30 de novembro de 2013

[Livro] Mago Aprendiz– Raymond E. Feist

Livro: Mago Aprendiz
Titulo Original: The Magician
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2013
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos. (Fonte: Skoob)


Comentários:  
Mago, livro de estreia da editora Saída de Emergência.
Assim que soube que a editora portuguesa Saída de Emergência, em parceria com a editora Arqueiro, iria trazer vários títulos de fantasia para o Brasil dei pulos de alegria e logo quis ler Mago, o primeiro livro dessa leva. 
Meus sentimentos em relação a esse livro ainda são meio contraditórios, por um lado fiquei feliz de ler uma história de fantasia fora do padrão atual, apesar de ter elementos básicos como elfos e anões o autor trabalhou o enredo de forma diferente, e por outro lado fiquei decepcionada, pois me deixei levar pelo título achando que teria muita coisa sobre magia e não foi o que aconteceu. 
O foco da história é quase todo no garoto Pug, um órfão que vive no reino de Crydee e está próximo a enfrentar seu Dia da Escolha, em que cada garoto será selecionado por mestres para seguir um ofício e por força do destino Pug acaba como aprendiz do mago Kulgan e isso muda o rumo de sua vida. 
No meio de seu amadurecimento um episódio muda o rumo de todos os personagens, uma invasão de seres estranhos, diferentes de tudo o que já foi visto que mudam toda a rotina e trajetória dos reinos e dão o rumo a história. 
A narrativa de Raymond E. Feist foi um pouco confusa para mim, ele é extremamente descritivo e leva a história para caminhos diferentes, não sendo possível prever o que pode acontecer. A parte confusa foi que muitas vezes os fatos não tinham muita ligação, ele mostra jogadas políticas porém não dá continuidade, mas isso ainda pode ser desenvolvido nos próximos livros. 
Os personagens foram os elementos que mais me chamaram a atenção durante a narrativa. Arutha e Lyam, filhos do rei, são personagens fortes e de presença (pela descrição física, apenas pela física, me lembraram Thor e Loki) e Tomas, melhor amigo de Pug, tem uma boa reviravolta que me deixou bem curiosa para os próximos livros. 
Essencialmente, acho que este livro foi mais uma apresentação para os próximos, não me encantei como achei que iria, achei a narrativa pouco elaborada, mas estou curiosa para saber o rumo que a história terá. 

26 de novembro de 2013

[Teatro] Musical – O Rei Leão


Se eu precisasse definir o musical do Rei Leão com apenas uma palavra não sentiria nenhuma dificuldade: ele foi mágico. 
Não há definição melhor, o musical foi mágico, desde o instante em que começou a primeira cena até o encerramento fiquei de boca aberta e completamente extasiada. 

Quando vi que iriam fazer um musical de um dos desenhos que marcou minha infância não pensei duas vezes e logo quis ver, mas devido a vários fatores demorei quase um ano para conseguir assistir, porém digo que valeu a pena todos os dias de espera.
Logo de início tenho que comentar da produção que está linda, cada detalhe, cada animal, cada montagem estavam perfeitos. Uma das coisas que fiquei imaginando era como eles fariam para interpretar os animais, e a alternativa escolhida não poderia ser melhor, fantasias, cabeças de animais, pernas de pau, controle de bonecos, tudo contribuiu para o clima da história. Os cenários estavam lindos, apesar de não serem mega elaborados foi na simplicidade que o encanto se deu, as cores vivas, as estampas, tudo remetendo à savana. 

A história segue a do desenho, na verdade segue surpreendentemente o desenho, com algumas pequenas trocas de palavras as falas são as mesmas, para aqueles que assistiram o clássico da Disney é possível acompanhar os diálogos e as músicas. 
Uma tendência que tenho observado desde o musical de A Família Addams é a ambientação da história para o cenário nacional, por meio de falas ou músicas, como por exemplo em uma das falas de Zazu ele fica com medo de ser mandado de volta para Sorocaba, e em outro momento ele canta Prepara, o que rende vários risos. Tenho gostado muito dessas alterações, faz com que o musical fique com uma cara mais nossa, mais Brasil. 

