30 de março de 2013

Listas Aleatórias: 10 filmes sobre músicos

Yeah, baby, o Listas Aleatórias dessa semana é regado a "Sexo, drogas e rock'n'roll". Apesar de nem todos os filmes serem sobre músicos rockeiros, é inegável que eles tinham o estilo de vida de um. 

1- The Doors (1991) - Começar uma lista do tipo sem mencionar o filme "The Doors", dirigido por Oliver Stone, é um pecado. A caracterização é impecável, e fico boba em ver o quanto Val Kilmer incorporou o vocalista da banda, Jim Morrison.





2- Velvet Goldmine (1998) - O filme é inspirado em David Bowie, principalmente durante a fase Ziggy Stardust, mesmo que com outro nome - mas dá pra sacar as referências fácil fácil, inclusive com a presença Curt Wilde (a.k.a. Iggy Pop). Puro glam na vida!





3- The Rose (1979) - Filme inspirado na vida de Janis Joplin mas, por veto da família da cantora, acabou sendo sobre uma cantora ficcional. Mas as referências estão claras, de qualquer modo. Filme lindo de verdade!




4-  Ray (2004) - Filme inspirado na vida do cantor Ray Charles, narrando fatos de sua infância desde o início de sua cegueira até o sucesso alcançado. 




5- Piaf: Um hino ao Amor (2007) - Filme sobre a vida da icônica cantora francesa desde a sua infância. E como não pode deixar de ser, é extremamente dramático. Tenha lenços por perto.



6- Cazuza: O Tempo não para (2004) - Filme que conta o início da carreira de Cazuza, ídolo brasileiro, compositor e intérprete de canções marcantes. O filme é lindo, mas o final dele... simplesmente tocante.




7- Gonzaga: De pai para filho (2012) - Às vezes parece que talento é genético, e Gonzaga e Gonzaguinha são prova disso. O filme é focado no relacionamento entre pai e filho.




8- Rockstar (2001) - Chris "Izzy" Cole fazia covers em uma banda tributo de Steel Dragon, banda de heavy-metal. Quando o vocalista da Steel Dragon saiu da banda, chamam Izzy para ocupar o seu lugar. A história parece ficcional, mas é inspirada no que aconteceu com a banda Judas Priest, quando Robie Halford, o vocalista da banda, saiu.



9- The Runaways (2010) - Inspirada na carreira da banda, que merece mérito por ser inteiramente composta por garotas, numa época em que o rock era de domínio masculino. Tenho lá minhas ressalvas com a Dakota Fanning como a vocalista Cherie Curry, mas o filme merece ser visto.




10- O garoto de Liverpool (2009) - O filme aborda a juventude de John Lennon até o início da formação dos Beatles, mostrando principalmente o relacionamento com a tia e a com a mãe, e o início da amizade com Paul McCartney.



28 de março de 2013

[Filme] Oz, Mágico e Poderoso


Título original: Oz, The Great and Powerful
Duração: 128 min
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Mitchell Kapner, David Lindsay-Abaire, baseado na obra de L. Frank Baum
Distribuidora: Disney
Ano: 2013
Avaliação: 4/5
Sinopse:
Quando Oscar Diggs, um inexpressivo mágico de circo de ética duvidosa é afastado da poeirenta Kansas e acaba na vibrante Terra de Oz, ele acha que tirou a sorte grande - fama e fortuna o aguardam - isso até encontrar três feiticeiras, Theodora, Evanora e Glinda, que não estão convencidas de que Oz é o grande mágico pelo qual todos estão esperando. Relutantemente envolvido nos problemas épicos que a Terra de Oz e seus habitantes enfrentam, Oscar precisa descobrir quem é bom e quem é mau antes que seja tarde demais.

Comentários: 
Tive uma surpresa agradável ao assistir Oz: Mágico e Poderoso, mas acho que isso se deve ao fato de não ter expectativas sobre esse filme (na verdade estava até com algumas expectativas negativas devido a alguns comentários que vi). 

O filme irá tratar sobre o inicio da história do Mágico de Oz, como ele chegou neste lugar encantado e como ele irá ajudar Oz a se livrar do domínio da bruxa má. 
O cenário ficou muito bom, realmente é possível ver a mágica que envolve o mundo de Oz, e senti que os produtores tentaram passar isso por uma animação mais infantil, mais primária mas, para mim, isso não empobreceu o filme de maneira nenhuma, na verdade foi uma das particularidades que mais me chamou a atenção, diferenciando Oz dos filmes atualmente que utilizam efeitos visuais mais complexos. 
Os personagens foram bem representados, as interpretações das bruxas Theodora (Mila Kunis) e Evanora (Rachel Weisz) ficaram bem legais, a interpretação de Glinda (Michelle Williams) às vezes ficou um pouco forçada, mas é uma característica da personagem. Até a interpretação um pouco pedante de James Franco contribuiu para o personagem do mágico. 

