28 de fevereiro de 2014

[Livro] Tigana – Guy Gavriel Kay


Livro: Tigana
Titulo Original: Tigana
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014
Avaliação: 4,5/5
Sinopse:Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa de recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia. (Fonte: Skoob)

Comentários:
Logo que li a sinopse de Tigana já fiquei bem interessada na história e toda a trama que ela envolvia, e posso dizer que adorei o livro. 
O enredo é baseado no principio da tirania, uma península foi tomada por dois reis magos opostos que comandam cada um uma parte das terras, mas, como ocorre em todas as tiranias, há muita opressão, mortes, regras e a falta de liberdade em vários sentidos, esse é o cenário de governo atual da história. Porém durante a tomada das terras Brandin, um dos tiranos magos teve seu filho morto nas batalhas e como punição acaba por excluir da memória o nome da terra em que residia o povo que foi responsável pela morte de seu herdeiro, Tigana, com isso todos, exceto outros magos e os próprios moradores desse lugar, esquecem da existência dessa península e não conseguem ouvir seu nome. Alessan, príncipe sobrevivente de Tigana irá lutar para mudar isso e trazer o nome de sua terra e seu povo de volta tentado acabar com a tirania. 
Logo de princípio a história já tinha me ganhado, adoro essas tramas políticas e jogos de poder, o que ainda faltava comprovar era a narrativa, e ela não me decepcionou, o autor têm um estilo que segura o leitor, ele não aborda os personagens principais por pontos de vista diretos, mas sim por personagens secundários que os acompanham e essa foi uma técnica que me agradou muito, pois além de poder acompanhar o andamento dos fatos há ainda uma aproximação dos personagens, vê-los pelo ponto de vista de terceiros os torna mais humanos,  criando uma maior simpatia ou gerando a compreensão de seus atos. Além de tudo o mistério ainda é mantido já que também não sabemos o real pensamento deles. 
O livro possui poucas cenas de ação, mas muitas jogadas políticas e planos, Guy Graviel foi abordando os vários pontos de um acontecimento, o quanto ele pode afetar a população, os conspiradores ou os governantes, todo o livro tem um ar de conspiração, poder, magia, vingança e ambições. E uma questão muito profunda abordada de uma forma muito interessante pelo autor é a perda da identidade através da perda do nome, como ele explica no posfácio da obra o nome é a representação da identidade de um povo e essa busca pode representar figurativamente várias situações de nossa história real. 
Os personagens são muito bem construídos, e um dos sinais é que é possível identificar o bem e o mal em todos eles, os personagens são complexos, possuem suas motivações e objetivos e sabem o preço que têm que pagar para alcançar o que querem e com isso todos eles são extremamente humanos, Alessan e Brandin possuem suas dicotomias e os seus personagens secundários são regados de personalidades, motivações, sonhos, mas também de dúvidas, medos e vergonhas. 
A história foi se desenvolvendo aos poucos, neste primeiro livro Gavriel desenrolou os fios de todas as tramas para poder armar as próximas jogadas com mais ação a partir das continuações (como já é possível perceber pelo trecho do segundo livro disponível ao final). E com isso posso dizer que estou louca para saber a continuação dos fatos.


26 de fevereiro de 2014

Exposição O Pequeno Príncipe


A exposição do Pequeno Príncipe foi uma das mais esperadas pra mim desde que soube sobre ela, mas depois de tanto esperar e de tanto andar (o lugar longe rs) não fiquei tão feliz. Não por que a exposição não está bem feita, pelo contrário, ela está linda, mas além de ter achado um pouco pequena ela é bem voltada para o público infantil, então todas as atividades e brindes são para crianças, e como eles não contam idade espiritual (vou ser eternamente uma criança) não pude participar de quase nada da parte interativa. Veja mais na página do blog no facebook. 
Logo no início entramos por uma estrutura em formato de livro que trazem as ilustrações feitas pelo Antoine Saint-exupéry para o Pequeno Príncipe. 
A primeira parte é uma estrutura que irá mostrar toda a história de Antoine Saint-exupéry com cartazes contendo histórias, fotos e ilustrações. 



















A próxima estrutura foi uma das que achei mais criativa, eram apenas paredes brancas onde as pessoas poderiam desenhar seus carneirinhos, a única coisa ruim é que quando fui as paredes já estavam completamente repletas de desenhos (e não que eu soubesse realmente como desenhar um carneiro).