Os atores não são muito conhecidos nos musicais, porém isso é apenas um mero detalhe, eles ficaram perfeitos nos papéis, cantaram, dançaram e entraram muito bem em seus personagens animais, um trabalho de atuação, música e corporal notável. 
Na plateia vi várias crianças o que provou para mim que O Rei Leão é mais uma das histórias da Disney atemporais. 
Ps: A lojinha é uma perdição, tem vários itens, um mais lindo que o outro, me acabei nela rs. 


21 de novembro de 2013

[DDI] Encontro bookaholic

O post de hoje é apenas uma pequena história, um desabafo, um jogar palavras ao vento depois de um dia pesado de trabalho, sobre um pequeno momento do meu dia que me deixou particularmente satisfeita: A felicidade de reconhecer alguém de sua mesma “espécie”. 

Quando digo espécie quero dizer um bookaholic, um viciado em livros, alguém como eu e a maioria dos meus amigos. 
Hoje em meu horário de almoço fui em um daqueles restaurantes em que é preciso dividir a mesa com pessoas desconhecidas devido a falta de espaço (uma das representações diárias da hiperpopulação de SP) e ao meu lado sentou um menino, parecia ser tímido, não levantava a cabeça além do necessário para poder comer, mas o que me chamou a atenção foi outro detalhe, ele colocou ao lado da bandeja um livro (Trono de Fogo do Riordan) e enquanto começava a comer olhava para a capa do livro como se estivesse ponderando. Até que desistiu de resistir, abriu o livro e começou a ler enquanto almoçava, como se aquela parte importante da história não pudesse esperar um mero detalhe fútil de nossa constituição orgânica como comer para ser lida, e ele devorava as palavras com mais gosto do que a própria comida. Na verdade ele mal percebeu quando o conteúdo de seu prato acabou, continuou lendo. 

Ri com o canto dos lábios antes de ir embora pensando “guri, eu te entendo” quantas vezes eu mesmo não abri o livro no horário do almoço porque precisava desesperadamente saber o que iria acontecer, abdiquei de horas de sono, perdi o ponto do ônibus ou a estação do metrô, não vi que o celular estava tocando entre tantas outras coisas. Sei como é estar nesse mundo a parte, nesse mundo que muda de cenário a cada livro lido. 

Sai do restaurante e fui resolver outras coisas, enquanto estava voltando do almoço, como se o destino risse dos meus pensamentos, cruzei com o mesmo guri mais uma vez, e nas mãos além do livro que estava lendo ele carregava a sacola do sebo que tem perto do meu trabalho com mais pelo menos três e quase gargalhando pensei “é, eu realmente te entendo” afinal esse sebo já angariou uma boa parte do meu salário com esse pequeno vicio. 
Sim, é bom cruzar com amantes de livros ao acaso e saber que nos reconhecemos nesse mundo louco. 


DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez - um espaço em que escrevo todos os pensamentos, delírios e devaneios que vêm a minha cabeça, o que é no mínimo uma insensatez. 

17 de novembro de 2013

[Filme] Jogos Vorazes: Em Chamas

Título original: The Hunger Games - Catching Fire
Duração: 146 min.
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Simon Beaufoy, Michael Arndt e Suzanne Collins
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2013
Avaliação: 5/5
Sinopse: 
O filme dará continuidade a história de Katniss Everdeen, depois que os tributos do Distrito 12 vencem os jogos. Na trama, enquanto uma rebelião contra a opressiva Capital é iniciada, Katniss e Peeta são obrigados a participar de uma edição especial dos Jogos Vorazes, o Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 anos. (Fonte: Cinemark)


Comentários: 
Simplesmente essa era uma das estreias que mais aguardei neste ano, meu nível de expectativa e ansiedade estava alto, não assisti muitos trailers nem vi muitas notícias, queria ser surpreendida e, com certeza, fui. Do começo ao fim do filme fiquei presa à tela e sai extasiada da sala do cinema. 