Eu gostei bastante do filme que mostrou a história antes de Dorothy chegar a Oz. 

24 de março de 2013

[Eventos] Autores e Ideias – Crônicas



Em um jornal vi a programação deste evento que me chamou atenção. Um encontro com autores que iriam discutir gêneros literários, e com isso decidi começar por um gênero que me intriga e que me agrada apesar de não ter o hábito de lê-lo sempre: a crônica. 
O bate-papo contava com a participação do cronista Humberto Werneck, do jornalista Ivan Marques e mediado por Mona Dorf. 
Logo no começo foi debatida a dificuldade (que fiquei feliz de perceber não ser só minha) de definir o que seria uma crônica.   Muitas citações foram usadas (como a de Cândido, que diz que a crônica “é uma conversa aparentemente fiada”), mas na verdade a definição exata não foi apresentada.  
Apesar de não ter um consenso em relação à definição do gênero o que todos concordaram é que o importante em uma crônica, não é o que é dito, mas sim como é dito, a forma de o escritor montar sua crônica, seu estilo de escrita é bem mais importante do que o tema que ele está tratando. 
Outro ponto apresentado é que a crônica foi um gênero que se adaptou bem ao Brasil, tendo grandes autores nesse estilo como Rubem Braga, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, entre outros.  
Um das questões abordadas foi o meio de divulgação da crônica, que em sua maioria é pelo jornal, mostrando a ironia desta questão, pois a crônica nasce no jornal, circula no jornal, mas é a negação do jornal pois para este estilo a notícia não é tão importante, a crônica é mais literatura que jornalismo. E seguindo esta questão foi comentado a rotina de um cronista, que devido a periodicidade em que deve produzir (dependendo do meio pode ser semanal ou diário) a busca por um tema é às vezes a grande dificuldade. 
No fim do encontro houve leitura de contos e comentários sobre os livros de Humberto Werneck. 
Para conhecer mais sobre o projeto Autores e Ideias e ver a programação clique aqui

20 de março de 2013

[Especial] 20 de março – Dia do Blogueiro



Quando vi que hoje era o dia do blogueiro lembrei de toda a minha trajetória com esse pequeno espaço virtual que torna minha vida mais feliz. 
Antes do Olhos (que em alguns meses fará 3 anos) eu já possuía um blog, mais no estilo diário pessoal, porém fiquei com ele apenas um ano e me afastei até decidir que seria muito bom compartilhar minhas experiências de leitura e minhas opiniões e com isso surgiu meu pequeno e querido Olhos de Ressaca.

Quando comecei nesse meio, os blogs eram mais uma manifestação pessoal, porém no tempo em que fiquei afastada pude perceber uma grande mudança, eles se tornaram mais numerosos,  informativos, com mais conteúdo e de uma variedade assustadora. Claro que nem todos levam esse trabalho a sério ou com o mínimo de respeito pelo espaço que mantém, mas isso em momento nenhum diminuí o trabalho daqueles que levam seus espaços virtuais com inegável dedicação, carinho e amor.
Hoje aprendo muito com vários blogs que acompanho e sigo, sem contar as pessoas mais queridas que conheci devido a esse meio, o blog agora não é apenas um espaço virtual que cultivo com meus delirantes pensamentos ou opiniões, mas sim parte da minha vida como um todo, o blog é um reflexo de tudo que leio e vejo, uma parte de mim. 
Daniele Vintecinco, apaixonada por livros, expectadora de filmes e séries, fascinada por musicais, revisora e, com orgulho, blogueira. 
Parabéns para todos os blogs que tornam esse universo virtual mais completo e diversificado. 


