um toque especial são cenas dos próprios filmes de Charles que são rodados durante as cenas e tocam o coração de quem está assistindo. 


Durante o espetáculo acompanhamos tanto a vida profissional do ícone, com a criação do Carlitos, sua trajetória no cinema, a criação de cenas marcantes (como o discurso de O grande ditador) e toda a parte de seu trabalho como produtor e diretor. Mas também vemos sua vida pessoal (a infância, a relação com o irmão e a mãe, seu “pequeno” problema com mulheres – o excesso delas – seu envolvimento com discursos humanistas, que foi mal interpretado o levando a ser considerado comunista, até o seu banimento dos EUA). 

Esse musical me marcou muito, não pelas músicas em si, mas por todo o trabalho de composição para mostrar aos espectadores quem foi realmente Charles Chaplin, inesquecível. 

O musical está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, mais informações aqui