A história segue os acontecimentos do primeiro filme, após Katniss e Peeta voltarem dos jogos eles devem fazer a turnê dos vitoriosos pelos outros distritos porém as coisas se  complicam após Katniss descobrir que sua atitude no final do jogos acabou gerando uma onda de rebelião e ela é pressionada pelo presidente Snow para tentar conter os ânimos mas por fim ela verá que há muito mais que isso em jogo, com a nova edição dos Jogos ela percebe que deve lutar por ela e por todos. 



A produção do filme foi excepcional, Em Chamas é o livro que mais gosto da série e fiquei com medo de que eles não conseguissem passar a quantidade de eventos e detalhes da história, isso é comum em várias adaptações e nessa não foi diferente mas as escolhas de cenas e diálogos foram tão bem feitas que não gerou aquela sensação ruim de que faltava muita coisa. Os cenários estão perfeitos e mal tenho palavras para descrever a arena dos jogos que ficou bem como eu pensei. 

Os atores são um show a parte também, tudo que pudemos ver da atuação de Jennifer Lawrence (Katniss), Josh Hutcherson (Peeta), Elizabeth Banks (Effie), Woody Harrelson (Haymitch), Lenny Kravitz (Cinna) e Donald Sutherland (Presidente Snow) continuaram primorosas nesse e ainda com o acréscimo de Sam Claflin (Finnick), que apesar da minha implicância inicial com a escolha do ator para o papel, pois imaginava algo diferente ficou tão bem no personagem que nem lembro mais o que queria, Jena Malone (Johanna) que deu um brilho e um destaque a personagem maior do que ela teve no livro, roubou a cena algumas vezes e Philip Seymour Hoffman (Plutarch Heavensbee) que no livro não liguei tanto para o personagem mas no filme tem uma participação maior. 

Uma das coisas que mais gosto nos filmes de Jogos Vorazes é que por ser uma mídia diferente do livro é preciso ter um ponto de vista mais amplo então a história não é de Katniss como ocorre nos livros mas, apesar de o enfoque maior ser nela, é possível ver outros pontos de vista e os que mais me chamam a atenção são os do presidente Snow pois assim é possível ver o que ocorre “do outro lado” como as coisas que ele faz se justificam e seus planos. 

Ps: a única coisa que me deixou um pouco incomodada era que queria uma explicação um pouco maior sobre os Jogos Quartenários, fui assistir o filme com algumas pessoas que não tinham lido o livro e senti que essa parte ficou um pouco confusa para elas. 
Um filme muito bom para todos aqueles que gostaram de Jogos Vorazes. 

14 de novembro de 2013

[Livro] Os Adoráveis – Sarra Manning

Livro: Os Adoráveis
Titulo Original: Adorkable
Autor: Sarra Manning
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

Comentários:
Minha trajetória de leitura com Os Adoráveis foi um pouco tumultuada, com momentos de altos e baixos, algumas crispadas de nariz, resmungos e passagens que me prenderam e percebi que na verdade minha grande dificuldade foi gerada pela falta de empatia com a história e os personagens não tanto pela narrativa. 
Em Os Adoráveis conhecemos a vida de Jeane, uma adolescente de 17 anos que possui um estilo próprio de vida, de roupas e de atitude e que possui um blog chamado Adorkable que propaga suas crenças e seu estilo de vida além de vários seguidores no twitter. Michael é a representação do adolescente perfeitos das histórias de adolescentes, capitão do time de futebol, presidente de agremiação, bonzinho e mais um bando de qualidades, porém nenhuma que realmente agradasse a Jeane, mas devido a um infortúnio que ocorre com os ex dos dois eles vêm suas vidas se cruzarem mais do que gostariam ou aceitariam. 
Assumo que minhas caras feias se deram logo no início do livro por não conseguir me conectar com Jeane, entendi seu estilo de vida e seus protestos mas simplesmente não consegui me conectar com ela. Jeane se veste de forma chamativa e aleatória a qualquer estipulação da moda, usa roupas extravagantes de brechó e que combinem com seu cabelo (que ela muda de cor ocasionalmente) ela é anti-capitalismo, solitária e de ideais próprios que defende com ardor. Mas tudo isso mostra o quanto Jeane talvez tenha mais falhas em sua vida pessoal que poderia admitir. A postura toda “menino-certinho” de Michael também não me conquistou, na verdade, assim como Jeane, essa postura me irritou. 
Apesar dos comentários anteriores tenho que dizer que a história entre os dois foi bem construída pela autora, eles ainda possuem a confusão adolescente e toda a gama de emoções e sentimentos, os dois não são excessivamente maduros para suas idades (o que é bem mais realista) e ainda estão entre a adolescência e o início da fase adulta, então a autora trabalhou bem com esses aspectos, intercalando momentos de confusão, discussão e interação enquanto ambos tentam conhecer um ao outro e acima disso, se conhecer. 
As partes que mais me prenderam e que me diverti muito foram as interações pela internet, a autora transcreve os twetts e as postagens do blog e isso realmente me ganhou por ficar bem real e a narrativa ficar mais ágil e introduzir o leitor no ambiente virtual descrito. 
Não vou dizer que o livro é ruim ou fazer uma critica negativa, simplesmente percebi que esse não é um livro para mim (nem seria um livro para minha versão adolescente) mas entendo que muitas pessoas irão se identificar e adorar o livro.