Em uma próxima há um espaço mostrando todos os planetas que o pequeno príncipe visitou antes de chegar à terra com frases importantes da passagem de cada um. 






















Têm mais uma que é simples, mas com uma tecnologia muito legal, uma câmara escura em que você pode fazer com que imagens de pássaros sigam a direção que você quer. 
Uma das partes mais interessantes é um labirinto em que se tem que achar um fosso no meio do no meio dos caminhos onde você poderá pegar sua “estrela” para fazer desejos para um mundo melhor. 






A decoração está bem interessante, cheia de imagens do livro, detalhes, um campo de rosas de tecido pra tirar foto, é possível sentir em cada pedaço da exposição a magia que o livro me provocou quando li e, entre outras coisas, ela está linda. Aqui só vou falar o que me deixou triste, é que a exposição é essencialmente infantil, focada nas atividades que só as crianças podem fazer (o que é uma sacanagem, espiritualmente ainda sou um “menino perdido”) então para os adultos esperava um pouco mais de interatividade, porém a exposição estava linda e valeu o esforço de ir vê-la. 


24 de fevereiro de 2014

[Music Monday] Is This Love

Hoje o Music Monday é em homenagem ou culpa (tudo depende do ponto de vista rs) da Jéssica que estava em uma fase de rock farofa e acabou me contaminando, então aqui vai uma clássica e melosa música de rock farofa, mas que eu amo e canto toda vez que ouço.


Is This Love
Whitesnake

I should have know better than to let you go alone
It's times like these I can't make it on my own
Wasted days and sleepless nights
And I can't wait to see you again

I find I spend my time waiting on your call
How can I tell you baby my back's against the wall
I need you by my side to tell me it's all right
'Cause I don't think I can take it anymore

Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
'Cause it's really got a hold on me
A hold on me

Can't stop the feeling
I've been this way before
But with you I've found the key to open any door
I can feel my love for you growing stronger day by day
And I can't wait to see you again
So I can hold you in my arms

Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
'Cause it's really got a hold on me
A hold on me

Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
Is this the love that I've been searching for?

Is this love or am I dreaming?
Is this the love that I've been searching for?


22 de fevereiro de 2014

[Teatro] Musical – A Madrinha Embriagada


Só as forças universais sabem o quanto penei para conseguir assistir essa peça, por ser um projeto cultural de exibição gratuita conseguir um lugar é uma luta, mas tenho que dizer que valeu cada mês de espera, A Madrinha Embriagada me surpreendeu e me encantou. 
Um Projeto do Sesi com Atelier de Cultura, é exibido quase todos os dias da semana e traz a adaptação e direção de Miguel Falabella (já estou começando a virar fã dos trabalhos do Falabella no teatro, é a segunda versão feita por ele que assisto, a primeira foi Cabaré, e as duas são sensacionais). 

A história é dividida em dois pontos de vista, um deles é o do Homem da Poltrona, um personagem sem nome que irá apresentar em seu apartamento o glamour e pompa dos musicais e teatro dos anos 20 em São Paulo, ele usa do artifício do vinil de uma peça para poder reviver aquele período, o outro ponto de vista é a própria peça que ele ouve. A Madrinha Embriagada, comédia musical que vai se desenvolvendo conforme o espetáculo continua. Os pontos de vista interagem e se unem, o apartamento do Homem da Poltrona é o fundo fixo enquanto os cenários do musical vão surgindo e interagindo com ele. O próprio personagem interage com o público e interfere na narrativa da peça, nos mostrando e explicando como era a versão feita nos anos 20, quem eram os autores da peça e seu desenvolvimento. 

Esse artifício usado por Falabella foi o que mais me encantou, a parte da Madrinha possui um desenvolvimento próprio, é a história de uma grande artista que irá se casar e largar sua carreira e a interação de todos ao seu redor, o produtor que não quer que seu casamento ocorra, a vedete Eva, o noivo e todos os outros que estão na mansão para o casamento, e o elemento principal, a madrinha da noiva, que está o tempo todo bêbada, mas tem grandes cenas.