18 de março de 2013

[Série] Castle – Primeira Temporada





Título Original: Castle
Temporada: 1
Ano: 2009
Criador: Andrew W. Marlowe
Emissora: ABC
Episódios: 10
Avaliação: 3,5/5





Comentários:
Tinha o hábito de assistir episódios esporádicos de Castle, aí decidi tomar vergonha na cara e acompanhar a série linearmente, e digo que foi muito bom. 
Castle tem as características de uma série policial, que possibilita o fato de poder assistir os episódios de forma aleatória sem se sentir perdido, mas poder perceber a evolução dos personagens e a interação entre eles melhorou muito meu conceito sobre a série. 
Castle (Nathan Fillion) é um autor de romances policiais best sellers que acaba de terminar uma série de seus livros e procura inspiração para um novo personagem, no meio dessa crise criativa Castle é procurado pela detetive Kate Beckett (Stana Katic) para ajudar como consultor em um caso. Após isso ele decide que vai acompanhá-la para poder usá-la como inspiração para a nova heroína de livros. 

A série se baseia basicamente no relacionamento entre Castle e Beckett, e isso é uma das coisas que mais gosto, além de serem quase totalmente opostos, enquanto Castle é irresponsável, imaturo e quase sem limites Beckett já é uma policial durona, ligada a todas as suas responsabilidades e deveres. A tensão entre os dois é nítida, e muito bem explorada gerando momentos muito divertidos. Há apenas uma coisa com a qual não fiquei inteiramente “incomodada” mas acho que é algo que me chamou a atenção: o fato de Castle muitas vezes ter uma visão do crime mais ampla que Beckett, passar de ser uma ajuda nos casos e se tornar quem realmente resolve as questões, achei isso um pouco inverossímil, já que por mais que ele tenha uma mente criativa e muito estudo em criminalística para escrever seus livros Beckett ainda é uma profissional supercompetente, e isso é um pouco subestimado, mas nada que atrapalhe o andamento da série. 
A série também é muito bem aproveitada em seus personagens secundários, tanto os auxiliares de Beckett como a mãe e a filha de Castle, todos eles possuem suas personalidades muito bem trabalhadas (principalmente a família do autor). 

Os crimes tratados são “criativos”, sempre há um diferencial ou algo que o torne fora do padrão, e os episódios tem seu forte nas inúmeras reviravoltas que ocorrem durante a investigação. 
A série já tinha me ganhado pelos episódios soltos, mas agora vendo a temporada completa posso afirmar que irei acompanhar todas as próximas (até o momento já possuem 4 completas e a 5 está em evolução). 
Recomendo muito para aqueles que gostam de uma boa série investigativa que possui mais leveza, menos seriedade que as tradicionais, mas mesmo assim não deixa nada a dever na parte investigativa. 
Ps1: Durante os episódios Castle tem o costume de jogar catas com outros grandes autores de livros policiais e qual foi minha surpresa ao ver uma referencia a James Patterson, que é um dos integrantes do jogo. 
Ps2: os livros que Castle escreve baseados em Beckett, com a personagem Nikki Heat existem, por enquanto são quatro volumes que são “escritos” por Castle. 

16 de março de 2013

Listas Aleatórias: 8 motivos para assistir The Following



1- The Following é um seriado que trata de um serial killer que tem seus assassinatos inspirados na obra de Edgar Allan Poe. As vítimas são sempre mulheres jovens e que têm seus olhos arrancados. Para Poe, os olhos são a janela da alma; além de acreditar que não existia nada mais trágico e belo que a morte de uma mulher jovem. Ou seja: referências literárias para todos os lados!

2- Mas a série também mostra que esse serial killer é tão influente que conseguiu ter seus próprios "seguidores". Ou seja, uma comunidade de assassinos que se unem e seguem um homem com um plano. Cada um mais bizarro e problemático que o outro.

3- Joe Carroll é magistralmente interpretado pelo ator James Purefoy. Ele é charmoso e persuasivo, sabendo exatamente como manipular as pessoas de acordo com as suas carências. O cara era um professor de literatura, então ele realmente sabe como usar o próprio discuso. Daí você consegue entender o motivo de tantas pessoas o seguirem. O que é extremamente perturbador.

4- Do outro lado, o ex-agente do FBI Ryan Hardy, o homem que conseguiu prender Carroll da primeira vez, composto de modo brilhante por Kevin Bacon. Conforme o andamento da série o personagem cresce e começa a mostrar várias facetas, todas muito interessantes.

5- A tensão na série é tentar prever os movimentos da "seita" de Joe Carroll. Como não se sabe quem e quantos são os seus seguidores, é suspense o tempo todo!

6- A construção dos personagens é muito boa. Desde os agentes do FBI envolvidos na caçada aos seguidores do Carroll, até os próprios seguidores, cada um muito único e individual, com seus dramas e desejos próprios. 