10 de novembro de 2013

[Filme] Thor: O Mundo Sombrio


Título original: Thor: The Dark World
Duração: 111 min.
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Mark Protosevich, Ashley Miller, Zack Stentz e Don Payne
Distribuidora: Walt Disney/ Buena Vista
Ano: 2013
Avaliação: 4,5/5
Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Thor e Os Vingadores, Thor luta para restaurar o equilíbrio em todo o cosmo, mas uma raça antiga liderada pelo vingativo Malekith retorna para afundar novamente o universo em escuridão. Diante de um rival que sequer Odin ou qualquer asgardiano pode enfrentar, Thor embarca em sua jornada mais perigosa e pessoal até agora, que o reunirá com Jane Foster e o forçará a sacrificar tudo para proteger a todos nós. (Fonte: Cinemark) 


Comentários: 
Após o primeiro filme do Thor e dos Vingadores não poderia estar menos do que animada para a continuação da história do deus asgardiano do trovão, e digo que sai do cinema tão feliz e animada quanto entrei. 
A história continua logo após os acontecimentos de Nova York (como vejo que vai ser todos os filmes após o Vingadores) Loki é levado até Odin para ouvir sua punição e dar mais uma cena cheia de diálogos e ironias sobre seu drama familiar e os problemas com seu pai. Logo recebe sua sentença pelos males que causou e acaba preso. 

Nesse tempo Jane Foster está tentando continuar a vida após seu encontro com Thor anos atrás até que encontra uma força que a faz rever o deus loiro,  mas também acaba despertando inimigos antigos dos asgardianos, os elfos negros. 

Uma das primeiras observações que posso fazer é que gostei mais dessa história que a tratada no primeiro filme, achei que foi mais encorpada, não envolveu apenas lutas e rostos bonitos, há mais trama, o contexto da história é mais bem tratado e até as cenas engraçadas estão melhores. 

Tenho uma pequena ressalva a fazer que na verdade vem desde o primeiro filme de Thor, os personagens possuem uma personalidade forte e adoro a interação entre eles mas gostaria de saber um pouco mais sobre suas histórias, algo sobre o passado, qualquer informação a mais além das cenas do tempo da ação. Porém tenho que fazer um elogio que continuo adorando a interação de Thor com Loki, simplesmente ganha o filme para mim. 

Gostei muito dessa continuação, na verdade estou bem feliz com esses últimos filmes adaptados da Marvel e espero agora pelo segundo filme do Capitão América e dos Vingadores. 

6 de novembro de 2013

[Série] Fringe – Quarta Temporada




Título Original: Fringe
Temporada: 4
Ano: 2011/2012
Roteirista: J.J. Abrams
Emissora: Fox
Episódios: 22
Avaliação: 4,5/5





Comentários: 
Após o grande final da terceira temporada de Fringe não posso dizer que estava menos que empolgada pela quarta temporada, e gostei muito do que vi. 
Nesta temporada a história continua do ponto em que parou anteriormente, mas isso não quer dizer que não houve mudanças por que elas existiram e não foram poucas. 

