30 de outubro de 2013

[Evento] Nas Estantes da Zona Norte

Oi gente, esse post era para ter saído ontem, mas devido a circunstâncias alheias a minha vontade acabei não conseguindo escrever, mas achei a ação e a atitude tão válidas e boas que valem o pequeno atraso.
Ontem, dia 29 de outubro, foi o Dia Nacional do Livro e com muitas ações rolando uma me chamou a atenção: O Projeto Estantes da Zona Norte.
Moro na Zona Norte de São Paulo capital, e soube que a Rede Social Zona Norte iria promover uma ação de distribuição de livros em quatro estações do metrô da região, por morar mais perto da estação Santana fui conferir o evento e fiquei muito feliz.
Uma pequena estrutura montada em uma das entradas do metrô com mesas e estantes com vários livros expostos, pessoas diversas em volta das mesas procurando algo que lhes interessassem e realmente empolgadas em poder ter à mão uma nova leitura (e ainda mais de graça). E ainda para cada um que se aproximasse era entregue um kit com livros infantis e uma sacolinha.
Fiquei muito feliz e pude ver que sim, o povo quer ler e gosta disso, vi mais ainda, vi que há esperanças para um mundo leitor.












28 de outubro de 2013

[DDI] Mudanças

Oi  gente, primeiro gostaria de me desculpar pelo pequeno hiato de postagens que o blog está passando, nesses últimos períodos não estava conseguindo manter uma regularidade de postagens, passava tempos postando sempre e depois chegava em uma temporada em branco. 
O que acontece é que esse blog é uma parte da minha vida, uma parte de mim e quando sofro mudanças ele acaba se adaptando, se renovando e mudando comigo. No início este era apenas um blog literário, todas as postagens se tratavam sobre livros e seu universo, porém mesmo que os livros sejam minha paixão, minha escolha de vida e minha profissão, vi que tinha mais a falar e escolhi em abordar sobre eventos, filmes, séries, músicas e peças de teatro, outras coisas que envolvem o meu universo. Mas agora, como a metamorfose ambulante que sou, estou em uma nova fase em que quero mudar, descobrir, inovar e a rotina não está conseguindo me completar, com isso o atual modelo de resenhas e o padrão de postagens não está em sintonia com o que estou sentindo e acabei perdendo o ritmo da escrita. 


Pensando em todos esses pontos quero tentar inovar o blog, mudar as postagens, experimentar e fazer com que esse pedaço tão importante de mim se encaixe com minha visão novamente, tudo é feito de mudanças e que os novos ventos façam do Olhos de Ressaca, esse meu espaço tão querido de margens vermelhas, uma casa, um aconchego, um espelho para mostrar uma pequena porção de tudo o que sou, essa confusão sem fim ou começo, sem um rumo certo a não ser o horizonte que meus olhos tocam quando olho para o futuro. 
Umas das mudanças que vou colocar aos poucos é essa coluna que vou chamar de DDI – Delírios, Devaneios e Insensatez em que vou falar sobre assuntos aleatórios, tem um dedinho de prosa contar meus pensamentos soltos em busca de ordem, seja ela qual for. 



13 de outubro de 2013

[Série] Castle – Terceira Temporada






Título Original: Castle
Temporada: Terceira
Ano: 2010/2011
Criador: Andrew W. Marlowe
Emissora: ABC
Episódios: 24
Avaliação: 4,5/5





Comentários:
Estou começando a achar que as séries que estou assistindo possuem seu forte na terceira temporada, e Castle está nesta lista. 
A série começa após um certo tempo do final da segunda temporada, e logo pega o ritmo já usado anteriormente, tendo um caso diferente para resolver a cada episódio. As mortes possuem a mesma característica de serem intrigantes e com uma grande quantidade de reviravoltas durante a resolução do caso. Assumo que quando cheguei no meio da temporada fiquei um pouco desanimada mas é exatamente ai que os roteiristas provam serem tão bons e a série tem uma guinada cheia de emoção ao tocar novamente no caso mais recorrente, importante e pessoal: a morte da mãe de Beckett. 

Do meio para o final eu praticamente devorei os episódios, mesmo ainda tendo casos soltos em cada episódio eles ficam mais dramáticos e tensos. 
Os personagens são os mesmo, mas nessa temporada muito do lado pessoal deles é explorado, vemos mais sobre os relacionamentos de Ryan e Esposito (sim Esposito está em um relacionamento). Alexis ganha mais espaço já que Castle tem que se acostumar que sua filha está crescendo e Martha ainda possui a mesma característica, a mãe meio louca mas que sempre tem bons conselhos. 
E o grande mote dessa temporada foi o que mais me ganhou, o clima entre Castle e Beckett fica cada vez mais intenso, e as cenas dos dois são lindas. É impossível não torcer para que eles fiquem juntos. 