7- A série conta com muitos flashbacks, o que ajuda a criar uma expectativa legal em se tentar construir a narrativa - ligar o que aconteceu na época da prisão de Carroll com o que está acontecendo no tempo presente.

8- Trilha sonora fantástica. E preciso destacar a versão da clássica "Sweet Dreams (Are made of this)" com o Marilyn Manson, e de "Angel" com o Sepultura:






14 de março de 2013

[Release] O Jogo dos Papeletes Coloridos - Paulo Santoro


O livro “O Jogo dos Papeletes Coloridos” traz inovação ao leitor


E-book multimídia enfoca sensações que os livros estáticos não permitem  e pode ser lido em qualquer plataforma digital 

O Jogo dos Papeletes Coloridos chega ao mercado de e-books com um diferencial. Além do texto, o livro traz imagens que foram digitalizadas a partir de quadros em óleo, aquarela e carvão; vídeos e músicas a ele integrados, todos de criação de Paulo Santoro e publicado pela Editora Livrus.

Na trama do livro, Paulo Santoro enfoca a degradação ambiental. Com histórias simultâneas, o autor relata a disputa entre dois líderes pelo comando da humanidade. Em Glabas, o Último Mágico, a realização pessoal é explorada. Em Fósforos é abordada a diferença de um indivíduo na sociedade; e na última história, Família Benjamim, a morte é abordada com uma visão diferente, bastante original. O desfecho proporcionado pelo autor é totalmente inesperado.

A obra foi criada originalmente utilizando HTML5, uma nova tecnologia que permite o livro ser acessado em nuvem, de qualquer dispositivo com acesso a internet sem necessidade de download.

Neste último Natal foi lançada também a versão em ePUB, a fim de permitir a ampla comercialização pelas livrarias on-line através de download.

Pela riqueza das cores nas imagens, pela trilha que acompanha o livro e pela dinâmica que os vídeos trazem esta nova experiência de leitura se realiza de forma eficaz nos tablets, notebooks, smartphones, e até mesmo os desktops (os modelos hoje comercializados do Kindle e Kobo, no Brasil, ainda são os monocromáticos).


O livro está à venda nos sites das Livrarias Cultura e Saraiva e no Google Play por R$ 34,90


Assista o booktrailer da obra O Jogo dos Papeletes Coloridos, de Paulo Santoro:





Sinopse:

O JOGO DOS PAPELETES COLORIDOS traz em futuro indistinto a disputa de dois líderes pela direção global da Humanidade, num mundo sem violência, mas arruinado pela devastação ambiental. De personalidades opostas, embatem-se intelectualmente com fúria e maestria, sem saber terem sido motivados a esses papéis em sua juventude, quando expostos a um Jogo do qual desconhecem o significado.

Em GABLAS, O ÚLTIMO MÁGICO, é explorada a busca da realização pessoal, face decisões e caminhos que se toma na vida, nos riscos do percurso adotado, e na interpretação equivocada dos dados oferecidos para escolha, em questionamentos deste mágico de profissão, e seus interessantes assistentes de trabalho.

FÓSFOROS traz pequena parábola onde esses longilíneos elementos questionam a mudança em sua sociedade, quando um deles sai de sua caixa para ser usado, passando a ser diferente dos demais.

Finalmente chega-se a outra personagem, Mina, a mais nova da FAMÍLIA BENJAMIM, cuja emocionante morte em praça pública traz a oportunidade dela, agonizante, relembrar sua vida e seus relacionamentos, à medida que vai então permitindo ir-se descobrindo sua identidade, e a de suas irmãs da família, levando o livro convergir a um final inesperado.


Sobre o Autor:

Natural de São Paulo e engenheiro politécnico por formação, Paulo Santoro, desde a infância teve interesse em variadas formas de atividade artística, indo da pintura a óleo e acrílica, aquarela à tinta e lápis, ao desenho a grafite e carvão, escultura em argila, madeira ou pedra, passando ainda por atuar em joalheria artística. Chegou finalmente às animações eletrônicas em computadores e vídeo, e à música e composição, em estudo e pesquisa próprios. O último território adicionado foi a literatura, a arte de escrever.

Hoje, com a explosão das tecnologias recentes, pode convergir todas essas manifestações artísticas, materializado-as num produto integrado, coeso, propiciando reunir essas diversas formas de expressão num veículo único, um livro digital ilustrado, onde o texto se entrelaça com músicas, vídeos e animações.