A peça possui muitas músicas boas, cenas de dança e sapateado, porém o que me ganhou mesmo foi a interação entre os dois elementos da atuação. Assumo que senti uma identificação com o Homem da Poltrona, seu amor pelo musical, sua dedicação e suas reações interagindo com cenas coreografadas. A interação ainda maior, da vida cinza, parada e solitária do Homem com toda a alegria, movimento e agitação do musical é perfeita e está lindamente descrita em uma frase do Homem e que também está no panfleto da peça. 

“...ainda que o libretto seja previsível e estapafúrdio, as canções são lindas e A Madrinha Embriagada, ao meu ver, cumpre aquilo que se espera de uma comédia musical. Faz com que você esqueça pro algum tempo da dura realidade que nos espera lá fora.” 



20 de fevereiro de 2014

[Filme] A Menina que Roubava Livros


Título original: The Book Thief
Duração: 131 min.
Direção: Brian Percival
Roteiro: Michael Petroni
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2014
Avaliação: 5/5
Sinopse: 
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade. (Fonte: Cinemark)


Comentários: 
Essa era uma das adaptações que mais fiquei empolgada em saber que iria ser filmada, mas estava com medo, pois tenho um carinho especial por esse livro, e fiquei receosa de que o filme não conseguisse demonstrar tudo o que as páginas me fizeram sentir. Meu medo foi em vão. 
O filme ficou lindo, assisti na durante a noite e fui dormir com meu coração apertado, fiquei tão emocionada quanto quando terminei a leitura, na verdade a emoção foi um pouco maior, pois o filme conseguiu representar tão bem vários personagens que eu imaginava (amei o Max). 

Um dos pontos essenciais da história original que fiquei com medo de se perder, mas que a adaptação soube usar bem, foi o narrador. Sim, no filme também há um narrador, que é o mesmo, a morte. 
Tratando agora da história em si, tudo começa na época da dominação nazista na Alemanha e os fatos que irão se suceder são narrados pela morte (essa é uma das sacadas sobre narrador mais legais que já vi) e ela irá contar a história de Liesel que foi entregue por sua mãe para uma nova família e, além disso, tem que enfrentar a morte de seu irmão. Em sua nova família ela encontra um refugio em seu pai e sua mãe, como descrito por ela mesmo, é um trovão que vive e resmungar e reclamar, Liesel também encontrará um novo amigo Rudy e mais adiante Max, um judeu. O plano de fundo é a ascensão nazista na Alemanha e todas as suas consequências. 

A escolha dos atores para mim foi muito boa, adorei todo o elenco e suas interpretações, mas faço menções honrosas para Geoffrey Rush e Emily Watson (os pais de Liesel) e para Ben Schnetzer que trouxeram tão bem os personagens que tinha em minha imaginação. 

Apesar do ambiente e do enredo pesado o filme conseguiu manter a doçura e a leveza do livro, pois ainda manteve um grande enfoque no ponto de vista de Liesel mesmo podendo explorar outros personagens (uma das vantagens do recurso do cinema), o ponto de vista de Liesel e até de Gus são os mais ingênuos de todos os acontecimentos e isso se transporta nas telas e na história. 

Amei o filme. 

18 de fevereiro de 2014

[Livro] O Presente – Cecelia Ahern


Livro: O Presente
Titulo Original: The Gift
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo. (Fonte Skoob)