Não posso falar da terceira temporada sem falar do que amei... o final, simplesmente perfeito, surpreendente, emocionante e de deixar qualquer um com o coração na mão. Simplesmente muito bom.

9 de outubro de 2013

[Livro] O Amor Mora ao Lado – Debbie Macomber

Livro: O Amor Mora ao Lado
Titulo Original: Family Affair
Autor: Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 3/5
Sinopse:
Lacey Lancaster sempre quis ser esposa e mãe. No entanto, depois de um divórcio bastante doloroso, ela decide que é hora de dar um tempo em seus sonhos e seguir sozinha mesmo. Mas não tão sozinha: sua gatinha abissínia, Cléo, torna-se sua companhia de todas as horas. Até é uma vida boa — um pouco aguada, é verdade — a de Lacey. A não ser por seu escandaloso vizinho, Jack Walker. Quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão, pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes. Mas acontece que a primeira impressão nem sempre é a que fica...  (Fonte: Skoob

Comentários
Olá leitores do Olhos de Ressaca, aqui quem vos fala é Milena Cherubim. Não, não é pegadinha. Eu e a Dani somos muito amigas e nosso amor pelos livros nos faz dar pitacos aqui e ali, portanto não estranhem se ela for ao Memories of the Angel também heheh.  Hoje trago a vocês um livro muito gostosinho. Nada técnico o que eu disse não é? Mas sabe aquele livro que você pega despretensiosamente porque achou a capa e a diagramação bonitinha? Então esse livro é “O amor mora ao lado”.  
Debbie Macomber, que também escreveu A Pousada Rose Harbor, traz como personagem secundário os humanos. Ela escreveu o livro pensando em sua gatinha Cléo. E essa gatinha muito sem vergonha faz com que nos apaixonemos pela história. Vamos a ela?
A protagonista como falei é a Cléo, mas a história principal acontece com a sua dona Lacey, uma mulher de vinte e poucos anos, divorciada, moradora agora da cidade de São Francisco e totalmente descrente do amor. Amor e traição. Essas são as palavras de ordem de Lacey. Ela foi traída pelo marido Peter e seu casamento acabou em divórcio quando ele afirmou que iria ficar com sua amante. O mundo de Lacey caiu. Mudando de cidade se fechou para o amor. 
No inicio do livro pegamos várias reclamações de Lacey. Por que ela era mole demais e não conseguia pedir um aumento. Por que não aguentava mais escutar as brigas do seu vizinho Jack, lindo, diga-se de passagem, mas canalha como todos os homens. Isso era o que nossa mocinha pensava.
Como nada é o que parece. E tudo que decidimos para nossa vida não é imutável. Lacey em uma briga de seu vizinho não aguentou mais e foi pedir, educadamente, que eles falassem mais baixo. Esqueceu sua porta aberta e... bom... sua gatinha Cléo estava no maior amasso com um gato vira-lata. Esse gatinho safadinho era Cão, o gato de Jack. Ok, lá vem a parte surreal da história. Por causa do acasalamento de Cão e Cléo, Lacey e Jack ficam amigos.
Ele tentou por várias vezes conversar com sua vizinha que sempre era indelicada, mas agora não tinha como. Ele seria ‘pai’ também e teria que honrar o compromisso com ela. Despesas com veterinário, remédios e claro, achar um lar para os filhotes.
Nisso os dois foram se conhecendo mais e mais e bom... para saber o que aconteceu vocês terão que ler. Mas posso dizer que em 1 hora você termina a leitura e fica feliz. A narrativa é bem tranquila. Claro que achei meio surreal, jamais aconteceria como foi descrito as cenas, mas quem sabe não é? Tudo pode acontecer. Devo salientar que a diagramação desse livro está muito bonita. Tem gatinhos pelas páginas. As letras são grandes, a história tem no máximo 100 páginas. Vai agradar aos apaixonados, aos adolescentes, as pessoas que não acreditam mais no amor, as senhoras românticas e claro aos homens que poderiam aprender com o Jack a serem mais pacientes, românticos, atenciosos e carinhosos. 
Falei demais para uma primeira aparição não é? Bem, essa sou eu hehe. Sejam bem vindos a conhecer o Memories of the Angel. Sempre que der estarei por aqui, Bye Angels! 