Mais ainda, graças ao novo formato tecnológico escolhida, o produto final é acessível de qualquer local, a qualquer hora, por qualquer dispositivo, seja um notebook, tablet, smartphone ou micro de mesa, consolidando de fato o conceito atualíssimo de plena mobilidade.


SERVIÇO

Dados Completos da Obra:

TítuloO Jogo dos Papeletes Coloridos
AutorPaulo Santoro
Editora: Livrus
ISBN978-85-64855-18-2
Assunto: Literatura
Edição: 1º edição [2012]
Tipo de suporte: e-book
Formato: ePUB
Preço: R$ 34,90


ONDE COMPRAR:

Livraria Cultura - http://migre.me/d7vMy

Livraria Saraiva - http://migre.me/d7vFM

Google Play - http://migre.me/d7vJ4


Assessoria de Imprensa:

Milena Cherubim


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10 de março de 2013

A Lenda dos Guardiões: a Captura – Kathryn Lasky


Livro: A Lenda dos Guardiões: a Captura
Titulo Original: Guardians of Ga’hoole: The Capture
Autor:  Kathryn Lasky
Editora: Fundamento
Ano: 2010
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Soren, uma coruja jovem e inteligente, vive na pacífica Floresta de Tyto. Ele nem desconfia que uma grande e inimaginável ameaça vai transformar sua vida para sempre. Depois de cair do ninho onde mora, Soren é sequestrado e levado à sinistra Academia S. Aegolius para Corujas Órfãs. Lá, ele e outros filhotes são forçados a trabalhar e ficam expostos à Lua cheia, que os hipnotiza e transforma em seres vazios, sem lembranças de quem eram. Qualquer reação ou pergunta pode resultar em terríveis castigos ou até ser fatal! Enquanto luta para não perder a identidade, Soren faz uma amiga, Gylfie. Os dois logo descobrem que a única maneira de fugir dali é aprender a voar - voar até Ga Hoole, um reino de bravos guerreiros, os únicos que podem proteger as corujas de tamanho perigo. Será que eles vão descobrir a razão dos sequestros? Ga Hoole existe ou é só uma lenda? Junte-se a Soren e Gylfie e conheça um universo repleto de fantasia, surpresas e ação. A série A Lenda dos Guardiões ficou por diversas semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times e deu origem a um filme. A Captura é o início de uma história envolvente, diferente de tudo o que você já viu.

Comentários:  
Como tema para o desafio desse mês era animais como protagonistas e eu tenho um certo ponto fraco com esse tema (geralmente não tenho nenhum problema com nenhum tipo de drama ou tragédia que envolve algumas histórias, mas colocou bichinhos no meio viro uma coração mole) então por isso queria algo mais infantil, e assim que A Lenda dos Guardiões entrou em minha lista de leitura, e pelo fato de eu simplesmente amar corujas, mas sinto em dizer que a história não era tão leve quanto eu imaginava. 
A Captura é um livro que está no limiar entre o infantil e o infanto-juvenil. Sua narrativa é simples, sem nenhuma técnica rebuscada e cheia de diálogos, a passagem de tempo é linear apenas com alguns flashbacks para explorar a história de algum personagem novo, e por falar em personagem, esses não são profundos, na verdade são meio que representações infantis, o que fez com que eu achasse que a história seria voltada para crianças, porém a parte complexa se encontra no plot da narrativa, que envolve uma organização totalitária meio que baseada em histórias de governos políticos que tentam alienar seu povo, e isso achei complicado demais para uma criança captar todas as nuances, tendo como outro fator a crueza de algumas cenas que mostram morte ou crueldade, o que fez com que eu não conseguisse classificar esse livro exatamente. 
A autora optou em humanizar bastante seus personagens, em diversas ocasiões é fácil esquecer que são corujas (o que foi uma tática que usei em algumas cenas para acalmar meu coração mole para animais). 
O cenário é bem trabalhado, na sociedade de S. Aggie é possível perceber muito bem como as corujas tentam alienar as outras, as técnicas usadas são bem complexas e trazem algumas reflexões, como o fato de eles trocarem seus nomes por números, mostrando assim a perda de identidade. Mas tudo isso é suavizado pela narrativa infantil. Outro ponto a ser destacado é a mensagem de esperança e luta por algo melhor, que acreditar é o que guia muitas situações. 
A edição que li possuía alguns erros, como frases repetidas e quebras estranhas, mas nada que atrapalhasse a fluxo da leitura. 
O livro é uma série, porém não estou tão empolgada para ler a continuação. 
Como disse, amo corujas e agora quero muito uma coruja-anã.