Comentários:
Sabe aqueles filmes que passam no fim de ano sobre o natal e a parte reflexiva da época, com lições de vida, esse é o clima do livro O Presente de Cecelia Ahern. 
Nunca tinha lido nada da autora, (só vi o filme P.S. Eu te amo, inspirado em uma obra dela) então não sabia muito o que esperar, mas tive uma agradável surpresa ao ler O Presente, o livro possui uma premissa simples, um pouco clichê de natal, mas a narrativa é bem embalada e ritmada, o que torna qualquer fórmula padrão diferente. 
A história central está focada em Lou, um perfeito workaholic, sempre muito preocupado com o trabalho, apressado, atrasado, ocupado e qualquer outro adjetivo para esse tipo de pessoa, ele possui uma posição legal na firma em que trabalha e agora com uma possível chance de promoção ele fica bem mais ligado ao seu trabalho negligenciando cada vez mais a sua família. Nas vésperas de natal, Lou conhece Gabe, um morador de rua que acaba chamando a atenção por ser muito atento. Lou o convida para trabalhar com ele e o ajudar a conseguir a promoção, mas Gabe esconde mistérios que Lou que irão mexer com a vida de Lou. 
A narrativa usa uma técnica muito interessante, ao todo temos três pontos da história com três narradores, temos um narrador como ele mesmo comentando da história que irá contar, depois temos uma conversa com dois policiais e um garoto que teve um incidente na manhã da natal (narrado em primeira pessoa) e depois temos a parte de Lou, que possui uma grande variedade narrativa (em primeira pessoa, em terceira pessoa, e ocasionais interferências do narrador inicial) gostei muito dessa técnica pois durante o fluxo do livro as partes vão se intercalando e essa diferença de narrativa gera quebras e tensões. 
Os personagens são bem colocados, os policiais e o garoto possuem participação pequena em relação a quantidade de espaço desprendido a eles porém de grande importância. Lou é bem trabalhado, é possível perceber os traços de sua personalidade, ambições e pensamentos. A família de Lou é bem realista, é possível ver o traço de verdade nas pessoas que convivem com uma pessoa extremamente ligada ao trabalho e a si mesmo. Gabe é um mistério, mas seu jeito irônico e suas piadas ganham o leitor. 
O desenvolvimento me agradou muito, como disse antes, é um pouco o padrão das histórias de natal, mas o final me surpreendeu. 

15 de fevereiro de 2014

[Série] Sherlock – Terceira Temporada


Título Original: Sherlock
Temporada: 3
Ano: 2014
Roteirista: Steven Moffat e Mark Gatiss
Emissora: BBC One
Episódios: 3
Avaliação: 5/5


Comentários:
O que dizer quando se está simplesmente estarrecida, só posso afirmar que amei a terceira temporada de Sherlock.
Vejo que a maioria das séries que gosto sofrem do bum da terceira temporada, foi assim com Fringe, Castle e agora com certeza Sherlock tem seu lugar nesta lista.

Após o final da temporada anterior não sabia qual seria o rumo que a série tomaria, e nem se ela conseguiria manter seu padrão sempre tão elevado. O rumo foi perfeito e o padrão foi superado.
Acho que foi a temporada em que os três episódios significaram tanto, podem ser poucos,  mas contém carga emocional e de roteiro de uma série maior.

Sherlock está de volta, mas não é o mesmo, na verdade nenhum deles é o mesmo, e para mim esse foi um dos pontos chaves dessa temporada, poder ver a evolução de cada personagem, o como eles mudaram convivendo um com o outro, e a inclusão de uma nova personagem que amei, Mary.

Os três episódios são muito consistentes e bem amarrados e cada um possui uma enorme carga emocional, é difícil poder definir qual deles é meu preferido.
A trama evolui tendo um caso diferente em cada episódio, mas com um foco comum em todos eles, Watson e Mary.

Já era fã de Benedict Cumberbatch (ator que faz Sherlock) e a cada temporada fico mais, pensando em conhecer melhor o trabalho dele.
O final, como sempre, foi surpreendente deixando várias perguntas para a próxima temporada, que já estou rezando para não demorar muito.


13 de fevereiro de 2014

[Livro] No Limite da Atração – Katie McGarry


Livro: No Limite da Atração
Titulo Original: Pushing the Limits
Autor: Katie McGarry
Editora: Verus
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma “esquisita” cheia de cicatrizes nos braços e alvo preferencial de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada.
Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente. No limite da atração é um livro sexy e envolvente sobre o amor de duas pessoas que estão perdidas e que juntas tentam desesperadamente se encontrar. (Fonte: Skoob)