Devido ao acontecimento do fim da temporada anterior toda a linha temporal, e consequentemente, os eventos narrados até o momento mudaram, é como se uma nova história de Fringe fosse apresentada, renovando assim a ritmo da série. 
Além dessas mudanças de fluxo de tempo temos também uma nova dinâmica já que agora os dois universos trabalham juntos fazendo com que os episódios se dividam entre os acontecimentos entre ambos e a fatos que irão levar a um acontecimento maior ao final. 
Gostei muito da trama apresentada, as mudanças que foram utilizadas e a interação entre os dois lados renovou a série, fazendo com que elementos usados anteriormente pudessem ser reaproveitados de forma supreendente. E por falar em surpresa tenho que dizer que tive várias, o rumo dos acontecimentos, as descobertas, os vilões tudo foi muito bem apresentado e utilizado, nada é o que você pensa. 
Em relação aos atores só tenho a elogiar, como na terceira temporada, com a entrada do outro universo na história, podemos ver a ótima interpretação dos atores que tiveram que interpretar duplas versões de seus personagens e agora isso fica mais explicito e complicado com a constante interação dos universos. 
Meus episódios favoritos sem dúvida foram os últimos, cheios de ação e descobertas que mal dava tempo para respirar, simplesmente muito bom. 

Por enquanto ainda prefiro a terceira temporada, mas a quarta trouxe uma nova visão e não deixa a desejar.

2 de novembro de 2013

[Livro] A culpa é das estrelas – John Green


Livro: A culpa é das estrelas
Titulo Original: The fault in our stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Avaliação: 5/5
Sinopse:
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. (Fonte: Skoob)


Comentários:
Este mês o tema para o desafio literário do mês de outubro (sim, eu sei, mas uma resenha atrasada, shame on me) é sobre histórias de superação, eu tinha programado a leitura de outro livro (O Garoto do Convés, de John Boyne), mas lembrei de um outro livro que tinha ouvido criticas positivas e estava querendo muito ler, então a leitura desse mês é de A Culpa é das Estrelas de John Green
Um livro doce, suave, emocionante e triste.
Tenho uma certa tendência e livros com uma história triste, mas sou chata para gostar da leitura, não basta ter um evento e muitas lágrimas, não basta ser simplesmente um drama, a tristeza tem que dar um toque suave a história (quase como cores frias em um quadro), um complemento, ela tem que estar presente mas não ser o personagem ou cenário principal e John Green entendeu bem o que gosto de ler. 
Nunca tinha lido nada de Green, mas não fui imune aos inúmeros comentários positivos sobre sua obra e foi com essa expectativa que iniciei a leitura de “A Culpa é das Estrelas”. 
Quando li a sinopse já imaginava uma história com uma forte carga emocional, afinal era sobre a relação de adolescentes com câncer, mas o autor construiu a história tão bem que o drama, os momentos de dor são na medida certa, fazem parte integrante da história, e molda os personagens. 
O livro é narrado por Hazel, personagem principal que vive sobre a sombra e o peso de um câncer terminal, mas como não sabe exatamente quando irá morrer tenta seguir sua vida e acaba por conhecer Gus, garoto lindo que está em período de remissão de um câncer e Isaac, adolescente que possui um câncer ocular, e a história trará o relacionamento de Hazel com eles e com sua própria condição. 
A narrativa de Green possui um peso e uma suavidade ao mesmo tempo, os personagens tratam da morte e da doença com o máximo de naturalidade possível, não há um pedantismo, todos estão conscientes de sua situação e apesar de serem adolescentes os diálogos são bem elaborados e profundos. 
Os personagens são bem trabalhados, evoluem conforme a leitura flui e carregados de sentimentos e emoções. 
Uma leitura que realmente recomendo e quero muito ler outros livros do autor.