6 de outubro de 2013

[Livro] A máquina de fazer espanhóis – Valter Hugo Mãe


Livro: A máquina de fazer espanhóis
Titulo Original: A máquina de fazer espanhóis
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Cosac Naify
Ano: 2011
Avaliação: 5/5
Sinopse:
Com um estilo de prosa que José Saramago definiu como um “tsunami linguístico, semântico e sintático”, valter hugo mãe é o mais prestigiado autor de sua geração em Portugal. Em a máquina de fazer espanhóis, seu romance mais recente, valter hugo narra a história de antónio jorge da silva, um barbeiro de 84 anos que depois de perder a mulher, passa a viver num asilo.
 Sozinho, mas sem sucumbir ao pessimismo, silva se vê obrigado a investigar novas formas de conduzir sua vida. Ele, que viveu sob o peso da ditadura salazarista, faz também uma dura revisão de seu passado e de toda uma geração – não sem notar que o pessimismo sobre o papel de Portugal no mundo exacerbou-se. Considerado o acontecimento literário de 2010 em Portugal, a máquina de fazer espanhóis foi o segundo livro de ficção mais vendido naquele ano no país. A edição da Cosac Naify tem projeto especial, com capa desenhada pelo escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli. (Fonte: site da Cosac Naify) 


Comentários:
O que dizer sobre A Máquina de Fazer Espanhóis, simplesmente que foi um livro que me arrebatou, me embalou, me proporcionou sensações e emoções que eu nunca tinha pensado, ao explorar uma situação não muito trabalhada e de uma forma regada a sentimentos, reflexões e uma linguagem tão poética que se mistura a historia ligando as pontas no enredo. 
Quando vi que o tema do Desafio Literário do mês de setembro (sim, atrasei um pouco esse mês) era autores portugueses contemporâneos, logo decidi que queria colocar uma das indicações que tinha recebido há um tempo e iria ler o livro de Valter Hugo Mãe, mas estava difícil de adquiri-lo, seu preço nunca baixava até que em um dia feliz vejo pelas redes sociais que estava aberto o Cosacday  (período em que a editora Cosac Naify faz uma grande promoção de suas obras) e com isso finalmente consegui o livro que talvez seja um dos melhores do ano, A Máquina de Fazer Espanhóis. 
Logo ao abrir o exemplar a primeira reação é de estranhamento, a diagramação é muito diferente, o texto é alinhado a esquerda e não justificado. Sem contar que possui uma regra de acentuação própria, apesar de ter os pontos normais, é todo escrito em caixa baixa, não havendo letras maiúsculas após os pontos e sem separação para os diálogos. Outro diferencial é que o livro está em português de Portugal, então há acentuação diferente (como por exemplo, a palavra oxigénio) e um linguajar próprio. 
Após superar esse estranhamento inicial o que resta é toda uma linda história contando sobre antónio jorge da silva (assim mesmo, em caixa baixa, como no livro), que após perder sua esposa, é mandado para um asilo/casa de repouso e lá terá que se descobrir e se reinventar sem ela e já aos 84 anos. 

“não a posso deixar aqui sozinha. não estaria sozinha. estaria sozinha de mim, que é a solidão que me interessa e a de que tenho medo.” p. 14

Na verdade esse é um resumo muito simplório para toda a grandiosidade do livro, pois este trata de assuntos de grande amplitude, como a busca pela identidade dos portugueses após o domínio de Salazar e a grande metafísica da vida, e para demonstrar esse último tema o autor me encantou ao fazer uma intertextualidade com o poema Tabacaria de Fernando Pessoa (poema esse que amo). 

“um dia seremos cidadãos de um mesmo mundo. iguais, todos iguais e felizes nem que seja por obrigação. estamos a alastrar, como compete, e um dia ainda deixaremos de ser silvestres, agrestes, isso de ir como o mato, porque estaremos cada vez com melhores maneiras, como as que assistem aos grandes caracteres. um dia, caramba, estaremos até cheios de razão."  p. 13

Com uma linguagem poética, cheia de frases marcantes silva irá descobrindo sua vida e o que têm importância após a perda de um amor e de uma vida. A narrativa não é linear, irá intercalar momentos presentes com flashbacks da vida de antónio para mostrar a construção do personagem. 
Simplesmente encantador e marcante. 

“a coragem tem falhas sérias aqui e acolá. e nós, que não somos de modo algum feitos de ferro, falhamos talvez demasiado, o que nem por isso nos torna covardes, apenas os mesmos de sempre. os mesmos vulneráveis e atordoados seres humanos de sempre.” p. 102