Comentários:  
Comecei No Limite da Atração em busca de um momento de descontração após uma leitura mais densa e fiz uma ótima escolha. 
Gosto muito desses livros new adults ou mesmo YA entre uma leitura mais pesada e outra para poder dar um respiro e um dos últimos que tinha em casa desse estilo ainda não lido era o No Limite da Atração e não fazia a menor ideia do que iria encontrar. Tenho que dizer que dos livros desse estilo que tenho lido esse é um dos que mais gostei. ,
Acho que essa história está no liminar entre o YA e o New Adult, pois os personagens possuem dramas mais fortes, mas ainda têm 18 anos, estão no colégio e o sexo ainda é um assunto meio tabu entre os personagens. 
O livro divide a narrativa entre os dois personagens principais, Echo e Noah, dois adolescentes que possuem grandes dramas em suas vidas com que têm que lidar. 
Echo acabou de perder o irmão, vive em uma família desestruturada com seu pai e sua madrasta e sem contato com a sua mãe. Se isso não bastasse ela ainda carrega o peso de várias cicatrizes em seu braço e nenhuma lembrança de como isso pode ter ocorrido. 
Noah um adolescente problemático, que depois da perda dos pais acabou sendo jogado no sistema (que não foi muito gentil com ele), o que o faz seguir por caminhos não muito bons –alcóol e drogas. No meio da confusão de sua vida ele tem um ponto em que se fixar, seus irmãos. 
Com suas vidas reviradas os dois buscam a “normalidade”porém acabam se envolvendo e com isso tentando encontrar um rumo para suas vidas. A interação dos personagens é muito boa, gostei bastante da química de Noah com Echo, não achei forçado a atração entre eles, foi mais natural.
Gostei bastante da história, o drama dos dois apesar de ser bem pesado parece ser mais crível do que outros que eu li, a narrativa me prendeu por mostrar os dois pontos de vista e ser bem real, os pensamentos típicos de um garoto de Noah garantem boas risadas e as inseguranças de Echo são compreensíveis. 
Os personagens foram outra característica que me agradou, os amigos de Noah (Beth e Isaiah) têm características e histórias próprias, não gostei muito dos amigos da Echo, já que, com exceção de uma amiga (Lila), todos são bem superficiais, e talvez por isso eles não tenham tanto espaço. 
Há apenas algumas pequenas ressalvas no livro, e uma delas é bem pessoal, não gosto muito de dramas mais “colegiais” então, toda a vez que a história de voltava para frases do tipo “não sei se eles vão me aceitar”, “arruinar sua vida social” entre outras eu ficava um pouco irritada. E a outra é que a autora acabou por usar muitas repetições de expressões, mas isso não atrapalhou minha leitura. 
Gostei muito do livro, me surpreendeu. 


Série Pushing the Limitis (na verdade essa série é formada por livros Companion, são histórias independentes que podem ser lidas separadamente mas é melhor ler na ordem cronológica)

1- No Limite da Atração;
2- Dare You To 
3- Crash Into You 

10 de fevereiro de 2014

[Music Monday] Marvin

Nesses dias mexendo no meu mp3 ouvi uma música que não escutava há tempos e que adoro, acho sua letra linda e desde que ouvi pela primeira vez nunca mais esqueci, e é Titãs rs.



Marvin

Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro
Era um grande coração
Ganhava a vida
Com muito suor
E mesmo assim
Não podia ser pior
Pouco dinheiro
Prá poder pagar
Todas as contas
E despesas do lar...

Mas Deus quis
Vê-lo no chão
Com as mãos
Levantadas pr'o céu
Implorando perdão
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"...

E três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava
Nem os pés na escola
Mamãe lembrava
Disso a toda hora...

E todo dia
Antes do sol sair
Eu trabalhava
Sem me distrair
As vezes acho que
Não vai dar pé
Eu queria fugir
Mas onde eu estiver
Eu sei muito bem
O que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro
Não me deixa esquecer
Ele disse:
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino
Eu sei de cor"...

-"E então um dia
Uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho
De um ano inteiro
E aos treze anos
De idade eu sentia
Todo o peso do mundo
Em minhas costas
Eu queria jogar
Mas perdi a aposta"...

Trabalhava feito
Um burro nos campos
Só via carne
Se roubasse um frango
Meu pai cuidava
De toda a família
Sem perceber
Segui a mesma trilha
E toda noite minha mãe orava
Deus!
Era em nome da fome
Que eu roubava
Dez anos passaram
Cresceram meus irmãos
E os anjos levaram
Minha mãe pelas mãos
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:

"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor"...(2x)


8 de fevereiro de 2014

[Filme] 47 Ronins


Título original:  47 Ronin
Duração:  120 min.
Direção: Carl Erik Rinsch
Roteiro: Chris Morgan, Hossein Amini
Distribuidora: Universal
Ano: 2014
Avaliação: 2/5
Sinopse: Um grupo de samurais banidos deseja reaver sua honra a partir de uma vingança contra o traiçoeiro Lorde Kira, o responsável pela morte do mestre deles. O mais incomodado do grupo é Kai, que passa a ser questionado após se apaixonar por Mika, a filha do mestre morto. (Fonte: Cinemark)



Comentários: 
Acabei assistindo este filme por um acaso, a intenção original na verdade era ir ver outro, mas como sábado de verão à tarde leva os paulistas aos lugares mais frescos – no ar-condicionado do cinema – acabamos tendo de trocar o filme original por 47 Ronins.