9 de março de 2013

[Especial] Dia das Mulheres


Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres eu e a Jéssica resolvemos fazer uma lista com as nossas personagens femininas mais marcantes, confiram abaixo: 

Daniele: 

1. Capitu - O blog recebeu o nome em homenagem tanto ao livro como a essa personagem, de personalidade forte e carisma que envolve tanto a família de Bentinho como o próprio protagonista além de encantar o leitor e ser responsável por um dos mais bem conhecidos mistérios da literatura brasileira, “Será que traiu ?”

“Capitu, isto é, uma criatura muito particular, mais mulher do que eu era homem”

2. Eve Dallas - Aquele tipo de mulher que não tem medo de se impor, de ter uma posição que costuma ter tradição masculina (sendo policial) e que mesmo havendo um romance na história não se anula em nenhum momento. 


3. Ethel - Em plena época de Primeira Guerra Mundial, Revolução Trabalhista e todas as crises que a Inglaterra está vivendo, Ethel veio para quebrar as regras, mostrar que mulheres tem direito, que não precisam seguir padrões e que, principalmente, tem voz. Em um livro sobre guerra é uma personagem feminina que rouba a cena em várias partes. 


4. Daenerys Targaryen - Aquela personagem que mostra a evolução da mulher, de uma pessoa submissa há prova de grande força, uma personagem que mostra a que veio (e como veio e o que irá fazer). 


5. Lisbeth Salander - O que dizer de Salander, simplesmente que ela é totalmente surpreendente, auto-suficiente, esperta, inteligente, vingativa, sem nenhum tipo de amarras moralista e sociais e que rouba a cena em todos os livros. 
“Não existem inocentes. Só existem diferentes graus de responsabilidade”.

Jéssica: 

1- Jane Eyre - Personagem título do romance de Charlote Brontë, que merece destaque pela sua força moral em defender os seus princípios. Mesmo amando completamente o Sr. Rochester, afastou-se dele quando soube que seu relacionamento não seria digno, mantendo assim a sua integridade.


"Tenho tanta alma quanto o senhor, e até mais coração!"

2- Éowyn - Uma das personagens mais queridas em "O Senhor dos Anéis", que se vestiu de homem, foi para a guerra e teve um grande feito - justamente por não ser um homem, conforme profetizado. 

"Eu não sou um homem"

3- Viviane do Lago - Suma Sacerdotisa e Senhora do Lago de Avalon, Viviane foi uma governante e feiticeira ardilosa que preparou o caminho para a chegada do Rei Artur em "As Brumas de Avalon", tendo parte de sua estória contada em "A Senhora de Avalon".


“I have called on the Goddess and found her within myself.”

4- Catelyn Stark - Quando percebe que sua família está em risco, Catelyn não hesita em sair de seu lar e tomar iniciativas para que seus filhos e marido fiquem em segurança - mesmo enfiando os pés pelas mãos na maior parte do tempo. Mas a sua "coragem feminina" faz a diferença.

"Laughter is poison to fear"

5- Ninfadora Tonks - Caçadora de bruxos das trevas, mas também mãe e esposa, que acaba morrendo na guerra lutando por um futuro melhor. E sem deixar de lado o bom humor.


"Wotcher!"


6 de março de 2013

Eu sou o número quatro – Pittacus Lore



Livro: Eu sou o número quatro
Titulo Original: I am number four
Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo


Comentários:
Este foi um livro que me distraiu, mas em diversos momentos me irritou. 
Estava procurando uma leitura leve, sem muita complexidade, para passar bem o tempo e decide ler “Eu sou o número quatro” o que também serviu como um pequeno desafio pessoal, pois não gosto muito de histórias que envolvam aliens, óvnis ou similares e achei que por ser um YA seria mais fácil superar isso. 
A história roda toda em torno de Quatro, um sobrevivente do planeta Lorien que está refugiado na Terra fugindo de seus perseguidores, estes destruíram seu planeta e perseguem os demais sobrevivente (nove mais seus respectivos guardiões) para que não sobre ninguém de Lorien, porém uma magia força com que sejam mortos apenas na ordem de seus números, três já morreram e a partir deste momento acompanhamos a história do número quatro. 
O cenário criado na história é padrão, John (ou quatro) está escondido entre humanos e tem que tentar manter as aparências, e com 15 anos vive todos os dramas de um adolescente em uma escola mais todas as dificuldades de ser um alien perseguido. 
A narrativa é em primeira pessoa, mas sinto que por ser um personagem masculino seu fluxo de pensamento não fica retido apenas no romance, mas também nas questões sobre seus poderes, seu desejo de vingança por ter seu planeta destruído e os problemas normais de um garoto. 
Bom o livro me distraiu, foi uma leitura leve, sem muitas pretensões e que montou todo um cenário que me agradou, a história de Lorien, dos nove, os legados foram características que chamaram minha atenção. 
Agora vamos a parte do que me irritou, e foram duas características, a primeira são os personagens, John é extremamente imaturo, para um garoto que é perseguido desde o dia em que nasceu, que sabe que é um dos únicos sobreviventes de um planeta e que está prestes a morrer eu esperava mais maturidade de suas escolhas. O romance também não me convenceu, não senti a ligação que o autor quis passar entre John e Sarah, algumas coisas ficaram bem superficiais entre os dois. A segunda característica que me irritou foi a falta de veracidade em várias situações, como as cenas de briga e ação que fugiram do que poderia ser considerado possível, mesmo sendo um YA sobrenatural (Quatro é um alien, mas em vários momentos envolvem situações com humanos que são quase impossíveis). Sem contar algumas reações que não condizem, por exemplo as pessoas encaram quase com naturalidade o fato de John ser um alien. 
Ainda vou continuar a série, pois um elemento que aparece no fim do livro me deixou curiosa pela continuação, mas não possuo muita expectativa por essa história.  

4 de março de 2013

[Filme] A Viagem





Título original: Cloud Atlas
Duração: 172 min
Direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Roteiro: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Distribuidora: Imagem Filmes
Ano: 2013
Avaliação: 3,5/5






Comentários: 
Um filme que irá mostrar vários tempos e personagens, que estão todos ligados e, ao mesmo tempo, não possuem relação alguma. 
Ainda me sinto um pouco incomodada para tecer comentários sobre esse filme, principalmente por não ter nem amado nem odiado, acho que esperei a história toda por um fundo moral mas profundo, o que não aconteceu. 

O filme irá tratar de seis histórias diferentes, de tempos diferentes: em 1930 um compositor busca compor sua grande obra, em 1970 uma jornalista busca por verdades e pode se arriscar para consegui-la, nos tempos atuais vemos a conturbada vida de um editor, em uma Coreia futurista acompanhamos a história de uma clone que começa a descobrir que pode ser mias do que planejaram para ela e por último em um cenário pós- apocalíptico vemos o integrante de uma tribo tendo de conviver com o desconhecido e com seus demônios pessoais. 
O filme possui uma linearidade e as histórias possuem um fluxo que vai seguindo um ritmo sincronizado (como por exemplo, todas mostram um momento de tensão juntas). Os elementos de uma narrativa podem ser encontrados ou citados em outra fazendo a ligação entre as histórias. 
Meus conceitos ainda estão um pouco confusos em relação a esse filme, a minha primeira observação é que o filme é muito longo, não por suas quase três horas de duração (apesar que isso pesa também) mas por achar que em alguns momentos as histórias se arrastavam de cena em cena. Gostei da ideia apresentada (de trabalhar várias histórias em um mesmo filme), mas acho que ela poderia ser mais bem apresentada, com um final que amarrasse melhor as ligações e os objetivos de cada uma. 
Ao ver “A Viagem” um dos elementos que mais se destacou para mim, em todas as histórias, é uma reflexão sobre o comportamento humano em sua pior face, a ganância, a mentira, o medo entre outros fatores estão presentes em todas as narrativas, não importa o tempo ou os personagens. 
Preciso fazer uma ressalva especial a uma peculiaridade que me agradou muito neste filme: a flexibilidade dos atores que interpretavam papéis diferentes em cada uma das histórias.


2 de março de 2013

Listas Aleatórias: 10 músicas inspiradas em obras literárias

Inspiração é uma coisa que surge nos momentos mais inesperados e das formas mais inusitadas. Seja através de um momento em que algo (por mais bobo que seja) aparece e nos dá aquele estalo. Pode ser um filme, uma música, uma pintura, uma obra literária...

O Listas Aleatórias dessa semana é dedicado a artistas que se inspiraram em obras literárias e criaram músicas a partir delas:


1- "And then there was silence", Blind Guardian - Essa banda possui uma infinidade de músicas inspiradas em obras literárias (um álbum inteiro SÓ sobre o "Silmarillion" - que amor!), mas não se pode deixar de destacar o quão épica é And then there was silence, inspirada em duas epopeias diferentes: "A Ilíada" (Homero) e "A Eneida" (Virgílio).




2- "The Lady of Shalott", Loreena McKennitt - Inspirada no poema de mesmo nome do poeta Alfred Tennyson, narra a história de Elaine de Astolat que morre por causa de seu amor não correspondido por Sir Lancelot.




3- "For whom the bell tolls", Metallica - Inspirada no livro "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway, que utilizou a sua experiência pessoal na Guerra Civil Espanhola para compor o romance, assim como no poema de mesmo nome de John Donne.




4- "Wuthering Heights", Kate Bush - Inspirada no romance homônimo de Emily Brontë, a música tem o ponto de vista da personagem Catherine Earnshaw em relação a Heathcliffe.





5- "Admirável Chip Novo", Pitty - O primeiro álbum da Pitty era fantástico, cheio de músicas inspiradas em obras literárias. E essa música é uma referência óbvia ao romance "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, e tem aquele quê de distópico que eu tanto gosto.




6- "1984", David Bowie - Parte do álbum "Diamond Dogs", com músicas inspiradas no romance homônimo de George Orwell.




7- "The Phantom of the Opera', Iron Maiden - Inspirada no romance de Gaston Leurox e que não tem nada a ver com o musical da Broadway.




8- "The Battle of Evermore", Led Zeppelin - Todo mundo menciona "Misty Mountain Hop" dessa banda quando se trata das referências à obra de Tolkien, mas ignorar "The Battle of Evermore" é um pecado.




9- "Tom Sawyer", Rush - Inspirada no protagonista que dá nome ao romance de Mark Twain, mas sobre um Tom Sawyer dos dias modernos.





10- "Monte Castelo", Legião Urbana - Inspirada na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios e no soneto 11 de Camões, em que as duas essencialmente falam sobre o amor.





1 de março de 2013

[Série] Lost Girl – Primeira Temporada





Título Original: Lost Girl
Temporada: 1
Ano: 2010
Roteirista: Emily Andras
Emissora: Showcase
Episódios: 13
Avaliação: 4,5/5





Comentários:
Lost Girl foi uma série que me surpreendeu e me ganhou, tanto pela história criada (que trouxe novidades em conceitos já conhecidos) como pelos personagens e pelos atores (que para mim foram descobertas). 
A série é focada em Bo (Anna Silk), alguém que não sabe o que é, sempre se achando diferente de todos e que decide um dia salvar Kenzi (Ksenia Solo) e nesse ínterim ela acaba descobrindo não ser uma humana, mas sim uma fae, um ser superior aos humanos, mágicos, diferentes e que algumas vezes se alimentam de propriedades humanas, e mais profundamente ainda, ela se descobre como uma súcubo, que se alimenta de chi, energia sexual humana, e agora terá que aprender a viver nesse novo mundo e descobrir mais sobre quem (e o que) ela é. 
O cenário criado na série e muito bem construído, durante os episódios são apresentados vários tipos diferentes de faes e com isso vemos criaturas que já estamos acostumados de outras historias (como o lobisomem), algumas que são pouco exploradas nas histórias de fantasia (como os tritões e as fúrias) e algumas novas (como a terra-viva) e que estes são divididos em dois grupos opostos: Fae da Luz e Fae das Trevas, sendo que a tensão entre esses grupos é constante e eles possuem uma interação meramente diplomática, apenas para tentar manter a paz entre eles. A história de Bo e do próprio mundo fae é bem apresentada, amarrando todos os pontos que são mostrados durante a série. 
A evolução e aprofundamento dos personagens é visível, na verdade todos os personagens da série são bem trabalhados e aproveitados, apesar de o foco principal ser da própria Bo a história e a vida dos outros personagens não são esquecidos e isso torna a série mais complexa. 
Gostei muito dessa primeira temporada, a ideia principal me agradou bastante ao juntar vários seres mitológicos que tentam viver no mundo humano sem serem percebidos, mas que possuem suas diversas tradições e características. A série não é focada apenas no sobrenatural, mas também temos os dramas pessoais e isso dá um bom balanço para a história. A primeira temporada foi muito boa, deu uma boa base para toda a trama e deixando vários ganchos que aumentam, consideravelmente, a ansiedade pela próxima temporada.  Para mim o único ponto que ficou um pouco defasado foram algumas informações que foram soltas durante os episódios, mas não foram explicadas, como por exemplo se a maioria dos faes são imortais, pois é o que parece durante os episódios, porém espero que futuramente essas questões sejam explicadas.