Não conhecia muito sobre o filme antes de entrar na sala de cinema, não tinha nem visto o trailer, o máximo que assisti foi um vídeo do omelete  falando sobre ronins importantes em geral e acabaram comentando sobre este filme, o que não ajudou muito para conhecer mais a história (mas o vídeo é legal rs)
O mote central é sobre tradições de samurais. Tudo começa com duas cidades que são regidas por um Shogum, no entanto, entre intrigas e feitiçarias, uma das regiões fica sem seu senhor, e os samurais desse local acabam sem mestre, se tornando ronins (que é basicamente um samurai exilado por não ter um mestre). Mas após um tempo esses samurais querem honrar a memória de seu mestre e salvar a filha dele e com isso irão atrás de justiça. 

Como um todo achei um filme fraco, a história é legal, mas sabe aquela sensação de que funcionária muito mais nas páginas de um livro do que na telona?? Foi assim que me senti, a história é plana e em certas partes previsível. Kai, o mestiço pária entre os samurais, possui um segredo e se apaixona pela filha de seu mestre fazendo de tudo para salvá-la. 
A história possui muitos clichês, mas assumo que gostei bastante de seu diferencial, a inserção de elementos sobrenaturais, bruxas, dragões, criaturas. “demônios” dão um toque a mais ao filme. Outro ponto alto é a suavidade com que foi tratado o ritual de suicídio dos samurais, era uma cena que tinha tudo para dar errado, mas que conseguiu mostrar com suavidade a importância de uma morte honrada na concepção oriental. 

Ah, e claro que por ser um filme oriental espere muitas cenas de ação e poucas cenas amorosas. 
Como comentei não gostei muito, mas assisti com uma amiga que amou, então, como sempre, tudo é uma questão de gosto. 

1 de fevereiro de 2014

[DDI] Iasmim e seu sonho


Iasmim criava seu sonho, todos os dias o alimentava, brincava com ele e o punha para dormir. 
Iasmim criava seu sonho, ria com suas brincadeiras, imaginava futuros possíveis e o via crescer. 
Iasmim criava seu sonho, mas por mais que o amasse, ela não o levava para fora, tinha medo de que o mundo não entendesse, de que fosse rejeitado. Não suportava sair com ele e vê-lo banhado pela luz do sol, descobrindo as verdades que as sombras de sua casa escondiam. 
Iasmim criava seu sonho, era totalmente possessiva com ele, ele era dela e de mais ninguém. 
Iasmim criava seu sonho, fez dele seu bálsamo, o simples pensamento que lhe despendia curava suas feridas e preenchia seus vazios. 
Iasmim criava o seu sonho, mas em uma manhã qualquer ela acordou e ele não estava mais lá, procurou embaixo da cama, nos cantos e em todos os lugares escuros em que o escondia para que os outros não o vissem. 
Iasmim perdeu seu sonho, e se desesperou, colocou cartazes, perguntou por ele, mas como nunca teve coragem de mostrá-lo ao mundo as pessoas não podiam reconhecê-lo e com isso se viu sozinha e chorou. 
Iasmim pranteou seu sonho, suas feridas e suas dores voltaram, não tinha mais seu pequeno bálsamo de ilusão, seu emplastro para fingir que era feliz, agora só tinha lhe sobrado a realidade de sua casa com todos os cantos vazios e isso a assustou. 

Iasmim viu seu sonho, em uma tarde desolada, voltando de seu enfadonho trabalho, ela viu seu sonho com outra, e ele estava bem, reluzia a luz do sol ao lado de alguém que não teve medo nem vergonha dele. Seu sonho estava feliz e a havia esquecido. 
Iasmim criava seu sonho, mas isso não era o bastante para ele, que exigia a única coisa que ela não podia lhe dar, coragem para vivê-lo. 

Daniele Vintecinco 31/1/14





DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez.